Evangélicos gastam mais com o social

Eles doam de 20,2% a 13,3% de sua renda; espíritas, 7,6% e católicos 9,2%

thumbs9b43Contradizendo o senso popular de que os espíritas são o grupo religioso que mais investe em ação social, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre Orçamentos Familiares (POF), realizada entre 2008 e 2009, revelou, conforme dados divulgados em 14 de setembro (2012), que as famílias evangélicas são as que mais gastam sua renda com doações, superando largamente espíritas e católicos.

Segundo a POF, no item doações, as famílias evangélicas de todos os ramos foram as que tiveram maiores percentagens na estrutura de seus gastos. Os evangélicos tradicionais gastam em média 20,2% de sua renda com doações, os evangélicos pentecostais gastam 19,2% e os neopentecostais e membros de outros ramos evangélicos, uma média de 13,3%. Enquanto isso, os espíritas apresentam percentagem nesse item de 7,6%, os católicos de 9,2%, e os de outras religiões ou sem religião, 9,5%.

Os dados mostram claramente que os evangélicos doam muito mais não apenas por causa do dízimo, mas porque são muito mais propensos para tal, uma vez que, tirando desses dados de doações os prováveis 10% de dízimo, os evangélicos tradicionais ainda estariam dispondo 10,2% de sua renda para doações, os pentecostais, 9,2% e os demais evangélicos, 3,3%. Isso significa que, mesmo retirando o dízimo, os evangélicos tradicionais e pentecostais ainda doariam, em média, muito mais de sua renda (9,7%) do que os espíritas (7,6%) e católicos (9,2%).

Ainda de acordo com o levantamento, as famílias com maiores gastos de forma geral são as chefiadas por espíritas, que ganham quase o dobro das famílias de outras religiões, com média mensal de R$ 4.821,66. Entre os católicos, a média de gastos gerais foi de R$ 2.602,42 e entre os evangélicos de origem pentecostal, R$ 2.035,01. Na distribuição percentual dos grupos de despesas, habitação foi o item que teve maior participação relativa em todos os extratos, com variação de aproximadamente 28% a 31%.

Essa foi a primeira divulgação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009 que avaliou gastos com habitação, alimentação, transporte, saúde, educação, impostos, doações, contribuições trabalhistas, pagamento de dívidas, entre outros. A POF do IBGE visitou cerca de 60 mil domicílios urbanos e rurais, entre maio de 2008 e maio de 2009.

Nos Estados Unidos, o maior país evangélico do mundo, uma pesquisa do professor Arthur Brooks, da Universidade de Syracuse, divulgada em 2006 em seu livro “Who Really Cares?” (“Quem realmente se importa?”), já mostrava que os cristãos, de forma geral, são o grupo que mais fazem doações para entidades filantrópicas nos EUA. O estudo comparou quatro grupos, os quais Brooks intitulou de conservadores cristãos, conservadores seculares, cristãos liberais e liberais seculares. O estudo revelou que os conservadores, de forma geral, doam 30% a mais para instituições de caridade do que doam os esquerdistas, apesar do fato de os esquerdistas terem, de forma geral, rendas mais elevadas do que os conservadores dos EUA.

Segundo o levantamento de Brooks, os conservadores cristãos são o grupo que mais doa para as instituições de caridade nos EUA. Em 2006, o valor médio das doações era de 2.367 dólares por ano, o que se sobressai muito quando comparado com a média anual de doações dos americanos de forma geral no país, que é 1.347 dólares.

“Mesmo em se tratando de instituições de caridade puramente seculares, os conservadores cristãos doam mais do que os outros americanos, o que é de surpreender, pois os liberais se consideram especialistas em ‘entidades de caridade’ que lhes dão um benefício direto, tal como balé ou as escolas particulares de elite para seus filhos’, afirma a escritora e analista política norte-americana Ann Coulter em artigo de 22 de dezembro de 2010 sobre os dados a pesquisa do professor Brooks.

Brooks afirma em seu livro que “os cristãos fazem mais caridade em todos os aspectos não religiosos que dá para se medir”. Ele revela ainda que os conservadores cristãos doam mais em tempo, serviços e até sangue do que os outros americanos, notando que se os liberais e moderados doassem tanto sangue quanto os conservadores cristãos dos EUA doam, o abastecimento de sangue no país aumentaria em cerca de 50%.

O estudo mostra que o conservador cristão doa 100 vezes mais – e 50 vezes mais para instituições seculares de caridade – do que um liberal secular. Os liberais seculares são o segundo maior grupo do país, perfazendo 10% da população (os conservadores cristãos são pouco mais de 20%, segundo Brooks). Na pesquisa, os liberais seculares aparecem como os que menos doam, seguidos pelos conservadores seculares.

Apesar de sua riqueza e vantagens, os liberais seculares nos EUA fazem doações para entidades de caridade a uma taxa de 9% menos do que todos os americanos e 19% menos do que os conservadores cristãos. Eles têm também, segundo o levantamento de Brooks, “consideravelmente menor probabilidade do que a média da população de devolver um troco a mais que lhes fora dado por engano por um caixa de loja”.

Os liberais cristãos perfizeram o menor grupo: cerca de 6% da população dos EUA. Eles são o segundo colocado em doações para instituições de caridade no país.

Em sua obra, Brooks revela que ficou chocado com suas conclusões, pois ele cria que os liberais “genuinamente se importavam mais com os outros do que os conservadores se importavam”, até porque são o grupo que mais alardeia isso nos EUA. Porém, os fatos dizem o contrário. O pesquisador conta que chegou a refazer os cálculos e coletar mais dados, mas os resultados que vinham eram sempre os mesmos. “No fim”, diz ele, “não tive opção senão mudar minha perspectiva”.

Em 2010 um estudo sobre filantropia feito pelo Google nos EUA revelou uma disparidade ainda maior com conservadores fazendo 50% mais doações do que os liberais. O estudo do Google mostrou que os conservadores cristãos fizeram também mais doações conforme a percentagem de suas rendas. O Índice de Ajuda Humanitária nos EUA analisou a primeira década deste século de declarações estaduais e federais do imposto de renda dos norte-americanos e constatou que as regiões conservadoras cristãs, do chamado “Cinturão da Bíblia”, eram muito mais generosas do que as regiões liberais, com a percentagem mais elevada dos menos generosos vivendo na região Nordeste dos EUA.

Portanto, da próxima vez que disserem a você que os seculares e seguidores de outras religiões muitas vezes se preocupam mais com o social do que os cristãos, saiba que é mentira. Pode-se ter um problema específico em um determinado local, mas, de forma geral, os cristãos, e sobretudo os evangélicos, foram e continuam sendo o grupo que mais se preocupa com o social no mundo, mesmo não pregando, como as demais religiões o fazem, uma salvação pelas obras. Isso porque o verdadeiro cristão faz boas obras não para ser salvo, mas porque recebeu a salvação, porque é impulsionado pelo amor de Cristo derramado em nosso coração.

Por, Mensageiro da Paz

3 Responses to Evangélicos gastam mais com o social

  1. Nano disse:

    Não creio que os católicos tenham preconceito contra outras religiões, poie eles mesmo não são verdadeiramente religiosos. A maioria só aparece na igreja quando há alguma festa como casamento e batizados.

    Agora em matéria de preconceito os evangélicos brasileiros são os campeões. Dizem que todos que não são evangélicos estão pactuados com o demônio. Não podem nem ouvir a palavra espiritismo que já começam com demônios e satanás… O mesmo se passa quando ouve algo sobre qualquer religião.

    Já fui a varias igreja evangélica no Brasil e o clima pesado em todas elas. Muita hipocrisia, falsidade e difamação. É típico conversas como: o irmão Joseildo paga os 10% do seu salario, mas não dá nada dos bicos que faz, esse deve estar sob o domínio do demônio. A irmã Luzinette não se esforça para vir à igreja, ela não anda com Deus, as filhas dela muito menos. Os católicos vão todos para o inferno, os espiritas não serão perdoados… Eles difamam até mesmo os ditos “irmãos” da mesma igreja.

    Na penso que os evangélicos vão ajudar os quais eles acusam de estar pactuado com o demônio.

    Esse site é muito tendencioso, temos que levar em conta que o mesmo é evangélico e claro que vai tentar defender eles mesmos a atacar quem eles consideram a maior ameaça, que é o espiritismo. O interessante é que segundo esse site, até os ateus doam mais que os espiritas.

    Sempre vemos os espiritas distribuindo sopas, cobertores, roupas entre os pobres, nunca ouvi dizer que algum pastor fizesse isso.

    Eles doam de 20,2% a 13,3% de sua renda; espíritas, 7,6% e católicos 9,2%.

    O evangélico que doa 15% de sua renda, na verdade esses 15% vão direto ao bolso do pastor, a comunidade e os necessitados recebem zero% desse valor.

    Eles são obrigados a dar 10 %, depois os pastores passam a cada 15 minutos de culto fazendo coletas das ofertas. O meu pastor passava a coleta 4 vezes por culto, e tinha gente que sempre metia uma nota e nunca uma moedinha. Sempre achei isso ridículo, se o crente já paga tanto na fonte porque passar a coleta tantas vezes? Ainda há pastores que dizem que “não quer ouvir moedinhas”. O fiel sai completamente depenado.

    Os de baixa renda que são a maioria dos evangélicos brasileiros não têm condições de pagar os 10%, muito menos podem contribuir com as centenas de coletas que o pastor passa por mês. Acontece que o fiel ao invés de pagar o seu aluguel e as outras contas ele dá esse dinheiro a igreja e não paga as dividas. Ainda há muitos pastores sem escrúpulos que alivia a consciência dos caloteiros dizendo que o compromisso mais importante é o compromisso com Deus. “Primeiro honre o seu compromisso com Deus , e somente depois honre os seus compromisso com os homens”. As dividas com os homens que não podem ser horadas são entregues nas mãos de Deus. Muita gente honesta se converte em caloteiro desonesto por influencia dos pastores.

    Esse compromisso primordial não tem nada a ver com Deus, o dinheiro vai para o bolso do pastor e quem fica com o nome sujo é o fiel que se deixa ser enganado.

    Dai vem o preconceito, pois ninguém quer alugar uma casa ou vender a credito à um crente pois todos sabem que se ele tem uma baixa renda, entre pagar as dividas ou pagar dizimo e contribuir com as coletas ele vai escolher a segunda opção. Mas isso não tem nada a ver com preconceito religioso.

    É extremamente triste essa realidade, pessoas desonestas que andam com a bíblia debaixo do braço dando calote por todo lado. O pior que fazem isso usando o nome de Deus.

    As pessoas que são enganadas “ em nome de Deus” passam a repudiar todos e todo que porte a palavra de Deus. Os evangélicos estão contribuindo com o crescimento de ateísmo e com a aversão a palavra de Deus. Os que foram enganados preferem ouvir falar de Maomé ou Buda do que ouvir falar de Jesus.

  2. taisa disse:

    Eu venho para ver um índice de doações e me deparo com alguém tentando tirar o foco das benfeitorias que os evangélicos fazem generalizando todas as igrejas como se fossem exploradoras dos fiéis. Quem se diz evangélico e é “caloteiro” como você diz, nunca conheceu o Jesus que prega.

    Com toda certeza quem caiu nessas ações de falsos profetas, não observou as escrituras corretamente pois o próprio Jesus alertou sobre eles.

    Conhecereis a verdade e ela vos libertará. Ser cristão de apenas frequentar cultos e por emoção se render as pressões resulta nisso ex-evangelicos frustados que generalizam como se todos fossem iguais.

    Jesus não é o mestre dessas enganações siga Cristo homens falham ele jamais.

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