Evangelho na África e a perseguição

Evangelho na África e a perseguiçãoEstudo indica que continente será maior reduto cristão do mundo

Recentemente a agência Portas Abertas divulgou a lista de 2016 dos 50 países onde a perseguição aos cristãos é maior no mundo. A perseguição existe e é muito intensa, mas isso não indica que o cristianismo esteja morto nessas regiões. Um exemplo disso é a África. Embora figure com 16 países na lista, o continente africano poderá se tornar o maior reduto de seguidores de Cristo no planeta. Isso é o que indica um estudo apresentado pela Universidade CENSUR em El Jadida, em Marrocos. Os números mostram que, em 2013, 46% da população africana eram de cristãos, enquanto 40% eram mulçumanos e 12% praticavam religiões tradicionais africanas. Em pouco mais de 100 anos, o número de cristãos no continente aumentou de 10 milhões (em 1900) para 500 milhões (em 2012).

Avanço do cristianismo apesar da perseguição

Ser maioria em muitos países africanos não tem sido garantia de segurança contra a perseguição. Na Eritreia, por exemplo, mesmo com o número de cristãos (ortodoxos, católicos e protestantes) chegando a cerca da metade dos 5,4 milhões de habitantes, a perseguição é muito grande. Seguidores de Jesus se reúnem secretamente em igrejas subterrâneas por causa de lei vigente desde 2002 no país, que impede abertura de igrejas evangélicas.

O Quênia também é um desses países onde a porcentagem de cristãos é bem grande (82%), mas, mesmo assim, o país aparece na 16ª posição dos países mais perseguidores de cristãos do mundo. A questão é que a minoria muçulmana é muito forte politicamente no país. A República Centro Africana também tem maioria cristã, mas o grau de pressão sobre os cristãos é surpreendente. A perseguição é menor para quem não expressa publicamente sua fé à família e à comunidade, já que o país assegura em sua legislação a liberdade de religião. É neste ponto que especialistas acreditam que o número de cristãos seja maior na África: considerando o fato de que parte dos que se convertem possam estar optando por permanece sem publicar sua fé devido ao receio que têm de retaliação, há a possibilidade de se a manifestação pública se tornar possível, o número de cristãos aumente.

Perseguição perpetrada por grupos extremistas islâmicos é um dos maiores desafios das igrejas. Os grupos com os quais os cristãos africanos têm que conviver sob ameaça são Al- -Shabaab, Estado Islâmico e Boko Haram

Os 16 países africanos onde os cristãos são mais perseguidos e sua classificação na lista deste ano da agência Portas Abertas são: 3º – Eritreia; 7º – Somália; 8º – Sudão; 10º – Líbia; 12 º – Nigéria; 16 º – Quênia; 18 º – Etiópia; 22 º – Egito; 26 º – República Centro-Africana; 28 º – Djibuti; 32 º – Tunísia; 36 º – Tanzânia; 37 º – Argélia; 39 º – Comores; 44 º – Mali; e 49 º – Níger.

Em alguns países, os crentes têm que enfrentar a lei da sharia, que coloca a apostasia (abandono do islamismo por outra religião) como prática ilegal. Neles, o islamismo é a religião oficial. Os cristãos são monitorados a todo instante. Uma das ações do grupo Al-Shabaab é pressionar as companhias de telecomunicação móvel em busca de informações de suspeitos de terem se convertido ao cristianismo. Para salvaguardar o direito de seus clientes, as empresas pagam altos impostos ao grupo.

Há esperança de que as coisas melhorem com a propagação do Evangelho. Segundo o Portas Abertas, na Argélia (37º em perseguição), há mais de 10 canais por satélite cristãos, a maioria em árabe, inglês ou francês, e também há programas de televisão diários na língua local.

Comores esteve entre os dez primeiros da Classificação de 1990 até 1998 de Portas Abertas, e hoje é 39º lugar. Ou seja, a situação no país está melhorando consideravelmente.

Segundo o estudante de Teologia, Manuel Matheus, de 24 anos, o que os estudos da universidade marroquina apontam através de números pode ser visto in loco por quem reside na África ou até mesmo por quem visita o continente.

Há três anos no Brasil, o angolano Matheus atribui esse avanço do cristianismo em solo africano ao avivamento espiritual vivido pela igreja naquele continente. Como expressão visível do avivamento na África, destaca Matheus: “Eu defino avivamento como mover do Espírito Santo na vida das pessoas, que abrem o seu coração para que a Obra seja feita. Lá na África, o avivamento pode ser visto por meio de batismos no Espírito Santo, curas, operações de maravilhas e conversões de almas. Sobretudo, na vida daqueles que têm deixado a prática de feitiçaria e aceitado o Senhor como Salvador de suas vidas. Destaco essa questão pelo fato de o islamismo não ser muito forte na região onde residem meus familiares, assim como é em outros países”.

Segundo Matheus, como estratégias para avançar no alcance de vidas sem Cristo as igrejas africanas realizam “evangelismo por meio de folhetos, cruzadas evangelísticas ao ar livre (nas ruas ou num campo); hoje também já existem algumas igrejas que usam rádio e televisão para proclamação da mensagem da salvação, o que era raro há alguns anos”

Quanto à ajuda da igreja brasileira para o avanço do Evangelho na África, o jovem Matheus destaca: “Hoje nós temos conseguido, por meio do Brasil, acesso a literaturas, como Bíblias, dicionários e comentários bíblicos, e outros materiais de apoio para o crescimento das igrejas. Graças a Deus pelas igrejas brasileiras”.

Os planos do estudante de Teologia são de, quando terminar seus estudos aqui no Brasil, retornar para seu país de origem e compartilhar o conhecimento adquirido com os seus a fim de que muitos se capacitem para a obra da evangelização, já que estão bem despertados para fazê-la.

“Se Deus der graça, pretendo abrir lá um centro de formação básica e média de teólogos”, diz Matheus. Da mesma forma que o jovem obreiro, assim têm feito muitas agências missionárias: sua estratégia consiste principalmente em capacitar os nativos para executarem melhor a obra de Deus.

Motivos de celebração

As opiniões a respeito do avanço do Evangelho na África dividem opiniões. Alguns criticam o fato de que há ainda pouca profundidade teológica, de forma geral, na igreja evangélica africana; outros ainda frisam que, como resultado disso, pode-se ver muita confusão doutrinária entre alguns grupos, como é o caso de crentes e igrejas africanos que se deixam levar por ensinos como a confissão positiva e a teologia da prosperidade.

Entretanto, apesar desses problemas, a verdade é que a igreja na África está crescendo e muitos milagres têm acontecido naquele continente. Muitos têm aceitado Jesus conscientes, inclusive, de que suas atitudes de fé podem lhes custar a própria vida, por habitarem em locais onde não é nada fácil se declarar cristão.

2 Responses to Evangelho na África e a perseguição

  1. francisco cesar ferreira dos santos disse:

    Dou graças meu Deus pelo que está acontecendo na África, vou continuar contribuindo para obra missionária, pois sei que minha contribuição tem ajudado a manter os missionários naquele continente, oro a Deus para que mais almas se rendam
    ao pés nosso salvador.

    • francisco cesar ferreira dos santos disse:

      Dou graças meu Deus pelo que está acontecendo na África, vou continuar contribuindo para obra missionária, pois sei que minha contribuição tem ajudado a manter os missionários naquele continente, oro a Deus para que mais almas se rendam
      ao pés nosso salvador.

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