Estás preparado para o arrebatamento?

Estás preparado para o arrebatamentoNa parábola registrada em Mateus 25.1-13, Jesus fala acerca de um assunto que muito interessa ao povo de Deus na Terra: o arrebatamento da Igreja. Do texto em apreço, é importante que se analise a exposição de três considerações que o Mestre faz.

A primeira consideração é a respeito do sono. Existem pelo menos três tipos de sono na Bíblia. O primeiro está no Salmo 4.8, que diz: “Em paz me deitarei e dormirei, porque o Senhor me faz dormir em segurança”. Este é o sono natural, o repouso da carne, o descanso depois de um dia de trabalho, e não há nenhuma repreensão para este tipo de sono, pelo contrário, o salmista louva a Deus por “deitar e dormir”, um privilégio para quem dele pode desfrutar, pois quantas pessoas existem que não provam desta bênção?

O segundo tipo de sono é o da morte. O texto de Daniel 12.2 diz: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Este sono, em particular, retrata o estado intermediário. A morte é uma certeza que todo ser humano tem. Salvo a Igreja que será arrebatada, todos os seres humanos têm consciência de que hão de passar pela morte. Há a explicação bíblica de que também ressuscitarão, “uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”.

O terceiro sono é o da inércia ou da negligencia, um estado de dormência espiritual. “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios” (1 Tessalonicenses 5.6). Quando dormimos este sono, acontece o que Jesus advertiu em Mateus 13.25: “Mas dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se”. É o sono de quem está despreparado espiritualmente para se encontrar com o Noivo.]

A segunda consideração que precisa ser feita na supracitada parábola é a respeito da volta de Jesus (Mateus 25.6). O Mestre falou acerca do evento em questão em João 14.1-3: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar- vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver estejais vós também”.

Os anjos corroboraram e também anunciaram a verdade da volta de Jesus e da partida do povo de Deus para a Glória: “Os quais lhe disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1.11).

O apóstolo Paulo, falando acerca deste evento, fez um alerta à Igreja em Tessalônica: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4.16,17).

Observada a verdade que trata da volta de Jesus e da subida eterna da Igreja para as mansões celestiais é hora de apontarmos a terceira consideração da parábola registrada em Mateus 25.1-13, e é por esta que surge a expressão interrogativa: quem está preparado para esse evento em sua plenitude?

Em Mateus 25.10, lemos: “E, tendo elas ido comprar, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta”. Não é preciso fazer uma apurada exegese do texto para se afirmar que as preparadas eram as virgens prudentes. À luz do versículo 4 entenderemos quais são as características da Igreja preparada: “Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com suas lâmpadas”.

Partindo para a simbologia bíblica, podemos afirmar que a Igreja preparada é a que tem estes elementos, a saber: azeite (símbolo do Espírito Santo), apontando para uma Igreja que está preparada para o arrebatamento e que não se embriaga com o vinho da contenda, mas está cheia do Espírito Santo (Efésios 5.18). Vasilhas (símbolo da oração): “Tu contas as minhas vagueações; pões as minhas lágrimas no teu odre. Não estão elas no teu livro?” (Salmos 56.8). Entendemos, pois, que a Igreja preparada para o arrebatamento investe tempo em oração. Por fim, a lâmpada, da qual diz o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” (Salmos 119.105). A noiva preparada para se encontrar com o Noivo está seriamente comprometida com a Palavra de Deus, não negocia seus princípios, não abandona sua fé, aguarda paciente e fielmente o retorno do Noivo, confiando no poder da Sua Palavra.

O assunto que envolve Jesus e a sua volta para buscar um povo Seu especial, zeloso de boas obras (Tito 2.14), que ele “salvou pela lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo” (Tito 3.5), não é novidade para quem já tem uma caminhada na fé genuinamente cristã, posto que a Igreja é constantemente ensinada a se preparar para se encontrar com Jesus nos ares. A importância de um texto como este, portanto, é um alerta para que, mesmo vivendo neste mundo corrompido e incrédulo, os servos fiéis mantenham os olhos fitos no céu, uma vez que o próprio Mestre disse que é de cima que vem a nossa redenção (Lucas 21.28).

Por, Rael de Sousa Oliveira.

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