Estratégia de Conquista

Estratégia de ConquistaOs seis primeiros capítulos do livro de Josué são cruciais para entendermos como se deu o processo de conquista de Canaã. Neles, quero destacar alguns desses princípios que a meu ver nos ajudarão na conquista de vitórias espirituais. Não são técnicas de autoajuda, mas princípios bíblicos extraídos do texto sagrado.

Em primeiro lugar, uma conquista futura é condicionada por medidas tomadas no passado – “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que seja bem-sucedido por onde quer que andares” (Josué 1.7). O Senhor alerta a Josué que a conquista futura está condicionada àquilo que Moisés lhe havia ordenado no passado! O passado, com todo o seu aprendizado, não poderia ser esquecido. Na verdade a liderança de Josué naquele momento era uma construção do passado. Não acredito que se consiga conquistar batalhas sem se levar em conta o discipulado que tem suas raízes fincadas no passado. Não somos seres a-históricos, isto é, sem passado e sem tradição. Infelizmente muitos estão entrando na batalha sem possuírem raízes bem fundamentadas.

Em segundo lugar, o caminho da vitória é construído com as letras da Bíblia – “Não cesses de falar deste livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido” (Josué 1.8). Observamos no versículo 7, que o Senhor quer que Josué seja bem sucedido por “onde quer andares”. Josué possuía um caminho pela frente e esse caminho deveria ser construído com as letras da Bíblia. Não creio que haja vitória para quem constrói o seu caminho com outro tipo de material. A Escritura diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmo 119.105).

Em terceiro lugar, sem a posse de reservas não se conquista nada! – “Provede-vos de comida, porque, dentro de três dias, passareis este Jordão, para que entreis na terra que vos dá o Senhor, vosso Deus, para a possuirdes” (Josué 1.11). Para a entrada na terra era preciso ter “provisão de comida”. Sem reservas não podemos repor nossas energias gastas. Como está o nosso depósito? Esse princípio foi posto em prática por José, quando o Egito enfrentou um longo período de estiagem. Durante sete anos ele acumulou reservas suficientes de alimento que lhes permitiram alimentar por igual tempo toda a população do império. Aumentemos, pois, as nossas reservas através de uma vida devocional mais consistente.

Em quarto lugar, somente os habilitados e experimentados conseguem ficar na linha de frente – “Vossas mulheres, vossos meninos e vosso gado fiquem na terra que Moisés vos deu deste lado do Jordão; porém vós, todos os valentes, passareis armados na frente de vossos irmãos e os ajudareis” (Josué 1.14). Somente os valentes conseguem avançar! Não compartilho como terrorismo posto por muitos autores de batalha espiritual, mas estou convencido que numa guerra espiritual não há lugar para amadores. É preciso ser valente, mas valente bem treinado e armado. O bom disso tudo é que o nosso General nos dá tudo isso!

Em quinto lugar, não se conquista uma fortaleza sem antes conhecê-la – “De Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente, como espias, dizendo: Andai e observai a terra de Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali” (Josué 2.1). Josué estava determinado a conquistar a terra, mas ele sabia que não poderia fazer isso sem antes conhecer as suas fortalezas. Jericó era uma dessas fortalezas (Josué 6.1). Muitas vezes a fortaleza não está fora, no mundo exterior, mas encontra-se em você mesmo. Dentro de seu mundo interior. Sabendo disso peça ao Senhor que o sonde e lhe dê vitória sobre essa fortaleza (Salmo 139.23,24).

Em sexto lugar, se o Senhor ficar atrás, então nada adianta você ficar na frente – “Levantou-se, pois, Josué de madrugada, e, tendo ele e todos os filhos de Israel partido de Sitim, vieram até ao Jordão e pousaram ali antes que passassem. Sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da Aliança do SENHOR, vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar e a seguireis. Contudo, haja a distância de cerca de dois mil côvados entre vós e ela. Não vos chegueis a ela, para que conheçais o caminho pelo qual haveis de ir, visto que, por tal caminho, nunca passastes antes” (Josué 3.1-4). A arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, deveria ir na frente! Quem desejasse conquistar a terra deveria ficar atrás. Muitas batalhas são perdidas porque simplesmente nos recusamos a colocar o Senhor na frente ou em primeiro lugar. Em sétimo lugar, antes da bênção, deve vir a santificação! – “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Josué 3.5). Deus fará maravilhas, mas fará no meio de um povo santo. É preciso respeitar os limites demarcados pela Palavra se quisermos obter vitória.

Em oitavo lugar, quem não corta a própria carne, não terá vitória completa – “Naquele tempo, disse o SENHOR a Josué: Faze facas de pederneira e passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel. Então, Josué fez para si facas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote” (Josué 5.2,3). Deus manda Josué circuncidar os filhos de Israel. A circuncisão era uma pequena operação onde era cortada a carne do prepúcio. Para entrar na terra era necessário cortar a própria carne! Em o Novo Testamento encontramos o apóstolo Paulo exortando os crentes “a mortificar os feitos do corpo” (Romanos 8.12,13).

Em nono lugar, se o Senhor estiver no comando, você vence até no grito! – “E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade!” (Josué 6.16). Ganhar uma guerra no grito não é comum, mas quando o Senhor está no comando isso se torna possível. As coisas de Deus às vezes não são entendidas pelo senso natural, mas Ele não exige que as compreendamos, mas que tão somente as obedeçamos e aceitemos pela fé.

Sim, a vitória é nossa em o nome de Jesus Cristo. Amém.

Por, José Gonçalves.

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