Esquecidos da ONU, mas não de Cristo

Cristãos divulgam o Evangelho aos refugiados muçulmanos

Esquecidos da ONU, mas não de CristoOs cristãos que habitavam regiões dominadas por guerrilheiros do Estado Islâmico decidiram abandonar o país natal, familiares e amigos. Por exemplo, a luta pela sobrevivência é uma constante na vida de milhares de iraquianos que desafiaram a morte e buscaram refúgio na Jordânia, porém, mesmo na adversidade e sem nenhuma esperança de retornar aos seus lares, esses mesmos cristãos estão sendo “negligenciados” pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o relato de uma cristã e ativista de direitos humanos, os cristãos não são aceitos como refugiados, apesar das agruras sofridas com a perda do lar e a perseguição de seus inimigos.

No início de janeiro, a pesquisadora do Projeto Philos e fundadora da ONH norte-americana Conselho Para o Alívio de Cristãos Iraquianos, Juliana Taimoorazy, deslocou-se acompanhada por outros ativistas para o Iraque e a Jordânia com o objetivo de “avaliar” as condições a que os refugiados cristãos são submetidos. Ela e seus companheiros examinaram a situação e afirma estar satisfeita com a ajuda destinada aos cristãos iraquianos que manifestaram o desejo de voltar às suas casas e aldeias no interior iraquiano, mas quando a ativista e seus colegas travaram contato com as famílias iraquianas deslocadas na Jordânia, o que viu a deixou desolada.

“Eles são totalmente negligenciados pelo ACNUR”, explicou Taimoorazy, em referência ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Ela estima que existam atualmente cerca de 15 mil cristãos iraquianos deslocados que procuram abrigo na Jordânia. A ativista e a equipe da ONG conversaram com pelo menos 30 famílias cristãs iraquianas enquanto durou a sua estadia. “Eles moram em bairros pobres, nos subúrbios da capital Amã. Conhecemos três famílias que dividiam um apartamento de três quartos. Não há privacidade. Eles reclamam que a ajuda não chega até eles. Diferentes organizações de caridade trabalham ali, mas a ajuda que oferecem não é suficiente. O ACNUR ainda não concedeu o status de refugiado à maioria deles”, relata a ativista.

Segundo o relato de Taimoorazy, em 2015 existiam cerca de 25 mil cristãos iraquianos deslocados no interior da Jordânia no momento em que visitou o país pela última vez, naquele ano. Perto de 10 mil pessoas buscaram abrigo em países como Canadá e Austrália. Os outros 15 mil encontram-se amarrados ao sistema. Entretanto, é conhecida a negligência da ACNUR para com os cristãos. Há reclamação daqueles que aguardam receber o status de refugiados da entidade, mas são solenemente ignorados. “Eles veem os muçulmanos do Iraque e da Síria entrarem e sair do país. O que vemos e ouvimos é que, embora os cristãos tenham sido os principais alvos da jihad, esses países e a ACNUR não parecem interessados em ajudar os não islâmicos”, lamenta.

Perseguição e divulgação do Evangelho

Enquanto isso é de conhecimento geral que o Oriente Médio agrega uma quantidade estimada de 12,5 milhões de refugiados. Porém, os especialistas afirmam não ter certeza do número de cristãos entre eles. Sabe-se que a maioria foi forçada a abandonar o local onde habitavam e procurar refúgio em diversas regiões da Síria. A cidade de Alepo já foi considerada a cidade mais cristã da região, mas atualmente, o número de cristãos por lá diminuiu de 400 mil para 60 mil, nos últimos quatro anos de conflito. Outras localidades menos conhecidas enfrentam situações nos quais os cristãos precisam decidir se refugiar ou não. Por exemplo, em 12 estados do norte da Nigéria, sob administração da sharia, 27 milhões de cristãos são desprezados e tem de aceitar a dura realidade de serem cidadãos de segunda classe e discriminados tanto pelas autoridades como por suas aldeias e familiares. Esta situação criou uma quantidade exorbitante de cristãos refugiados que abandonaram o norte nigeriano e procurou outras localidades do país africano, ou até mesmo, para outros países.

Entrementes, no Quênia, a situação não difere muito, muitos cristãos fogem das áreas controladas por muçulmanos e a morte é certa para dezenas de milhares de pessoas que tentam atravessar o deserto ou tornam-se alvo de traficantes de seres humanos. Da Eritreia saem muitos cristãos que fogem com destino à Europa. Os especialistas afirma que 22% de todos os refugiados que desembarcam na costa italiana são eritreus. Os cristãos paquistaneses também deixam para trás seus lares e empreendem fuga para países do sudeste asiático com a intenção de solicitar asilo com o argumento de que são vítimas de perseguição religiosa. Segundo as estatísticas, são 60 milhões de refugiados espalhados por todo o mundo.

Apesar da tragédia que se desdobra em torno de famílias inteiras ou fragmentos daqueles que conseguiram escapar da perseguição, as lideranças cristãs conseguem encontrar esperança em todo esse ambiente contaminado pelo ódio. Através do contato com os cristãos refugiados, diversos muçulmanos são evangelizados e tendo um encontro real com Jesus nos campos de refugiados da Jordânia e do Líbano. Os novos convertidos já planejam divulgar a Palavra de Deus e instalar novas igrejas quando regressarem aos seus países de origem. Na Síria, cristãos e muçulmanos misturam-se nos campos de refugiados, a ajuda humanitária oferecida aos cristãos também é estendida a eles, que testemunham a bondade e a realidade do Evangelho de Cristo. Um líder cristão sírio em Alepo disse que a Igreja continua a sua trajetória no sentido de oferecer ajuda aos cristãos e muçulmanos que respeitam e se aproximam deles. “Isso representa uma grande mudança, pois eles foram ensinados que os cristãos tentariam matá-los ou envenená-los, mas ao invés disso, eles estão sendo surpreendidos com o amor de Cristo. Apesar das dificuldades, tem sido emocionante ver estas cenas”, conclui o líder.

One Response to Esquecidos da ONU, mas não de Cristo

  1. Maxim disse:

    Alguém citou os Estados Bálticos, Jordânia, Filipinas, Nigéria , Tunísia, Thailândia, Brasil, Iraque e Afeganistão. Esses são os que estão autorizados a negociar via FMS Agora sai oferecendo aí pelo mundo pra ver o que acontece. Vende tudo rapidinho. Os Yankees estão vendendo os KIOWA que estavam estacionados no deserto a mais de 10 anos. Imagine esses que estavam voando até ontem

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