Eletrocutado com 13.000 volts sobrevive e maravilha médicos

Eletrocutado com 13.000 volts sobrevive e maravilha médicosUm dia antes de sofrer o choque em fios de alta tensão, Deus falou com o presbítero Claudemir que o livraria da morte

No dia 30 de março de 2012, o presbítero Claudemir da Conceição Dias, de 68 anos, experimentou o maior livramento de sua vida. Ele realizava normalmente trabalhos na obra de sua igreja, Assembleia de Deus de Almerinda (RJ) e nem imaginava que o Senhor estava prestes a cumprir Sua promessa feita no dia anterior: arrancá-lo das garras da morte. Ao tirar taboas presas nas colunas na laje do templo, Claudemir se desiquilibrou e o ferro que usava para fazer o serviço tocou um fio de alta tensão. A descarga elétrica de 13.000 volts o arremessou a a aproximadamente cinco metros de distância, em cima de sacos de areia, o que impediu a sua queda do terceiro andar. O barulho da explosão pôde ser ouvido em toda a vizinhança. Claudemir foi encontrado com queimaduras, tremendo muito e correndo sério risco de infarto, mas totalmente consciente. “Lembro do bombeiro me reanimando, dizendo que eu era um guerreiro e que a pior parte já tinha passado”, conta o irmão.

Claudemir foi levado ao Hospital Geral Alberto Torres, o mais próximo da região. Dias depois, o primeiro médico que o viu na emergência confessou que não pretendia atendê-lo de imediato, pois pensava que logo ele teria um infarto, como é de costume nesses casos em que, raramente o paciente não morre na hora do acidente, ou queimado ou com uma parada cardíaca. Portanto, por instante pensou em dar prioridade a outras pessoas com mais chances de viver. Porém, Deus é fiel. “Ele disse que mesmo assim, me atendeu logo porque ‘algo’ o incomodou, ele sentiu que eu sobreviveria”. Em acidentes com essa voltagem, os médicos explicaram que é quase impossível a sobrevivência e quando ela ocorre geralmente é com a perda de alguns membros do corpo, devido a saída da descarga elétrica do corpo. No entanto, no caso do nosso irmão ate´a mão com que ele segurava o ferro atingido não se queimou, o que impressionou toda a equipe médica.

“Todos que me viam, e os que cuidavam de mim, diziam que nunca viram alguém sobreviver assim, que Deus gostava muito de mim. E eu pude ver a mão dEle mesmo em tudo, cuidando de cada detalhe. Toda a equipe de médicos e enfermeiros tinham muito carinho comigo, coisa difícil em hospital público”, testemunha.

Contudo, a luta de Claudemir estava apenas começando. Nos dias que se seguiram, ele teve mau funcionamento dos rins e se o caso continuasse ou se agravasse, passaria a fazer hemodiálises. “Meus familiares e eu levantamos um clamor e imediatamente meus rins voltaram a funcionar normalmente”. O presbítero também teve 45% do corpo queimado: na área das costas até a cintura, embaixo do braço direito, o lado direito da barriga, tornozelos e principalmente o joelho direito, por onde saiu a maior parte da descarga elétrica.

“Os curativos são terríveis, eles passam uma escova para limpá-los o que me levou a perder muito sangue e ter anemia”.

Porém, o que mais angustiou este servo de Deus foi a notícia de que ele poderia ser operado por um cirurgião plástico que lhe faria um enxerto de pele nas regiões afetadas. “Fiquei tão nervoso que minha pressão foi a dezesseis por oito. Então lembrei que desde dezembro o Senhor falava de várias maneiras que me daria livramento de morte e um dia antes do acidente, usou o pastor Romildo Resende para me dizer que eu passaria por vale de ossos secos. Mas para que eu não me preocupasse, pois Ele passaria comigo e criaria carne e pele onde não tinha. À noite orei para que no dia seguinte (na avaliação médica) Jesus fizesse uma surpresa para mim e para a equipe”. E Deus atendeu esta oração. No momento de retirar os curativos já no centro cirúrgico, Claudemir conta que os médicos ficaram impressionados. “Estava tudo com sinal de cicatrização, parecia que passaram uma resina e não precisavam fazer nada”.

Outro milagre que o Senhor provou mais uma vez o Seu poder e a Sua misericórdia se cumpriu no momento em que nosso irmão tivera alta. Devido aos ferimentos, Claudemir teve má circulação e seu lado direito sofreu um grande inchaço. “Parecia que eu tinha sido inflado naquela região e permaneceu assim até o 14º dia. Mas no 15º desinchou tudo como se tivesse sido sugado mesmo. Então após 12 dias no CTI e três na enfermaria, tive alta”, compartilha grato.

Ele ainda vai ao hospital para fazer curativos. Lá, Claudemir fala do poder e da graça de Deus. “Os médicos falam impressionados que eu tive muita ‘sorte’, mas eu digo que foi Jesus. Eu estou bem e o mais importante, o nome do Senhor está sendo glorificado”, se alegra o irmão Claudemir.

Por, Roberta Marassi.

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