Eles não podiam ter filhos, mas Deus lhes deu um presente

Após tentativas frustradas para engravidar, casal é orientado por Deus à adoção, que ocorreu de forma rápida e inesperada

Eles não podiam ter filhos, mas Deus lhes deu um presenteO Natal é uma época em que todos falam de amor. Mas, será que todos sabem o verdadeiro significado dessa palavra? O casal Rosângela Nalin de Oliveira e pastor Cláudio de Oliveira, líder da Assembleia de Deus em Jales (SP), sabem. Casados há 10 anos, eles não podiam ter filhos, e esse era o grande sonho de suas vidas, mas puderam ser canais de Deus para a vida de uma menina abandonada.

“Fiz muitos exames e tratamentos, procurei tudo o que a medicina poderia oferecer e mesmo assim não consegui”, diz Rosângela. Em uma consulta, o médico “jogou um balde de água fria” dizendo que Rosângela só tinha três opções: colocar uma pedra no assunto, partir para um centro especializado e tentar um inseminação artificial ou algum outro tipo de gravidez, e a última delas seria a adoção. “Foi a primeira vez que essa palavra bateu no meu coração, porque até aí não havia pensado nessa hipótese. Sempre achei que pudesse ter filhos. Venho de uma família numerosa, todos os meus irmãos têm filhos e só eu não. Cheguei em casa muito triste. Chorei bastante e falei: ‘Meu Deus, será que tu queres que eu passe por esse caminho? Se for essa a Sua vontade, então eu vou colocar o meu ponto”.

Ao conversar com o esposo, ele questionou se essa seria a vontade de Deus. E no momento de revolta (por não conseguir gerar um filho), ela respondeu que se era isso que Deus tinha pra eles, seria do jeito dela. “No momento, não sei o porquê, disse que seria uma menina e recém-nascida, que não queria pular nenhuma etapa. E fui falando tudo o que queria. Meu marido ainda brincou comigo: ‘Então, você espera deitada, porque essas história de conto de fadas, que alguém vem e coloca um bebê na porta da casa, não existe. Virei e falei: ‘Não é isso que eu quero, mas se é o que Deus quer para mim, então Ele vai preparar e eu não vou correr atrás’”, admite.

Rosângela não sabia os planos que Deus tinha para vida deles. Na mesma semana, ela teve um sonho. “Estava dentro de uma casa que não tinha telhado e junto com três pessoas. Vi as nuvens e o céu aberto. Perguntei ‘Por que a casa não tem telhado?’, e elas diziam que eu estava doida, que tinha telhado sim. Para resumir: comecei a ver muita gente no céu, e elas jogavam presentes para nós. Na hora que chegavam às minhas mãos, se materializavam. E a sala foi enchendo de presente, mas só eu os via. No final, caiu um baú com uma joia dentro. Eu peguei e falei para as pessoas que não queria os presentes, só a joia. E acordei muito perturbada”, recorda.

Passaram-se 20 dias e Rosângela recebeu a visita de uma de suas irmãs. Ao perguntar o que estava acontecendo, ela disse que apareceu no trabalho dela uma pessoa oferecendo uma criança para adotar. “Minha irmã disse que já tinha três filhos, e que de repente ela estava me procurando, mas eu nunca tinha falado sobre esse desejo com alguém, exceto com meu marido. Comecei a me interessar e fui atrás”.

Rosângela descobriu que a irmã era de uma igreja vizinha à dela e disse que queria a criança. “Falei que meu maior sonho era ser mãe, e se Deus não me concedeu um filho, o faria de outra forma. E perguntei como fazer. Foi aí que começou a minha luta com o processo burocrático para adoção”, conta.

Um dia seu esposo chegou com uma notícia: a menina estava provisoriamente na casa da mãe do chefe dele, até que arrumassem uma família definitiva. “Nesse momento, disse para o meu esposo que conhecia a voz do meu Senhor. Entendia que era Deus respondendo meu clamor”, regozijou.

E Jesus continuou a surpreendê-los. O cunhado de Rosângela que trabalha no fórum conversou com o juiz, explicou toda a história e ele concedeu uma audiência sem hora marcada. “Deus começou a trabalhar. Ele disse que eu tinha chances com essa criança, mas me explicou o que fazer para futuramente ter uma criança. Com essa orientação, fui atrás dos papeis”.

E as surpresas não param por aí. Com apenas dois dias depois, a assistente social foi à casa dela, o que é algo muito raro de acontecer. “Eu achei que era um estudo social, da minha casa, família, já que ninguém conhecia nada sobre minha vida. Porém, ela me deu um papel e disse que eu devia assinar e fazer o que estava escrito nele”, comenta Rosângela. Segundo ela, a assistente estava com tanta raiva, por ela estar conseguindo avançar no processo que nem explicou o que significava aquilo. “Eu assinei e disse: ‘O pouco que eu consigo entender aqui, porque há muitos termos técnicos, é que eu tenho que comparecer hoje no fórum. É isso?’. E ela disse que sim. Saí apavorada, pois só tinha meia hora para chegar. Assim que cheguei, meu esposo já estava lá e também não estava entendendo”.

O casal ficou na sala de espera e, de acordo com Rosângela, ela teve a primeira intuição de mãe. “Já eram 18h e ninguém falava nada. De repente, eu virei para o meu esposo e disse que não sabia o que estava acontecendo ali, mas sentia que a criança já estava no fórum. E ele perguntou se eu esta ‘doida’ e como poderia saber disso, e respondi: ‘Não sei, mas aquela criança está aqui dentro deste fórum’. E continuamos aguardando”, relata.

Meia hora mais tarde, eles entraram na sala do juiz. “Ele estava de pé, nos esperando com bebê no colo. E eu não sabia o que estava acontecendo e como muita gente fica anos numa fila de espera, nunca imaginei que aquele dia seria o da minha vitória. E ele olhou para mim e disse: ‘Realmente, vocês ganharam na ‘Sena’. Ela é uma criança muito linda, perfeita, e está aqui’. Olhei para ele e perguntei o que ele estava falando”.

E veio o decreto do juiz. Ele e o promotor entenderam que apesar de não serem os primeiros da fila, eles eram os pais daquela criança. “Quando ele disse que concedia a guarda dela para nós, caí em prantos. Ele até brincou, dizendo que não sabia para quem entregar, já que os pais estavam chorando e tremendo. Na mesma hora, enxuguei as lágrimas e disse que elas cessavam ali. A partir daquele momento, era só alegria”, jubila.

Irmã Rosângela afirma que naquele instante seu amor pela criança já era incondicional. “Na hora que a peguei no colo, o sonho me veio à mente e Deus falou comigo: ‘Essa é a joia. Quem poderia te dar isso se não fosse Eu?’. Eu falei para o juiz: ‘Aqui está a minha joia e agora ninguém me tira’”.

Ao sair dali com ela nos braços e encontrar com sua irmã, esta perguntou o que estava acontecendo. “É a sua sobrinha mais nova, só que ela não tem roupa, nem chupeta, nem mamadeira, não tem nada”, disse. E sua irmã afirmou: ‘Ela tem mãe e pai. O mais difícil Deus já deu, o resto a gente dá um jeito”.

Ela deixa um recado para quem está passando pela mesma situação. “Você vai amar com certeza. Eu daria minha vida pela minha filha”.

Por, Mensageiro da Paz.

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