Eles atacam a família tradicional, mas com qual objetivo? Saiba o porquê

Os ataques ao conceito natural e tradicional de família são uma estratégia importante para o projeto globalista de reformulação da sociedade

Eles atacam a família tradicional, mas com qual objetivo Saiba o porquêTemos visto nos últimos anos uma intensificação dos ataques ao conceito natural e tradicional de família. Diante de tais absurdos, é natural que muitos se questionem: afinal, qual a razão para isso? Por que essa pressão midiática e política para desestabilizar justamente a célula-mãe da sociedade? Por que desferir ataques justamente contra aquela que é a base de toda sociedade, cuja saúde é vital para a saúde da própria sociedade? A resposta a essa pergunta está justamente na própria pergunta. É exatamente porque a família natural e tradicional é a base da sociedade como a conhecemos que ela está sendo atacada. O objetivo daqueles que atacam-na é exatamente reformular a sociedade, e para isso é preciso operar uma mudança desde as suas bases, isto é, desde o conceito básico de família.

Esse projeto de reengenharia social começou há décadas, começando com a propaganda pró-liberação sexual e pró-feminismo, passando pela propaganda pró-aborto e chegando à propaganda pró-cultura gayzista. Para entendê-lo, é preciso entender o que é o movimento globalista e seus propósitos.

Globalismo e globalização: coisas diferentes

Geralmente, quando falamos de “globalismo”, a maioria das pessoas pensa que estamos falando de “globalização”, quando, na verdade, tratam-se de duas coisas bem diferentes. E para piorar, a maioria dos órgãos de imprensa e a maioria dos formadores de opinião, por serem defensores do globalismo, aumentam a confusão, não apresentando ao grande público essa diferença. Simplesmente tratam os dois termos como sinônimos. Se bem que há aqueles na imprensa que, ao que parece, misturam os dois termos apenas por ignorância. Entretanto, a maioria parece o fazer de forma calculada, uma vez que, ao mesmo tempo em que misturam os termos, defendem com unhas e dentes os postulados do globalismo.

O primeiro termo – globalização – está ligado à economia, enquanto o segundo – globalismo – é um conceito político. Globalização – ou globalização econômica – é a defesa do livre comércio entre as nações, do livre mercado em âmbito internacional, da divisão de trabalho em nível mundial, com cada nação se especializando naquilo que é entre as pessoas no mundo e as decisões dos governos de cada país. Tal intento reflete o que afirmam as profecias bíblicas sobre o final dos tempos. O texto de Apocalipse 13 fala claramente de um governo mundial no final dos tempos.

Mas, como surgiu esse projeto político globalista? O que o provocou?

O principal fator foram os constantes conflitos mundiais e, sobretudo, as duas primeiras guerras mundiais no início do século 20. Após a Primeira Guerra Mundial, políticos e algumas das famílias mais ricas do mundo se uniram com o propósito de criar o que para eles seria “um mundo perfeito, livre de conflitos”. Só que para alcançar esse tipo de mundo, eles entenderam que algumas medidas teriam que ser tomadas. Era preciso reformular toda a sociedade e tal tarefa exigiria investir financeiramente em uma mudança cultural paulatina no Ocidente e mundo afora.

Outro detalhe é que para se implantar um governo mundial, seria preciso que todas as nações cedessem sua soberania para um organismo internacional que tivesse efetivamente o poder de implantar essa visão sobre o mundo. Essa entidade seria criada em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial: a Organização das Nações Unidas (ONU), que foi antecedida pela Liga das Nações, criada em 1919. Entretanto, os globalistas perceberam que não seria nada fácil levar as nações a abdicarem de sua soberania em prol de um governo mundial. Para que isso acontecesse, era necessário, em primeiro lugar, combater os nacionalismos e todo tipo de movimento social que se chocasse com o ideal globalista. Foi assim que as famílias mais ricas do mundo criaram fundações internacionais poderosas para financiar em todo o mundo a agenda globalista: Fundação Ford, Fundação Rockfeller, Fundação Rotschild, Open Society, dentre outras. Elas financiam políticos, mídia e agentes culturais, os mais diversos em todo o mundo, focando sobretudo na implantação nas escolas de programas curriculares pró-agenda globalista; enfim, todos que sejam necessários para ajudá-los a implantar suas mudanças são financiados.

A agenda globalista

Os globalistas creem que um mundo perfeito seria um mundo com menos gente, daí o apoio maciço ao planejamento familiar, à legalização do aborto, ao feminismo, ao gayzismo etc. Os globalistas creem que as famílias tradicionais e a religião são um grande obstáculo para implantação de sua visão de mundo, daí promovem ideologias que visam à destruição da família tradicional e promovem a implementação de uma religião pausterizada, ecumênica, preocupada só em ação social, inofensiva aos ideais globalistas e, inclusive, incentivadora deles.

Em segundo lugar, os globalistas entendem que os Estados nacionais só cederiam sua soberania para uma entidade supranacional em troca de algum outro tipo de poder, e esta outra coisa oferecida é justamente o aumento do poder do Estado sobre os indivíduos, o aumento do poder do governo sobre os seus cidadãos. Ou seja, o globalismo defende e promove o aumento do poder do Estado sobre o cidadão enquanto ao mesmo tempo solapa a soberania de cada Estado no âmbito internacional.

Portanto, globalismo não tem nada a ver com globalização. Inclusive, às vezes vai contra a globalização. Por exemplo: os chamados “acordos multilaterais de livre comércio”, incentivados pelos globalistas, na maioria das vezes era vista pelos globalistas como uma excelente ferramenta para espalhar suas ideologias, acabou se tornando, por ser totalmente livre, um canal onde também é muito comum os ataques aos ideais globalistas, de maneira que os globalistas objetivam hoje controlar cada vez mais as redes sociais e o fluxo de informações na Internet. A grande imprensa, em sua esmagadora maioria, já foi cooptada pelos globalistas. Inclusive, boa parte dela encontra-se em guerra com sites, blogs e páginas sociais na internet que desmascaram sua propaganda globalista disfarçada de notícia.

A reação e a posição da igreja nesse atual contexto

É por essa razão que movimentos nacionalistas e defensores das culturas locais e dos valores morais básicos da sociedade ocidental estão em alta em todo o mundo. Trata-se de uma reação de parte da população de vários países do mundo à estratégia globalista, que encontra-se em sua fase de aprofundamento no Ocidente, tornando suas ações, justamente por isso, mais visível ao cidadão comum, que antes não percebia o que estava acontecendo à sua volta, devido à sutileza das ações dos globalistas no início. A doutrinação ideológica é cada vez mais explícita e escancarada na mídia, nas escolas e nas universidades, indignando a população.

O que vemos em acontecimentos como o Brexit ou como no caso dos muitos votos de última hora em favor de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos – eventos que marcaram 2016 e têm reflexos até hoje – é uma resposta tardia e desesperada da população ocidental à onda globalista que há décadas tem crescido e se fortalecido, tentando dominar definitivamente mentes e corações em todo o mundo. Essa reação é vista até mesmo no Brasil nos últimos anos. A população brasileira cada vez mais se conscientiza e se manifesta contra as imposições culturais que pessoas consideradas “ilustradas” da nossa sociedade tentam lhe impor. Há uma guerra cultural em andamento no mundo, inclusive aqui em nosso país. Quer desejemos ou não, estamos todos envolvidos no meio dela e cada um deve marcar a sua posição.

Nesse contexto, a Igreja, a Noiva de Cristo, que sempre esposará os valores bíblicos, acabará se chocando naturalmente com a onda globalista. Aliás, isso já tem acontecido, e é preciso que aconteça. A Igreja não pode se deixar levar por essa onda de imposição de uma nova cultura que fere diretamente muitos valores cristãos. Ela tem que marcar posição, fazer diferença e continuar proclamando o Evangelho de Cristo a este mundo caído. Não é provocar briga, mas não se intimidar diante dos ataques e manter firme a sua posição como “coluna e firmeza da verdade” (1 Timóteo 3.15). A Igreja é a principal agência de contracultura desse sistema. Ela é a agência do Reino de Deus na Terra, sal e luz do mundo.

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