Ele venceu paralisia, cegueira, déficit de aprendizagem e graduou-se duas vezes

Wanderson é prova de que Jesus dá a última palavra: contrariando os prognósticos médicos, ele é exemplo de fé e superação

Ele venceu paralisia, cegueira, déficit de aprendizagem e graduou-seduasvezesImagine o desfecho da história de uma pessoa que, devido a complicações no parto, teve uma cicatriz no hemisfério direito do cérebro, gerando dificuldades motoras, problemas na fala e perda de 70% da capacidade visual. E ainda teve essas limitações somadas às sequelas da poliomielite, que no primeiro ano de vida paralisou seu membro inferior esquerdo. Pois é, Wanderson de Oliveira tinha o prognóstico médico de que – caso sobrevivesse – estaria por toda a vida sobre uma cadeira de rodas e com graves problemas motores e dificuldades de aprendizagem.

Entretanto, graças à fé em Deus, demonstrada em empenho (décadas de fisioterapia diária, precisando ser carregado até à sala de aula por quase toda a sua vida acadêmica; inúmeras aulas de reforço etc.), hoje Wanderson é bacharel em Pedagogia e Filosofia por duas grandes e disputadas universidades do governo, trabalha na Superintendência Regional de Ensino de Minas Gerais, e é coordenador da Escola Bíblica Dominical da igreja onde congrega, a Assembleia de Deus de Morro do Carmo, interior de Minas Gerais. E dentre centenas de projetos pedagógicos participantes no Brasil, o dele ganhou o segundo lugar no “Prêmio Nacional de Professores de Escola Dominical do ano”, da última edição 2014/2015, promovido pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

Este é o testemunho de uma pessoa que não deixou os médicos darem a última palavra sobre sua vida, mas, sim, o Deus Todo-Poderoso, que o capacitou a ir além de qualquer barreira, quer física, mental ou social. Ele teve de vencer sequelas da enfermidade no corpo, mas também travou muitas batalhas na própria alma e outras tantas contra o preconceito e a falta de inclusão na sociedade.

De acordo com o relato de seus pais, os irmãos José Inácio de Oliveira e Ruth Martins de Oliveira, Wanderson passou da hora de nascer e o parto teve que ser realizado por “fórceps” – um instrumento de aço semelhante a uma pinça, que serve para agarrar a cabeça do bebê quando este mostra sinais de sofrimento fetal e não há mais tempo para uma cesárea. Há sérios riscos neste procedimento: causar danos aos músculos faciais, resultando em paralisia; hemorragia intracraniana; lesões e até deficiências a longo prazo. “Em meu caso ficou uma cicatriz no cérebro que provocou ‘visão subnormal’, deficiência que limitou minha capacidade visual. Tive também uma hidrocefalia que me fez ser desenganado pelo médico com só 20 dias de nascido”, relata o irmão Wanderson.

Segundo seus pais, quando o pequenino tinha apenas oito meses de idade, o médico disse que futuramente ele deveria passar por um procedimento cirúrgico com o objetivo de reduzir e prevenir os danos cerebrais, para melhorar e corrigir o fluxo do líquido cefalorraquidiano (LCR). O mesmo estava consideravelmente atrasado em relação ao desempenho esperado.

“Por uma intervenção divina, eu não precisei passar por este procedimento. Ainda assim, os médicos proclamavam a minha invalidez. Diziam aos meus pais: ‘A criança não vai subsistir. Esta é a cruz que vocês deverão carregar por toda vida’. Mas, isso não aconteceu, porque a última palavra é do Senhor Jesus”, testifica Wanderson.

Com apenas um ano e seis meses de idade, seus pais foram surpreendidos com o surto agudo da poliomielite que atingiu seu membro inferior esquerdo. Desde então, viajavam com ele semanalmente 200km até a capital mineira para fazer acompanhamento médico. Wanderson recorda que com ajuda de aparelhos ortopédicos, ele começou a andar com oito anos de idade, contrariando os prognósticos médicos.

Nos estudos,Wanderson tinha grandes dificuldades: a primeira era simplesmente a de ir à escola devido a sua mobilidade reduzida e a segunda era de enxergar. Seus pais extremamente dedicados o levavam e buscavam todos os dias. Quanto à segunda, ele contou com o grande profissionalismo e capacidade de inclusão das duas primeiras professoras alfabetizadoras. Elas foram muito especiais para Wanderson.

No ano de 1996, ele assumiu pela primeira vez uma classe de adolescentes da Escola Bíblica Dominical na congregação em que seu pai era pastor dirigente, uma Assembleia de Deus ligada ao ministério do pastor Antônio Rosa da Silva. Esse seria só o começo de seu frutífero envolvimento com o ministério de ensino.

Os anos finais do Ensino Médio foram ainda mais desafiadores. Porém, também superados com sua formação Técnica em contabilidade, em 1997.

Ele conta que a fim de entender melhor algumas questões que incomodam qualquer ser humano ao longo da vida, e assim melhor ajudar às pessoas, ele se graduou com licenciatura em filosofia. E não parou por aí. Foi além, e se especializou em Psicopedagogia.

Durante esse período, no ano de 2000, estudava e também trabalhava como monitor de música em um programa da Prefeitura Municipal chamado PETI (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil) mantido pelo Governo Federal.

“Algo que me marcou quando comecei a trabalhar no PETI foi que a diretora municipal do programa era a mesma que foi minha diretora no colégio e com respeito a minha matrícula no 6º ano do Ensino Fundamental (antiga 5ª série), ela disse que só iria aceitá-la porque não havia recursos legais para impedi-la. Mas tanto meus pais como eu não nos deixamos levar por aquela palavra de derrota. E anos depois, lá estava eu diante dela, após ter passado no processo seletivo, me apresentando para começar a trabalhar. Essa foi a oportunidade de mostrá-la que o Deus que eu e os meus pais servimos é muito maior do que a incredulidade dela”, testemunha.

E Wanderson avançou em busca de outros sonhos, como o de atuar com Orientação e Supervisão Escolar. E em2006 passou no concurso da Secretaria Estadual de Educação para trabalhar na Superintendência Regional de Ensino em Coronel Fabriciano (MG).

“Na visão humana, era impossível chegar onde estou hoje. Mas, Deus nos surpreende a cada dia, fazendo o impossível. Em 2005, assumi a superintendência da Escola Dominical em minha congregação e em 2009 comecei a graduação em Pedagogia para aprofundar meu conhecimento no campo da educação. Hoje, trabalho como analista pedagógico da Secretaria Estadual de Educação prestando assessoria a um conjunto de 74 Escolas Estaduais”, glorifica a Deus o irmão Wanderson.

Para a honra e glória do nome de Jesus, atualmente o presbítero Wanderson é também casado há quatro anos com Elaine Vieira Silveira e pai de Amanda Gabrielly.

Essa é apenas parte da história de alguém que crê que o seu Deus é maior do que qualquer limitação, preconceito, humilhação e incredulidade humana. Essas são só algumas conquistas de um homem, mais do que vencedor porque deixou Jesus Cristo ser o Autor de sua história.

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