Ele não foi ao enterro do amigo

Ele não foi ao enterro do amigo“Por isso, o SENHOR esperará para ter misericórdia de vós; e, por isso, será exalçado para se compadecer de vós, porque o SENHOR é um Deus de equidade. Bem-aventurados todos os que nele esperam” (Isaías 30.18).

É difícil entender porque uma pessoa que é amiga de uma família, com muita afinidade e profunda amizade; que jantava alegremente sempre que podia com aquela família.

E quando este amigo estando em outra cidade, recebeu uns enviados com um urgente recado: Lázaro, o teu amigo está seriamente doente; quase à morte e a família pede que compareça o mais depressa possível. E esse amigo de Lázaro, sendo o grande médico, não se apressou para socorrê-lo ao permanecer ali ainda dois dias. E quando Lázaro morre, a sua ausência também é sentida durante o sepultamento do amigo. Até no último instante; possivelmente os olhares estavam fixos na estrada: “Será que ele ainda virá?”. Os amigos perguntavam a Marta, irmã do defunto: “E aquele seu amigo? Ele está a caminho?”. E ela respondia: “Estamos no aguardo, mas até agora Ele não veio.” O dia e a hora do enterro chegaram, o corpo foi sepultado, e o amigo não apareceu.

Que tipo de amigo é esse, que na hora de demonstrar sua amizade e amor, não aparece?

Possivelmente as irmãs perguntavam-se: Será que os mensageiros chegaram a tempo com o recado? Disseram a ele que o seu amigo estava muito mal? Pela nossa amizade e amor que tem demonstrado para conosco ele deveria ter vindo.

Esse amigo que estamos descrevendo é Jesus de Nazaré, amigo das irmãs Marta e Maria e o amigo falecido, era Lázaro (João 11).

Mas será que Jesus teria feito pouco caso ao saber da doença, e porque chegaria atrasado para socorrer seu amigo? Certo poeta escreveu: “Quando Ele se cala é porque está trabalhando”.

Na verdade, Deus nunca se atrasa, nem nunca você vai encontrar nas Escrituras que Jesus passou correndo.

Deus tem o controle de todas as coisas, e não há nada que Ele não saiba.

Talvez você imagine que o Senhor não está interessado com o teu sofrimento, angústia, ou alheio a tua indagação acerca de um problema; uma resposta, uma atitude de Deus, uma cura uma libertação.

A Bíblia diz que: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3.1).

Jesus, ainda que longe, em outra cidade, sabia de tudo o que estava se passando, Ele tinha conhecimento do que deveria fazer. Ele permitiu que o desespero, a tristeza, a angústia, a presença da morte entrasse naquele lar. Ele permitiu que aqueles corações fossem afligidos e sofressem. Chegassem ao ponto de considerar quanto ao amor, o poder, e o cuidado de Deus para com eles. Mas depois Ele chegou com a sua maravilhosa providência e revela para nós, hoje, e em todas as gerações que para Ele nada é impossível, que o poder da morte e da vida está em suas mãos.

Porque quando Jesus chegou à casa do falecido, já fazia quatro dias que Lázaro havia morrido e o corpo sepultado já estava em estado de decomposição. As palavras de Marta ao recepcionar Jesus, foram: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, também, sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá” (João 11.21,22).

Disse-lhe Jesus: “Teu irmão há de ressuscitar”. Disse-lhe Marta: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia”.

Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?”.

Disse-lhe ela: “Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”.

Estas palavras de Marta soaram como uma lamentação pela demora do Senhor e a perda de uma vida que podia ter sido poupada através do poder de Jesus.

Logo adiante estava sua irmã Maria, que falou as mesmas palavras: “Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11.32).

Jesus não chegou para o enterro do corpo do seu amigo, mas chegou para tirar o corpo do seu amigo da sepultura. Não chegou para ver a morte na vida do seu amigo, mas chegou para dar vida na morte do seu amigo. Jesus não chegou para dar as condolências á família do seu amigo, mas para alegrar extraordinariamente a família do seu amigo.

Jesus quando chegou ao cemitério, diante da tumba, agradeceu ao seu Pai por sempre lhe ouvir. E quando Jesus mandou abrir a sepultura, foi interpelado pela irmã do defunto: “Não faça isso Senhor! Já cheira mal” (podemos entender que Marta com essas palavras estava dizendo: “Queremos e amamos o nosso irmão, mas não o queremos podre”, na verdade, Deus não dá nada podre a ninguém. Ele é Pai, e o Pai sempre quer dá o melhor pra seus filhos). “Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem” (Salmo 103.13).

Então Jesus disse a Marta: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?”, em seguida Jesus bradou: “Lázaro vem para fora! E o morto atendeu e saiu da sepultura depois de quatro dias”. Ele saiu da sepultura com o corpo enfaixado, mas, vivo. Uma prova infalível que Deus tem a vida eterna para todos os que morrerem salvos, perdoados, e que receberão um corpo incorruptível quando ressuscitarem para honrar e servir a Deus na sua gloria e eternidade. Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. Não vos maravilheis disto; porque vem a hora e agora é, em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5.24,25,28,29).

A ressurreição de Lázaro é uma clara evidência que a vida não termina na sepultura. O profeta Daniel disse: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12.2).

Na tua angústia e desespero, chame Jesus para te socorrer. Não busques nem creias nos ídolos mudos, não espere tão somente pela ajuda do homem. Não se esconda na incredulidade e angustiosa decepção ou na tua frustração. Se você acredita que Jesus demora em te socorrer e dar a resposta ou bênção, é porque Ele vai trazer o melhor para você. Jesus disse a Marta: “Se tu creres, verás a glória de Deus”. E tu também verás a glória de Deus ao confiar nAquele que veio de Sua glória no céu, deu a sua vida na cruz do Calvário, venceu a morte, ressuscitou ao terceiro dia e agora está á direita do Pai Celestial para interceder por todos os que O buscam.

A firme esperança e fé na nossa ressurreição é a maior promessa de Deus para a vida eterna, mesmo que atravessemos as maiores dificuldades e privações neste mundo, incluindo a morte. O apóstolo Paulo deixou registrado: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8.38,39).

“Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4.16-18).

Mas ai dos que buscam a Deus pelos bens materiais, Paulo disse que “aqueles que esperam em Cristo só nesta vida, são os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15.19). Nestes últimos tempos, muitos líderes desinteressaram-se pela fé na salvação. Essa negligência dos líderes tem levado multidões a dedicarem-se a buscar os bens materiais, como se o Reino de Deus fosse os bens do mundo. Paulo exortou os crentes de sua época: “Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que, por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14.22).

O apóstolo ensina que “a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar, também, a si todas as coisas” (Filipenses 3.20,21).

Por, José Edson de Souza.

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