Ele foi vítima de enfermidades raras

Missionário tem a saúde recuperada pelo poder de Deus após sofrer com três males

Ele foi vítima de enfermidades rarasA vida do missionário maranhense Gilmar Batista da Silva é pontilhada de acontecimentos inusitados e que poderiam destruir a sua vida. Ele foi vítima de três enfermidades que debilitaram o seu organismo, duas delas raras. Atualmente casado com Jonilda Souza da Silva e pai de três filhos, o missionário relata a sua história que também serve de inspiração para quem atravessa tribulações nesta vida e cujo único consolo é confiar na providência divina. A Bíblia Sagrada mostra o que aconteceu com o patriarca Jó, como a sua fé foi provada e os amigos que o acusavam de pecados que não havia cometido, mas ele perseverou e teve a sua vida restabelecida pela graça de Deus.

“Eu sou natural da cidade de Paulo Ramos (MA), recebi Jesus Cristo como Salvador pessoal aos nove anos de idade, em uma cruzada evangelística no povoado de Jejuí (MA), no dia 20 de novembro de 2005. Fui discipulado pelo pastor João Lima Torres. Os meus avós foram pioneiros da Assembleia de Deus nesta região, mas a minha mãe estava afastada dos apriscos do Senhor, mais tarde eu afastei-me do bom caminho e optei pelo pecado. Aos 15 anos de idade, contraí hanseníase (lepra) e precisei dos cuidados médicos e evitar contato com as pessoas”, lembra o missionário. A terrível enfermidade é descrita nas Sagradas Escrituras como uma das mais temidas pelos povos da Antiguidade. O Senhor havia prescrito regras que deveriam ser observadas pelos israelitas não somente para evitar a doença mas administrar o comportamento das pessoas que contraíram a moléstia (Levíticos 13). Ao longo da narrativa bíblica é possível identificar personagens que contraíram a lepra, como o general sírio Naamã, o servo do profeta Eliseu, Geazi (2 Reis 5) e alguns homens leprosos do Reino do Norte (2 Reis 7.1-10). O Senhor Jesus deparou-se com pacientes que foram alvo de sua misericórdia (Mateus 8.2; Lucas 17.12). O jovem submeteu-se a terapia, recuperou-se mas aos 18 anos uma nova doença foi diagnosticada em seu organismo: o Linfoma de Hodgkin. Segundo os especialistas a doença é uma forma de câncer que começa nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, formado por órgãos e tecidos que fabricam células que atuam na imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo. A moléstia surge no momento em que um linfócito (mais frequentemente do tipo B) transforma-se em uma célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se pelo organismo.

“Hoje reconheço que esse processo foi necessário porque eu ainda resistia em voltar aos apriscos do Senhor. Esta foi a disciplina aplicada por Deus em minha vida”, diz Gilmar.

Novamente, o jovem teria que submeter-se a exames clínicos, prescrição de remédios e tratamento a fim de recuperar a saúde. “Os médicos disseram que seria necessária a quimioterapia para a minha recuperação. Mas também alertaram que eu ficaria estéril por causa do procedimento”, relata o missionário maranhense.

Nesse período conturbado de sua vida o jovem foi destacado pelo líder da Assembleia de Deus em Lago da Pedra (MA), pastor Raimundo Francisco dos Santos para atuar na obra missionária na cidade de Dom Pedro (MA), o missionário lembra que ainda estava solteiro e com Linfoma no seu organismo, mas a doença não o impediu de anunciar a salvação em Cristo. Já em atividade na cidade maranhense, Gilmar casa-se com Jonilda Souza, que soube por intermédio do próprio noivo que seu quadro clínico inspirava cuidados. O enlace foi um verdadeiro desafio ao jovem casal e seus projetos.

Em 2007 o missionário foi destacado para trabalhar no povoado de Santa Vitória (MA), nesse período ele prestou atendimento a mais seis povoados tendo uma bicicleta como meio de transporte. “Em 2009, eu me submeti a um transplante de medula óssea, nessa época eu estava com o desafio de construir um templo em Santa Vitória e implantar congregações nos demais povoados”. Mas devido ao procedimento, Gilmar foi aconselhado pelos médicos a evitar aglomerações, contato com poeira, exposição ao Sol e evitar crianças, por elas serem portadoras de bactérias das vacinas inoculadas em seu organismo.

Enquanto trabalhava no campo missionário e cuidava de sua família, o jovem missionário manifestou sintomas de uma derradeira doença, tão perigosa quanto as duas primeiras que o acometera: depressão. O estresse provocado pelo cotidiano do interior maranhense e o casamento sem a geração de descendentes, levou-o a um turbilhão de informações negativas, contribuindo com o processo depressivo que passaria a atormentá-lo. “Mesmo assim eu continuei a trabalhar para Jesus. Conseguimos concluir a construção do templo em Santa Vitória em 120 dias; permaneci 10 meses no bairro de Pedro Primeiro, onde construímos uma congregação em 90 dias; em seguida fui para a cidade de Godofredo Viana (MA), a fim de trabalhar com o pastor Wellington Alves de Lima e assumir a congregação Ponta do Jardim”. O jovem missionário lembra que ter conseguido realizar muitas obras sem sentir nenhuma sequela em meu organismo.

Atualmente o missionário Gilmar reside em seu povoado natal de Jejuí (MA), auxilia o pastor Itamar Coelho (líder da Assembleia de Deus local), mantém o seu casamento com a esposa Jonilda e cuida de seus três filhos: Eliabe, Lemuel e Joquebede. Quanto a depressão, a doença psíquica foi vencida através de orientação médica e administração de medicamentos sem que os mesmos tivessem prejudicado a sua saúde.

“Se eu tivesse obedecido aos médicos, jamais teria conduzido mais de 200 almas aos pés de Jesus, além disso, através das orações, eu pude ver o milagre de Deus em minha vida: o nascimento de meu primeiro filho. Hoje eu tenho uma vida normal junto à minha família”.

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