Ela passou 50 dias entre a vida e a morte, mas Deus a restaurou

As complicações só aumentavam a cada dia que Elisabete passava internada, até que um milagre aconteceu

Ela passou 50 dias entre a vida e a morte, mas Deus a restaurouEm 2011, a jovem Elisabete Pereira passou pelo “vale da sobra da morte”, mas Cristo lhe deu uma nova vida. Paraense de Nova Ipixuna, Elisabete é hoje membro da Assembleia de Deus Ministério do Belém, congregação de Parques Veredas (SP), sob a liderança do pastor Elias Cavalcante.

No dia 27 de janeiro de 2011, grávida de cinco meses, Elisabete começou a sentir uma dor muito forte e imediatamente foi levada ao hospital, na cidade de Jacundá (PA), onde ficou internada. Após seis dias naquele local sem respostas, com Elisabete sempre orando para que Deus a livrasse de qualquer mal, os médicos diagnosticaram uma apendicite. Mas, ao fazerem a cirurgia, constataram que já havia três dias que o apêndice tinha estourado dentro de Elisabete e já estava supurado, o que é extremamente perigoso.

Como sempre enfatizam os especialistas, a cirurgia para a retirada do órgão, a apendicectomia, deve ser feita assim que o problema é detectado, e não depois que o apêndice é perfurado. O tempo corre contra o paciente que sofre com inflamação do apêndice. Para se ter uma ideia, desde o início da dor até o apêndice perfurar podem se passar 24 horas e as chances de haver complicações são de 35%. Depois de 32 horas, os riscos sobem para 60%. A maior preocupação, que pode levar à morte, é justamente o órgão perfurar, pois a infecção atinge o abdômen e a corrente sanguínea, o que era exatamente o que já tinha acontecido com a nossa Elisabete, e havia mais de 72 horas. O fato de ela já ter permanecido viva nessas condições já foi um milagre – e este era apenas o primeiro.

Depois, veio o segundo problema: Elisabete sofreu um aborto espontâneo e pegou uma infecção generalizada. “Passei por um vale terrível, pensei que iria morrer”, lembra Elisabete.

Ao ser transferida ao hospital regional em Marabá (PA), ela foi direto para a UTI e precisou de uma nova cirurgia. Elisabete precisou ter seu abdômen quase todo aberto, pois todos os órgãos estavam infeccionados. Mesmo após limparem os mesmos, ela precisou ser submetida a uma Colostomia (a exteriorização do intestino grosso).

Para piorar esse grande deserto, Elisabete, ainda na UTI, teve um AVC que paralisou todo o seu lado esquerdo do corpo, com prognóstico de carregar essa sequela para sempre, caso sobrevivesse.

“Após tudo isso, a cirurgia que eu tinha feito abriu, pois o tecido estava muito fraco e teve que ficar aberta mesmo. Eu gritava muito na hora de limpar: ‘Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!’ Como eu gritava… Mas mesmo em agonia, eu tinha certeza que Deus estava me ouvindo”, conta Elisabete, emocionada.

Após 12 dias na UTI, ela foi para a sala de enfermagem, onde chegou a pensar que seu sofrimento tinha, enfim, acabado. Porém, essa foi mais uma fase do seu vale, e também o momento de uma incrível experiência com Deus. Josemar de Jesus Oliveira, esposo de Elisabete, conta que quando já haviam se passado 28 dias sem ela comer ou beber nada (era alimentada só por via sanguínea), os médicos perguntaram-lhe: “Você acredita em milagre?”. Ele prontamente respondeu: “Com toda certeza!” Então, completaram: “Porque só um milagre pode manter sua esposa viva”.

O casal narra que, às vezes, a dor era tão grande que Elisabete pedia para o Senhor levá-la, mas apesar de não temer a morte, ela pensava em cuidar da sua filha Raíssa, na época com três anos de idade, e desejava ainda fazer mais pelo Reino de Deus na Terra.

“Um dia, ali na sala de enfermaria, eu estava muito mal e senti a morte se aproximar de mim. Foi pavoroso. Repreendi a morte em nome de Jesus e clamei ao Senhor com todo o meu coração. De repente, vi quando uma luz tomou conta daquele lugar e eu só glorificava a Deus. Meu esposo começou a falar em línguas estranhas e o Senhor o usou para falar em profecia para mim que uma grande multidão me esperava do outro lado disso tudo”, conta Elisabete, emocionada. Essa multidão, como ela compreendeu, ainda não era a dos santos na Glória, mas daqueles que ainda iriam ser edificados aqui na Terra através do seu testemunho.

Os médicos diziam que, mesmo se Elisabete sobrevivesse, ainda precisaria ficar no hospital no mínimo seis a oito meses. “Eu não conseguia me mexer, tinha muitas escaras em meu corpo… Foi ai que meu esposo me disse: ‘Deus manda te dizer que vai te tirar daqui o mais rápido possível e que vamos contar o que Ele vai fazer na sua vida a todos quantos Ele enviar’”.

Elisabete creu naquela palavra e, a partir dali, as coisas começaram a mudar. Segundo o casal, em um determinado dia, enquanto alguns irmãos oravam por ela, o seu lado esquerdo, que estava paralisado devido o AVC, começou a mexer. “Eu dava muito ‘Glória a Deus’! Jeová Rafah, o Senhor que Sara, o Deus do Tempo e de tudo, mudou aqueles meses dados pelo médico. Em menos de duas semanas, Ele me resgatou e tirou dali”, relata glorificando a Deus.

Após 50 dias naquele hospital, Elisabete foi para casa ainda usando uma bolsa de colostomia e, depois de alguns meses, foi feita a última cirurgia: a de reconstrução do intestino. Antes do procedimento, ela pediu permissão aos médicos para orar e a presença do Espírito Santo inundou o centro cirúrgico. Ela já teve oportunidade de voltar aos hospitais aonde passou, inclusive levando doações, pois bolsa de colostomia é algo muito escasso nesses locais, e na ocasião contou o seu testemunho, maravilhando médicos e enfermeiros.

Hoje, o casal testifica como a Palavra do Senhor os consolou e animou naquele momento de dor, e por onde Josemar e Elisabete passam, pregam e testemunham da poderosa mão de Deus sobre as suas vidas. Centenas de pessoas já se renderam a Cristo após ouvirem seu testemunho, e o casal também tem testemunhado curas e reconciliações na vida das pessoas. “Para glória  de Deus, estou com a saúde perfeita! Ele já me prometeu mais um filho. Em primeiro lugar, agradeço muito ao meu Jesus e, depois, à Sua Igreja na Terra. A meus irmãos que tanto oraram por mim, meu ‘Muito obrigada’. A oração do justo pode muito em seus efeitos!”. Amém!

Por, Mensageiro da Paz.

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