Deus muda tipo sanguíneo e irmã dá à luz

Diagnosticada com trombofilia, após várias tentativas de engravidar, Ticiane Bora Welicz entrega problema de saúde nas mãos de Deus e vê o milagre acontecer

Deus muda tipo sanguíneo e irmã dá à luzO casal Alessandro Willian Welicz e sua esposa Ticiane Bora Welicz, membros da Assembleia de Deus em Jaraguá do Sul (SC), liderada pelo pastor Cláudio Caetano, foram alvo de um agir milagroso da parte de Deus e que marcou drasticamente a vida de ambos. Em 2011, após dois anos de casados, Ticiane e Alessandro (médico do trabalho e clínico geral) planejaram ter um filho, mas aproximando-se da 7ª semana foram surpreendidos com a interrupção da gestação por um aborto espontâneo. Ticiane precisou fazer uma curetagem e passado mais seis meses ela ficou grávida novamente, mas logo ocorreu um novo aborto. Após os dois incidentes, o casal procurou saber as causas dos abortos espontâneos, de modo que Ticiane foi encaminhada para realização de exames em Curitiba (PR).

“Fiz dois procedimentos cirúrgicos: uma vídeolaparoscopia e uma vídeohisteroscopia para a retirada de uma aderência causada pelas duas curetagens. Essa aderência impedia meu ciclo menstrual e também a gravidez”, lembra Ticiane.

Retornando a Jaraguá, ela procurou um especialista em gravidez de risco e após inúmeros exames foi diagnosticada com trombofilia, uma doença incurável que impede a passagem dos nutrientes da mãe para o bebê, levando o embrião ao óbito. Então, para que uma gravidez pudesse ser levada adiante, Ticiane teria que fazer uso de uma injeção aplicada na barriga diariamente. Em novembro de 2012 ela descobriu estar gestante e submeteu-se ao procedimento, iniciando imediatamente o uso das injeções.

Passadas nove semanas, Ticiane realizou um ultrassom que detectou a ausência de embrião na placenta, e precisou realizar uma nova curetagem. Sabendo que não poderia engravidar neste período, pois corria o risco de perder o útero, devido aos vários procedimentos cirúrgicos anteriores e impedida de fazer uso de anticoncepcional devido à trombofilia, decidiu colocar o DIU (Dispositivo Intra-Uterino), o que evitaria uma nova gravidez.

“Comecei a sentir dores terríveis nas costas e muitas cólicas. Fui levada pelo meu marido três vezes ao hospital onde a médica, que fez a colocação do DIU, estava de plantão. Ela me atendia com desprezo, se negava a fazer exames, me medicava com analgésicos e mandava para casa. Até que na última vez que fui ao hospital, outra médica estava de plantão e solicitou um ultrassom que detectou que meu útero havia sido perfurado e estava quase perfurando o intestino, causando uma hemorragia interna, colocando em risco até mesmo a minha vida”, lembra.

Alessandro levou Ticiane às pressas para Curitiba, pois como se tratava de um erro médico precisava de profissionais qualificados em um hospital de referência, habilitado para receber pacientes de alto risco, pois poderia precisar tanto de uma UTI quanto de uma transfusão de sangue. Ticiane passou por uma cirurgia, que durou cerca de 2 horas. Ao acordar constatou que tudo estava em perfeito estado e o procedimento havia sido um sucesso. Após alguns meses, foi realizada uma nova ultrassom que mostrou lesões uterinas. Os médicos suspeitavam se tratar de um câncer.

“O especialista intrigado pesquisou e detectou uma fístula no útero. Ele me encaminhou a um cirurgião vascular para ver o que poderia ser feito, pois era um caso raro!”, contou ela.

Ticiane permaneceu firme na fé diante de mais um desafio. Ela foi internada por alguns dias para exames e encarou mais uma cirurgia para retirada desta fístula. Alessandro conta que a recuperação de sua esposa foi lenta, mas que correu tudo bem. Porém, já não queria mais uma gravidez, pois ela ainda corria sérios riscos de vida. Devido a tantos procedimentos cirúrgicos, o útero de Ticiane estava com as paredes muito finas e tinha formado uma nova aderência, o ciclo menstrual estava novamente irregular, culminando na notícia de uma nova cirurgia. Com isso, o casal começou a pensar na possibilidade de adoção.

“Foi então que meu marido orou e clamou a Deus, para que eu não precisasse voltar à mesa de cirurgia, e ao passar um ano eu fui abençoada, pois meu ciclo menstrual voltou ao normal, sem a necessidade de um novo procedimento cirúrgico, como era previsto pela equipe médica. Foi nesse momento que começou o nosso milagre. Deus respondeu as nossas orações”, testemunha.

Ela refez alguns exames e neste momento, junto de seu esposo, entregou suas vidas e desejos de seus corações ao Senhor. “Oramos e pedimos que a vontade de Deus se cumprisse em nossas vidas e que aceitaríamos o que Deus tinha para nós. Coloquei o meu desejo de ser mãe nas mãos dEle. Almejava muito uma gravidez normal, saudável, sem interferências ou uso de alguma medicação”, lembra.

Em agosto de 2015 Deus abençoou Alessandro e Ticiane com a notícia de uma nova gestação. E como haviam depositado a sua fé no Senhor, decidiram que, apesar de correr o risco de perder o bebê novamente, e de colocar a vida de Ticiane em risco, eles deveriam confiar somente no que Deus havia planejado para suas vidas. Ouviram muitas críticas da família e dos amigos. Porém, eles creram e se mantiveram firmes na fé de que se Deus tinha permitido a gestação, Ele a sustentaria até o fim e honraria a fé de ambos.

O casal atravessou os nove meses em oração pelo amparo e o cuidado do Senhor, com a certeza de que Deus cuidaria de tudo. Alessandro e Ticiane contam que diversas vezes o Senhor falou com eles dizendo: “Não temas, o testemunho e a vitória serão muito grandes”, e permaneceram crendo

Para o médico que acompanhava Ticiane, ela administrava as injeções como recomendado, porém o casal decidiu não mais fazer uso dos medicamentos confiando que o milagre seria completo. E o Senhor honrou a fé do casal. Hoje eles podem testemunhar o milagre de Deus em suas vidas. A pequena Melissa nasceu perfeita, como tudo que Deus faz! O milagre foi além do que podiam imaginar, pois foram totalmente surpreendidos. Quando Ticiane refez o exame de tipagem sanguínea, um dos grandes impedimentos para uma gravidez saudável, ela descobriu que o seu tipo sanguíneo havia mudado de A+ para B+, de forma miraculosa.

“Não faltam palavras para descrever tanto amor e cuidado do Senhor. Deus cumpre o que promete! Somente quando entregamos nossa vida, cremos e aceitamos o que Ele tem para nós, as coisas acontecem. Deus tem sempre o melhor para os seus filhos. Confie!”, testifica o casal.

Por, Daiene Cardoso.

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