Deus faz acepção de pessoas?

Entre outros textos, Atos 10.34 afirma que Deus não faz acepção de pessoas; sendo assim, como entender Mateus 22.14, que diz que muitos são chamados e poucos escolhidos?

Deus faz acepção de pessoasPara a análise do texto de Mateus 22.14, é importante recorrer a obra da criação da humanidade, bem como o sacrifício Vicário de Cristo na cruz, que lançam luz sobre o relacionamento de Deus para o homem, trato que nunca teve qualquer restrição para com os que querem viver em santificação. Aliás, o livre arbítrio é fundamental na demonstração de valor que o homem tem para o Senhor.

Quanto à criação do homem, entendemos em Gênesis que temos em Adão e Eva nossos ancestrais comuns, daí o Monogenismo – doutrina que afiança que todos os homens procedem de um único casal. Compreendemos com esta doutrina que Deus não fez acepção de pessoas, logo não tinha o Eterno como objetivo criar raça melhor ou pior, mas todos iguais com as mesmas condições e oportunidades, foi isso que nos asseverou Pedro em Atos 10.34, quando disse: “reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas”.

Sobre a obra redentiva, vemo-la abrangente a todos os povos, tribos e línguas com a orientação do Cristo de Deus em Mateus 28.19: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Este ensino do Mestre nos mostra a abrangência da salvação para todos os povos, não preterindo ninguém da vida eterna, antes, sendo extensiva para todos os que crerem no nome poderoso de Jesus.

Nos dois eventos o Senhor atua de forma abrangente, sem o menor fragmento de acepção de pessoas, antes mostra seu amor a todos os homens como está escrito em João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Na própria genealogia de Jesus, em Mateus, capítulo 1, vemos personagens que aos nossos olhos não caberiam na lista de ancestrais do Salvador da humanidade, mas, novamente, inferimos o amor de Deus suprimindo formas acepção de pessoas.

Quanto ao texto de Mateus 22.14: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”, refere-se a salvação de provisão universal, que pela vontade de Deus todos podem ter acesso a vida eterna, porém, nem todos os chamados aceitam a graça. A rejeição da graça não acontece por acepção de Deus, mas pela vontade do homem, que tem em sua concepção o livre arbítrio. Em uma demonstração de grande amor o Senhor respeita a decisão do homem, permitindo que sua escolha pessoal seja satisfeita.

Aos escolhidos vemos o exercício da livre escolha para abrigar a graça que leva o homem à Vida Eterna. Quanto a viver a salvação, Deus dá todas as condições para o homem prosseguir rumo ao alvo eterno tendo como paracleto o Espírito Santo nos ajudando em nossas fraquezas, mais uma vez o amor de Deus que trata todos os homens sem acepção torna o salvo em uma nova criatura não levando em conta as coisas velhas.

Por, Gilberto Corrêa de Andrade.

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