Demolições de várias igrejas e mortes de missionários pelo mundo

De maio a agosto (2017), 14 templos foram demolidos no Sudão; previsão é de 27 demolições; no Paquistão, missionários chineses são mortos durante Ramadã

Demolições de várias igrejas e mortes de missionários pelo mundoNo mês de setembro, as igrejas evangélicas do Brasil costumam se mobilizar em programações de conscientização missionária nas liturgias dos cultos que realizam. É que no segundo domingo do mês se celebra o Dia Nacional de Missões, este ano, dia 10 de setembro. Momento em que os cristãos são convidados a refletir sobre o papel e o posicionamento da Igreja com relação a alcançar os povos do mundo com as Boas Novas do Evangelho.

Os motivos para celebração se dão pelo fato de que muitos são os cristãos e igrejas verdadeiramente mobilizados em prol do cumprimento do Ide do Senhor, conforme ordem dada por Ele, registrada pelo evangelista Marcos, capítulo 16, versículo 15, no Livro que leva seu nome: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. Mas também não há como ignorar que muitos, pouco ou nada fazem em relação à maior missão da Igreja aqui na terra.

Nas referidas programações, os cristãos também são levados à consciência da necessidade, não apenas de que se contribua financeiramente para manutenção e sustento dos missionários no campo, mas para que todos se envolvam em oração por aqueles que estão no front de batalha, muitos deles em perigos de morte, em lugares onde a perseguição a cristãos é extrema. Os tais precisam de cobertura de oração.

Diariamente notícias são publicadas dando conta de como tem sido difícil a vida de muitos cristãos pelo mundo, muitos deles tem sua vida ceifada por amor ao Evangelho de Jesus e pela convicção de que tem que compartilhar o amor do Senhor, nem que para isso paguem com a própria vida.

Igrejas demolidas no Sudão

Segundos relatórios da agência Portas Abertas, o governo do Sudão (país que ocupa o 5º lugar na atual Lista Mundial da Perseguição) voltou a executar o projeto da destruição de 27 igrejas. Em 2 de agosto, uma igreja que fica em Omdurman foi demolida e mais 13 igrejas do distrito de Soba, em 7 de maio.

De acordo com um dos colaboradores da Portas Abertas, “as autoridades sudanesas deram mais um passo a frente em seus objetivos de eliminar os cristãos no país. Eles pretendem demolir as igrejas que estão no programa de desenvolvimento de algumas regiões e isso não faz parte de um plano secreto, é do conhecimento de todos”. A justificativa do governo para a demolição das igrejas é que elas estão construídas em terrenos designados para outros usos.

Com a declaração pública do presidente do país, Omar al-Bashir, de que no Sudão a sharia (código de leis do islamismo) seria implementada, milhares de cristãos deixaram o país. Ainda, segundo o colaborador de Portas Abertas, “se a comunidade internacional não pressionar o Sudão para que respeite a liberdade religiosa dos cristãos, é provável que o governo continue a perseguir os cristãos e a demolir as igrejas”.

Missionários mortos no Ramadã

O período que se estende de 27 de maio a 24 de junho, considerado o “mês mais sagrado” do calendário muçulmano, foi o mesmo no qual ocorreu o assassinato de mais de 1.620 pessoas em atentados, tiroteios e esfaqueamentos. Poucos dias antes das comemorações, foi divulgado um vídeo na internet que traz em seu conteúdo a convocação emitida pelas lideranças do Estado Islâmico no qual os muçulmanos fiéis deveriam levantar-se para início do que eles chamam de “guerra total” contra os “infiéis” do Ocidente. Leia-se: cristãos e judeus.

Embora o site conservador Breitbart tenha divulgado uma pesquisa que dá conta que a maioria dos mortos este ano foram vítimas muçulmanas, uma vez que os mortos da guerra civil da Síria foram desconsiderados. Por causa das desavenças internas entre os ramos sunita e xiita, aconteceram atentados em mesquitas no Paquistão e no Parlamento do Irã. Mas além das vítimas de orientação islâmica, entre os mortos encontram-se cristãos também. No dia 24 de maio, militantes do Estado Islâmico (disfarçados de policiais) sequestraram Lee Zing Yang, de 24 anos, e Meng Li Si, de 26 anos, na cidade de Quetta, Paquistão. Os dois jovens chineses eram professores da língua mandarim, idioma majoritário da China. Eles lecionavam no interior do país, mas a principal atividade dos dois era divulgar a Palavra de Deus aos muçulmanos. As agências de notícias anunciaram o desaparecimento dos chineses, mas não houve esclarecimento sobre o fato de que eram obreiros de uma missão evangélica. Mais tarde, surgiu a informação de que os dois foram assassinados. A dedicação deles em evangelizar no mês de Ramadã irritou mais ainda os jihadistas.

O Ministério do Interior do Paquistão lamentou as mortes, criticou a atuação dos chineses, disse que os dois fizeram “mau uso dos termos do seu visto de negócios” e envolveram-se em atividades religiosas, algo proibido pela lei do país.

Cristãos indígenas no México

Figurando na posição número 41 na lista dos países com maior perseguição aos cristãos no mundo, o México registra o caso, entre muitos outros, de um grupo de 30 cristãos que foram retirados à força do meio de suas famílias. O caso aconteceu na comunidade indígena Tuxpan de Bolaños, localizada no município de Bolaños, Estado de Jalisco.

Da etnia Wixárika, por passar a viverem diferentes dos costumes de tradições de seu povo, após aceitarem Jesus, os cristãos foram submetidos a enfrentar temperatura abaixo de zero ao serem deixados na beira da estrada. Também foram proibidos de voltarem às suas famílias e forçados a recomeçarem suas vidas em outro lugar.

Atualmente os 30 cristãos compartilham um galpão que servia para armazenar engradados de garrafas de vinho. Sem privacidade alguma, eles dormem em beliches encostadas umas às outras, num calor insuportável.

“Nosso Senhor Jesus Cristo nos transforma e limpa completamente, tirando toda sujeira, ganância, ódio; e ainda nos dá seu Espírito. Portanto, somos diferentes, não pensamos mais nos rituais e festas do nosso povo”, disse um pastor, membro do grupo dos 30.

Erradicação do cristianismo na Índia

Os cristãos indianos estão sofrendo perseguição com nunca. Nos três primeiros meses de 2017 foram registrados 248 incidentes envolvendo cristãos. Somados os seis primeiros meses do ano, o número de incidentes ocorridos com a igreja na Índia (15ª posição na atual Lista Mundial da Perseguição), com cristãos sendo assediados, ameaçados ou atacados por sua fé é igual aos registros de todo o ano de 2016. São 410 incidentes relatados no primeiro semestre de 2017. Segundo relatório da Portas Abertas, ocorreram assaltos por parte de extremistas hindus e falta de assistência médica para os seguidores do cristianismo, causando pelo menos 32 mortes por negligência.

Não é nenhuma novidade que os líderes hindus sempre se manifestaram contra o cristianismo na Índia. Ao se reunirem para o sexto Adhivesha, reunião nacional onde eles debateram questões políticas e religiosas nacionais, os religiosos revelaram a intenção de tornar a Índia uma nação totalmente hindu até 2023. O líder do partido Vishwa Hindu Parishad (VHP), Sadhvi Saraswati, incitou os hindus a proteger a fé hindu através da violência armada, enquanto outros líderes defenderam alteração nas leis indianas. Saraswati disse ainda que os cristãos e os muçulmanos deverão se converter ou sair do país.

Os pedidos de oração pelos irmãos indianos incluem: interseção pelos cristãos que enfrentam uma onda de violência ainda maior que a do ano passado; pelas famílias que estão deslocadas e que perderam suas propriedades por conta da perseguição em áreas indígenas; para que a igreja de Cristo prevaleça, apesar das ameaças e dos obstáculos, causados, sobretudo, pela hinduinização dos indianos.

Outras nações, entre dezenas, onde os cristãos são extremamente carentes das orações de todos, e seus problemas, são, assim lista Portas Abertas: Coreia do Norte: cerca de 70 mil cristãos estão presos em campos de trabalhos forçados; Somália: há apenas algumas centenas de cristãos no país de 11,4 milhões de habitantes; Afeganistão: não há igrejas públicas. Cristãos se reúnem secretamente em igrejas subterrâneas; Paquistão: todos os anos, cerca de 700 meninas e mulheres cristãs são sequestradas e forçadas a se converter ao islã; Síria: desde o início do atual conflito no país, cerca de 40% dos cristãos deixaram a nação; Iraque: nos anos 90, cerca de 1,4 milhões de cristãos viviam no país. Agora, este número é menor que 250 mil; Eritreia: cristãos vivem presos em contêineres em condições precárias. Alguns permanecem na prisão após 11 anos.

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