Curetagem não afetou vida de criança

Procedimento eliminou vestígios de “aborto espontâneo”, mas Marisa continuou grávida

Curetagem não afetou vida de criançaA gravidez ainda hoje é considerada pelo público feminino uma verdadeira dádiva, uma consagração na vida da mulher. Marisa Silva Ozga, fiel da Assembleia de Deus em São Borja (RS), é uma dessas mulheres que consideram tal dádiva. Muito feliz, ao conceber ela divulgou a notícia aos membros da família. A gaúcha descobriu que estava grávida em outubro de 2016, mas a felicidade da gestante e de seus familiares transformou-se em ansiedade, porque no dia 1 de novembro, Marisa Ozga apresentou sangramento que a fez procurar atendimento médico no hospital infantil Ivan Goulart, em São Borja. O médico plantonista solicitou os exames de praxe a fim de saber o que ocorria no organismo da gestante. Os exames de ultrasom intravaginal foram realizados e o médico constatou que não havia mais criança no saco gestacional. A gestante havia tido um aborto espontâneo.

A notícia de que não estaria mais grávida caiu como uma bomba na vida da gaúcha que já havia comentado a sua gestação com amigos e familiares, e preparava-se para a realização de exames clínicos para saber o sexo da criança, a mobilização a fim de preparar o enxoval e sem contar com toda a expectativa em torno de um acontecimento ímpar na vida de uma mulher. Mas o médico plantonista foi enfático: não havia mais imagem embrionária nos exames solicitados e como a paciente já estava com oito semanas, deveria ser submetida a uma curetagem a fim de retirar o saco gestacional. Ela foi internada na tarde do mesmo dia e encaminhada ao centro cirúrgico para o procedimento, mais tarde ela voltou consciente para o quarto; o marido Fernando Ozga acompanhou todo o procedimento. No dia seguinte, a paciente foi liberada e volta para casa, não tarda para que o lar da família Ozga receba visitas dos familiares e amigos próximos, por isso ela relatou aos visitantes os detalhes do procedimento que tirou dela toda a esperança de ser mãe novamente. A dolorosa rotina alterou ainda mais o já abalado quadro emocional.

“Com o passar do tempo, comecei a apresentar sintomas de depressão, porque eu reservava-me ao silêncio, não queria receber mais visitas e não parava de chorar, por sua vez o médico plantonista aconselhou-me a procurar o profissional que acompanhou o meu pré natal, mas depois de 15 dias, eu telefonei para o meu médico pois eu não estava sentindo-me bem, e foi quando o milagre de Deus aconteceu”, relata Marisa Ozga.

O médico a recebeu e apalpou a sua barriga, ele disse que o local estava muito grande e perguntou se realmente havia realizado a curetagem e em quanto tempo. O médico disse que pela sua experiência em anos de atendimento a única resposta plausível era que havia sim uma criança em seu ventre. Ele combinou a idade da gestante (38 anos) e por ser uma paciente com quadro de pressão alta, logo solicitou um ultrasom com Doppler. O resultado surpreendeu médico e paciente: havia realmente uma criança no ventre de Marisa Ozga, mesmo depois de realizada a curetagem. A gaúcha lembra que no dia em que foi realizada a curetagem, o médico plantonista identificou uma criança com oito semanas e no dia do exame com o seu médico, foi constatado que a criança tinha nove semanas. O médico que acompanhou o pré natal sugeriu que durante o procedimento da curetagem, a criança ficou escondida e parou de crescer, e voltou a se desenvolver depois do procedimento.

“Eu já havia perdido uma criança em 2014 e a minha primeira reação foi a de ficar frustrada novamente por algum erro médico, por isso eu não acreditei, aliás o próprio médico que realizou o ultrasom estava incrédulo quanto a possibilidade de eu estar grávida. Na verdade ele pensava que havia desenvolvido alguma infecção, mas a criança estava lá, em meu útero”, lembra Marisa Ozga.

Mas a gestante enfrentava uma gravidez de alto risco, e ela precisava consultar-se com o médico a cada 15 dias, quando atingiu a 34ª semana, a gestante procurou atendimento médico pelo fato de a sua pressão estar alta, o médico a atendeu, e disse a ela que seria prudente ficar no hospital para ser monitorada, foi neste período que o profissional constatou através do ultrasom com Doppler que a criança não estava mais recebendo oxigenação suficiente e quanto mais tempo ficasse no ventre, receberia menos oxigênio, portanto o médico decidiu realizar a cesariana três dias após a internação. O procedimento correu normalmente, mas o menino apresentou um quadro preocupante: um dos seus pulmões não funcionava e foi necessária uma transferência para uma emergência neo-natal. “Foram apresentadas duas alternativas: os hospitais nas cidades de Santo Ângelo ou Santa Rosa, mas como não havia vagas, o médico achou por bem a criança permanecer em São Borja mesmo e permanecer em tratamento intensivo por 10 dias, sendo que ele ficou mantido na incubadora por três dias”, relata Marisa Ozga.

Hoje o menino João Pedro Ozga é uma criança que se desenvolve a olhos vistos, esbanja saúde, e ainda é amamentado pela mãe, pois está com seis meses de vida, mas a sua mãe afirma que o seu caso atravessou os limites do hospital onde aconteceu o seu parto e correu pela cidade de São Borja, como sendo a mulher que foi submetida a uma curetagem e ainda permaneceu grávida. “O meu filho brinca e se diverte, não parece uma criança prematura, realiza suas atividades normais, inclusive o pediatra de meu filho disse que crianças em idade normal não reagem da maneira como o João Pedro. Meu filho nasceu no dia 13 de maio de 2017”.

“A nível científico, seria impossível a paciente permanecer grávida após o procedimento realizado no início de novembro de 2016. A curetagem consiste em uma raspagem da parede uterina, e como o procedimento foi realizado monitorado pelo ultrasom, o saco gestacional ficou visível e foi possível verificar que o órgão estava vazio. Exatamente no dia 30 de novembro, ela se submete ao ultrasom e o órgão aparece como se nada tivesse sido feito antes, com uma criança de 12 semanas que seria justamente na época em que a gravidez teria sido interrompida, o que certamente não ocorreu”, analisa a médica pediatra Keila Maria Pessoa Lima, cuja atividade é centrada na saúde da mãe/bebê e membro da Assembleia de Deus em Bonsucesso (RJ).

O líder da igreja gaúcha, pastor João Genewald de Pinto congratula-se com a família abençoada por Deus e destaca a realidade dos milagres nos dias atuais. “Este milagre é a sequência da obra de Cristo realizada há 2mil anos atrás e que continua em nossos dias, incluindo a nossa igreja em São Borja. Temos presenciado muitos milagres realizados pelo Senhor na vida de nossos irmãos”, pontua o líder assembleiano.

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