Cristãos são enterrados vivos e outros sofrem perseguição extrema

Mesmo debaixo de ameaças, seguidores de Jesus resistem firmes na fé, na busca e no compartilhamento das verdades bíblicas

Cristãos são enterrados vivos e outros sofrem perseguição extremaEm pleno século 21, as hostilidades contra o cristianismo não param, pelo contrário, aumentam à medida que o secularismo ganha espaço nos veículos de informação e a cultura inspirada na doutrina judaico-cristã passa a ser considerada retrógrada, sem apoio dos governantes e demais lideres políticos. Porém, o que chama a atenção nas hostilidades é a determinação dos extremistas na total erradicação da religião de Cristo que contribuiu na formação das leis de países ocidentais e estabeleceu padrões de disciplina e valorização da pessoa humana.

A entidade “China Aid” divulgou no dia 18 de abril uma atrocidade cometida a um casal de líderes cristãos: eles foram enterrados vivos por protestarem contra o fechamento e a demolição de igrejas na China. A tragédia foi cometida sob a égide do Partido Comunista; o casal acabou enterrado vivo em uma vala na província de Henan.

Segundo o site de notícias Christian Post, a entidade China Aid divulgou que o pastor conseguiu escapar da morte, porém a mulher não teve forças, permaneceu nos escombros e acabou morrendo. A tragédia aconteceu porque o governo comunista chinês ordenou a demolição da Igreja Beitou, na cidade de Zhumadian, em Henan. Mas as autoridades não contavam com a determinação do líder da congregação, Li Jiangong e sua esposa, Ding Cuimei, que se recusaram a entregar o terreno do templo para um empresário; no dia da demolição, se postaram na frente dos oficiais, mas foram empurrados para uma vala, onde uma escavadora os cobriu com terra. O enterro do casal cristão foi ordenado por um dos integrantes da equipe de demolição, que teria dito aos gritos: “Enterrem-nos vivos para mim. Eu serei responsável por suas vidas”. Os oficiais responsáveis pelo crime foram presos.

A tragédia foi comentada por Bob fu, presidente da China Aid. Ele disse que as autoridades “intimidaram e enterraram Ding Cuimei viva, uma mulher cristã pacífica e devota”, e acrescentou: “Foi um ato cruel, assassino”.

Circula pelo país a notícia aterradora do projeto de riscar o cristianismo do mapa e a demolição de templos representa parte das hostilidades que varre a China nos últimos anos. Não é novidade a prisão de pastores e a remoção forçada de cruzes dos santuários. Mas este foi o primeiro caso de morte pública registrada. Mas a lista de atrocidades prossegue em outros países.

Terroristas muçulmanos arrasam aldeias cristãs no interior da Nigéria

A perseguição também faz parte da rotina de alguns países do continente africano. Em abril, uma aldeia cristã nigeriana foi alvo de 500 homens que podem estar ligados ao grupo terrorista Boko Haram. Durante a invasão, prédios e animais foram destruídos pelos atacantes, em seguida os terroristas cercaram a Igreja Internacional do Santo Cristo e a derrubaram. Segundo um morador, os assassinos disseram que o ataque é pelo fato de os cristãos serem seus inimigos.

O jornal Vanguard publicou o depoimento de Kingsley Ezugwu, um dos sobreviventes do massacre. “Eu estava saindo de casa quando ouvi o toque do sino da comunidade. Caminhava com meu amigo quando cerca de 40 Fulani munidos de armas e facões vieram contra nós. Eles mataram meu amigo e atiraram contra mim várias vezes, mas erraram o alvo. Alguns deles me agrediram com os facões até que eu perdi a consciência”, lembra.

Mas a violência já havia se abatido sobre a aldeia de Ukpabi Nimbo, no estado sulista de Enugu, mas este último ataque destruiu toda a aldeia. O Movimento Jovem Igbo denunciou que os membros da etnia Fulani (em sua maioria criadores de gado) são muçulmanos radicais. Eles são os responsáveis pela morte de mais de 700 nigerianos nos últimos 12 meses.

Por sua vez, as autoridades se limitaram a dizer que “estão investigando os assassinatos”.

Cristãos são forçados a adorar deus hindu na Índia

Na Índia, o casal Dinbanhu Sameli e Meena, de 30 e 26 anos, respectivamente, foi brutalmente agredido por fanáticos hindus. O ataque aconteceu também no mês de abril e divulgado pelo ministério Portas Abertas. As vítimas lideram um ministério em Bastar e os hindus os forçaram a adorarem um deus hindu, mas a sua rejeição provocou a ira dos inimigos que os agrediram e ainda tiveram a igreja incendiada. No momento do ataque, Meena estava grávida de sete meses e mesmo assim os fundamentalistas a agrediram-na fisicamente.

“Eu estava do lado de fora da igreja, quando dois jovens aproximaram-se pedindo oração, alegando que eram de uma igreja próxima. Minha esposa viu, e veio até nós. Em seguida, colocaram uma espada no meu pescoço e gritaram ‘Jai Shri Ram’ (vitória ao deus Ram). E perguntavam: ‘Onde está o seu Jesus?’. Eu respondi: ‘Eu creio que ele está aqui agora’. Mas eles insistiram: ‘Por que você não acredita em Ram?’. Então respondemos com silêncio para que eles não nos matassem”, revelou Sameli.

Como não conseguiram intimidar o casal, eles perderam a paciência e jogaram gasolina na igreja e atearam fogo. Mas o cinismo dos perseguidores não teve limites e os hindus acusaram os cristãos de queimarem a própria igreja. “Mais tarde, a notícia já estava estampada no jornal local, informando que eu era culpado pelo incêndio e que minha esposa me ajudou a encharcar a igreja com gasolina antes do incêndio”, explica.

Nova lei na Argentina abre brecha à perseguição

Até a Argentina entrou no rol de países a serem observados por entidades evangélicas, mesmo fora da Classificação da Perseguição Religiosa e sem pontuação suficiente para entrar no rol dos países hostis aos cristãos, porém os evangélicos argentinos já experimentam uma dose de hostilidade do próprio governo. Embora garantidos os direitos de culto pelo artigo 14 da Constituição Nacional, o Estado de Córdoba elaborou uma lei provincial, com o objetivo de prevenir qualquer situação de “manipulação psicológica”. A nova medida insuflou os setores da sociedade argentina e abriu uma série de debates por causa da hostilidade à comunidade evangélica argentina. A agência Portas Abertas denunciou o uso indevido da medida: as autoridades têm abusado em sua aplicação e em organizações religiosas. O artigo 3 da nova lei estabelece que a manipulação psicológica pode ocorrer “através de grupos que usem técnicas que demonstrem uma grande devoção ou dedicação a uma pessoa, ideia ou objeto, e que empregue em sua dinâmica proselitismo ou doutrina, técnicas persuasivas de coerção que promovam a destruição de personalidade”.

Após a sua inserção à Carta Magna, o líder cristão Marcelo Nleva disse ter sido acusado por políticos e pela polícia argentina de manter uma “seita controversa”. Ele relata que o templo onde os féis se reúnem foi alvo de ataques de inimigos. “Depois das acusações, o ódio contra a igreja tem aumentado de forma significativa, principalmente depois que a imprensa local divulgou o ocorrido. As pessoas têm quebrado as janelas da igreja e saqueado as propriedades dos frequentadores”, alerta Marcelo. Esta situação tem continuado desde junho de 2014. Mas ele também já enfrentou situação delicada juntamente com a esposa grávida de seu segundo filho. O carro do casal foi perseguido por desconhecidos que queriam matá-los.

“Um carro foi se aproximando até bater no nosso, várias vezes. Tentei fugir, mas a perseguição continuou, até que paramos em um farol, eu percebi que eles não estavam sozinhos. O motorista de outro carro nos encarou e tentou tirar uma arma do porta-luvas. Eu dirigi a toda velocidade para proteger a minha família. Desde então, temos um guarda que vigia a igreja 24 horas por dia”, conta ele. Após denúncia à polícia local, as investigações levaram ao homem que foi preso. Mas o abrigo de mulheres localizado perto da igreja foi apedrejado. O advogado da igreja, Zeverin Escribano afirmou que a perseguição é motivada devido ao combate ao tráfico de drogas e humano. O Senhor Jesus disse que a sua Igreja sofreria perseguições (Mateus 10.16; João 16.33). Não cessemos de orar por nossos irmãos em perseguição.

Acesso a Bíblias impressas

Apesar do advento da tecnologia que abriu um leque de vantagens na área da comunicação, os cristãos que habitam regiões hostis ao Evangelho de Jesus Cristo e compartilham suas experiências com seus irmãos de fé, preferem a versão impressa da Bíblia Sagrada do que usar uma versão digital do santo livro.

A declaração desses fiéis chamou a atenção dos tradutores da Bíblia da missão Wycliffe, uma vez que os ativistas cristãos investiam na divulgação de softwares e aplicativos, utilizados pelos cristãos ocidentais. Mas os especialistas afirmam que questões culturais e históricas influenciam a escolha dos cristãos perseguidos.

“Esse pedido por Bíblias no modelo tradicional pegou-nos de surpresa”, disse David Reeves, um dos líderes do ministério de mídia da Wycliffe. Segundo o site Mission News Network, trata-se não somente de um desafio para a missão, mas um testemunho de fé, por causa da proibição de possuir um exemplar da Palavra de Deus que ainda persiste em alguns países.

“A impressão de cópias da Bíblia precisa ser feita secretamente nas regiões onde trazê-las do exterior seria mais perigoso. O projeto incluiu o desenvolvimento de um maquinário compacto o suficiente para ser transportado secretamente e bom o suficiente para imprimir milhares de cópias do Novo Testamento”, revelou o missionário David Reeves. Ele acrescentou que até agora eles tiveram sucesso. Em 2015 foram impressos mais de 190 mil exemplares de Novos Testamentos e literatura cristã. “Um sistema de impressão sob demanda vem sendo usado por nossos irmãos e irmãs para imprimir a Escritura em lugares que de outra forma não seriamos capaz de entregá-las”, comemora Reeves. O missionário afirma que o projeto foi bem sucedido nos países do Oriente Médio, a Indonésia, a Etiópia e no nordeste da Nigéria.

Mas o ativista cristão pontua que novos projetos implicam cautela. “Há riscos de segurança e sabemos disso. Mesmo assim, nossos irmãos e irmãs estão dispostos a correr esses riscos. Alguns até dizem que pagariam com suas vidas se fosse necessário. No início deste ano, um lugar onde trabalhávamos no Oriente Médio foi descoberto e quatro irmãos foram mortos. Mas um sobreviveu. Vamos substituir o sistema, porque eles querem que continuemos imprimindo”.

Violação dos direitos humanos?

As instituições religiosas que ainda sobrevivem na Europa receberam com pesar um relatório emitido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Os analistas que visitaram o Reino Unido revelaram preocupação depois que souberam que ainda faz parte do currículo escolar a presença obrigatória das crianças em serviços religiosos e cultos. Os observadores do Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança consideraram que frequentar a igreja poderia ser uma “violação dos direitos humanos”. Uma tradição histórica faz com que a maior parte do sistema educacional do Reino Unido seja administrado pelas igrejas. Faz parte das atividades dos pequenos a participação nos cultos religiosos, como aulas de ensino religioso. A dispensa só é possível quando os pais não autorizam ou pertençam a outra fé.

Governo chinês impede de crianças irem à igreja

O notável crescimento do cristianismo na China levou os dirigentes do Partido Comunista a se manifestar e proibir que qualquer pessoa conduza uma criança para uma igreja. O “infrator” poderá ser processado. A denúncia veio da Missão China Aid que denunciou a ameaça sofrida pelos crentes das igrejas na província central de Guizhou. Os religiosos foram intimidados pelos funcionários do governo, eles disseram que os pequenos não mais deveriam assistir aos cultos, em caso de desobediência, essas mesmas crianças não teriam autorização para frequentar a faculdade ou a academia militar. As leis chinesas proíbem que os menores de 18 anos tenham educação religiosa, apesar do abrandamento do controle estatal.

“Eles pretendem nos ‘purificar’ e querem que nos mudemos para a Igreja das Três Autonomias [controlada pelo governo]”, explicou o pastor Mou, que lidera uma igreja independente na cidade de Huaqiu; o religioso disse que as escolas foram cientificadas sobre as novas regras. Recentemente, os crentes também foram impedidos de participar dos cultos de domingo.

Os mais perseguidos do mundo

O Centro de Pesquisas Pew divulgou um relatório que indica aumento de perseguição aos cristãos. O grupo religioso tem sofrido perseguição tanto pelos governos quanto pela sociedade. A pesquisa indica que há 2,3 bilhões de cristãos por todo o planeta e, estima-se, que pelo menos 8 mil são martirizados anualmente. Porém nas zonas atingidas por conflitos, os números são imprecisos, isto quer dizer que a quantidade é muito maior.

Os pesquisadores consideram perseguição ataques verbais ou físicos, prisões, detenções e profanação de locais sagrados. O estudo também relevou discriminação por motivos religiosos ligados ao acesso a emprego, educação e habitação.

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