Cristianismo triunfa no leste europeu

Países que cultuavam o comunismo rendem-se ao poder do Evangelho

Cristianismo triunfa no leste europeuO leste europeu por muito tempo esteve sob a tutela do comunismo e sua ideologia ateísta e ditatorial. Com o término da Segunda Guerra Mundial, os países localizados na parte oriental do continente europeu acabaram sob a liderança da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) que desprezou o direito à liberdade de expressão e oprimiu os habitantes dos países que pertenciam ao bloco comunista. Neste período, diversos cidadãos fugiram para o Ocidente em busca de liberdade. Começava a temida Guerra Fria, isto é, um período de hostilidade entre os blocos capitalista e comunista que gerou grande tensão em todo o mundo.

Mas em 1989 o período do medo de um conflito entre norte-americanos e soviéticos chegava ao fim, juntamente com os grandes regimes socialistas. A Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária e República Democrática Alemã desertaram do comunismo. Porém, durante esses anos de medo e falta de liberdade no leste europeu, os cristãos locais criam que somente Deus é que poderia garantir segurança e mantinham a certeza de que nenhum regime contrário às leis divinas poderia resistir à sua ação, mesmo debaixo de aflições. Em 1955, o jovem holandês chamado Anne van der Bijl, ou como mais tarde ficaria conhecido, Irmão André, distribuiu uma maleta cheia de literatura cristã para alguns jovens em Varsóvia, na Polônia. Quando o evangelista realizou a sua primeira viagem ao país, ele encontrou os crentes nativos sob severas privações impostas pelo Partido Comunista. Ele não se conformou e o desafio o levou a conclamar os cristãos em todo o mundo a fim de orar e ajudar a fortalecer a comunidade cristã naquela região do planeta.

Finalmente, no dia 25 de dezembro de 1991, em cerimônia transmitida via satélite para todo o mundo, o então presidente Mikhail Gorbachev declarou o fim da URSS e renuncia ao cargo. Hoje, cerca de 25 anos após a extinção do emblemático país comunista, as demais nações que por anos não desfrutaram da liberdade de culto religioso, experimentam um notável crescimento da comunidade cristã, a maioria dos habitantes do leste europeu diz acreditar em Deus e seguir a tradição cristã.

Essa antiga divisão da Europa em duas partes foi denominada “Cortina de Ferro”, com áreas de influência político-econômica totalmente distintas. Mas com a desintegração do comunismo na Europa, as décadas de opressão político-militar tornaram-se uma página virada e desde que a democracia tornou-se uma realidade no leste europeu, as mesmas nações que abrigam religiosos de corrente ortodoxa e católica demonstram saber que o aspecto religioso e a identidade nacional estão intimamente ligados entre si.

Para se ter uma ideia da radical transformação do ambiente outrora intoxicado pelo ateísmo, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Pew mostrou que em 1991, apenas 37%dos russos, 39% dos ucranianos e 59%dos búlgaros se identificavam como cristãos, respectivamente. Em 2015, essa porcentagem havia aumentado para 71% dos russos, 78% dos ucranianos e 75% dos búlgaros. Os pesquisadores concluíram que “o retorno à religião em uma área que ficou tanto tempo dominada por regimes ateus é impressionante – particularmente nos países historicamente ortodoxos, onde os níveis de filiação religiosa aumentaram substancialmente nas últimas décadas”.

Diferente do que ocorre na Europa Ocidental com a rápida islamização da região devido ao colapso do cristianismo, consequência do secularismo que foi se instalando com o abandono da vida religiosa e que permitiu a vertiginosa instalação do islamismo através dos imigrantes que fugiram dos conflitos no Oriente Médio. Outro aspecto que chama atenção é que a islamização crescente em países europeus como França, Alemanha e Inglaterra não tem surtido o mesmo efeito nos países da Europa Oriental. Naqueles países onde o cristianismo ajudou a escrever a sua história, os santuários que outrora serviram como ponto de referência da fé cristã mantida nos corações dos europeus, foram gradativamente abandonados de modo que não puderam mais subsistir e acabaram sendo vendidos para tornarem-se casas de shows, mercados ou mesquitas islâmicas para reuniões litúrgicas e estudos do Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos). Entretanto, o cristianismo ainda continua forte em algumas partes da Europa Central, como a Polônia, onde 87%da população afirma ser cristã, incluindo os mais de 90% da população na Grécia, Bósnia, Romênia, Moldávia, Armênia e Geórgia que afirmaram acreditar em Deus. Mas existem as exceções: a pesquisa revelou um panorama religioso estagnado na República Checa e a Estônia em que a quantidade de entrevistados que responderam crer em Deus ficou na casa dos 29% e 44%, respectivamente.

Se os nativos do leste europeu afirmam acreditar em Deus, a crença os levou também a pontos de vista considerados conservadores. A maioria dos moradores desses países foram categóricos no que diz respeito a formação do núcleo familiar e ao relacionamento entre pares: 71% dos entrevistados (na média de todos os países pesquisados) disseram que o comportamento homossexual é moralmente errado.

Essas estatísticas da Europa Oriental, que ficou por muito tempo sob domínio comunista, são comparáveis ao que acontece hoje em dia na China comunista, nação oficialmente ateísta. Embora vítimas da repressão imposta pelo Partido Comunista, os números denunciam uma defasagem entre a minoria cristã e os militantes comunistas que reúnem apenas 86 milhões de filiados, enquanto que os cristãos já ultrapassam 100 milhões de fiéis por todo o país.

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