É correto orar em nome da Trindade?

Podemos encerrar uma oração com a expressão “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”?

É correto orar em nome da TrindadeA utilização da supracitada expressão encontra-se especificamente exposta em estilo declaratório por Jesus no capítulo 28 do Evangelho narrado por Mateus. “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mateus 28.18-20).

Percebo claramente um mal emprego da expressão ora estudada e se não corrigirmos urgentemente, o povo crescerá regido com esta pronunciação desarmoniosa onde não há nenhuma ligação acerca do que Jesus nos transmitiu com respeito a oração.

Quando Cristo pronunciou isto aos Seus discípulos, estava lhes incumbindo de uma responsabilidade tremenda, pois basta uma boa verificada no texto já citado para redescobrirmos que se refere ao ato batismal e não ao seu emprego no final da oração.

Note que esta expressão está registrada somente uma vez, e isto porque é específica. Já tem sido notificado em nossas reuniões o costumeiro uso da expressão em exame, por vários irmãos que militam na Obra do Senhor.

Queridos em Deus, basta um cuidadoso e dedicado estudo acerca da oração, para regermos de maneira correta no término de uma oração. Mediante a expressa revelação da Escritura vemos que não existem subsídios com que venha defender a tese ora estudada. Em nenhuma parte escriturística encontramos os apóstolos orando e agradecendo no final da oração em nome da Trindade.

Todavia, o próprio Senhor Jesus transmitiu em alguns de seus ensinos a importância de pedir as coisas ao Pai, apoiando-se em Seu poderoso nome. Isto se compreende nos seguintes textos: “E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra. Disse-vos isso por parábolas; chega, porém, a hora em que vos não falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. Naquele dia, pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai, pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes e crestes que saí de Deus” (João 16.23-27).

Note a forte declaração afirmativa na expressão que se repete em um espaço de três (3) vezes: “em meu nome”. Concluo afirmando que o término de nossas orações deve ser: “em nome de Jesus” e não em nome da Trindade. Paulo deixou isto implícito ao escrever aos Efésios, capítulo 3 e versículos 14 e 15, que dizem: “Por causa disso, me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome”. Declaro que nesse negócio não vale o que achamos ou pensamos, mas o que a Escritura revela abertamente. Então, se temos consciência de que pronunciamos errado no término de nossas orações, só deves fazer uma coisa: corrigir.

Por, Sílvio Vinícius Martins.

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