Condenado à morte tem saúde de volta

Medsi Mendes surpreendeu os médicos, que afirmavam que ele não resistiria ao câncer

Condenado à morte tem saúde de voltaO pastor Medsi Mendes dos Santos morava em Telêmaco Borba (PR) e levava uma vida normal junto aos seus familiares, mas nesse momento a sua rotina foi abalada quando em 2012 a esposa Adriana dos Santos foi alertada por telefone pela mãe, moradora da cidade de União da Vitória (PR) que o Senhor havia dito que o genro seria acometido por uma severa enfermidade, mas que ele sobreviveria.

“O Medsi não vai morrer, porque não é o momento dele ainda. Cuide de seu marido, pois ele vai precisar de sua ajuda”, revelou a sogra.

O pastor contou dois meses após o telefonema da sogra e logo percebeu a presença de nódulos do lado esquerdo do pescoço, após uma consulta médica, os especialistas deram o diagnóstico: o paciente apresentava uma obstrução de glândulas salivares. “Lembro-me que encaminharam-me para o Hospital Herasto Gaetner, em Curitiba (PR). Foi lá que descobrimos que tratava-se de um câncer tipo carcinoma invasivo, raro em minha idade, 37 anos. A doença iniciou a sua atividade na amídala, invadiu grande parte dos 300 linfonodos do pescoço, o que ocasionou o processo conhecido como metástase”, revelou Medsi Mendes.

Os médicos que o atenderam logo indicaram os procedimentos de praxe: quimioterapia e radioterapia, mas como o organismo do paciente estava muito sensível devido ao severo ataque do câncer, ele não conseguia concluir um ciclo do tratamento, que era de 10h/5 dias (no total de 50 horas por ciclo), procedimento repetido a cada 21 dias. Desse modo, os familiares tinham que interná-lo às pressas no terceiro dia de cada ciclo, por causa disso jamais conseguiu concluir um ciclo. Medsi Mendes lembra que durante esse período o organismo estava muito debilitado e sentia fortes dores, inclusive teve que fazer uso de morfina intravenosa e em comprimido potencializada com mais dois remédios para dor. “A dor circulava por meu corpo, sentia desde meus pés até o couro cabeludo, a ponto de não poder suportar um delicado toque de minha esposa. Permaneci por cerca de um ano intercalando momentos em que podia andar ou não, sendo que nos últimos quatro meses nem podia deitar”.

A evolução da enfermidade em seu organismo o levou a uma situação desesperadora, de modo que permanecia sentado com um pote ou um balde abaixo da boca, escorrendo a secreção dia e noite para não afogar com a própria saliva. A língua encheu de feridas e a boca passou a exalar desagradável odor. O paciente teve que se comunicar através da escrita. A alimentação teve que ser administrada através de sonda nasogástrica, sendo que na primeira vez que a implantaram, o enfermo sentiu ânsia de vômito e logo tiveram que retirar.

“Como não conseguia alimentar-me, fiquei cerca de 15 dias em que 100g de alimento que ingeria era rejeitado pelo organismo imediatamente. Nesse momento de minha vida meditei que por durante muito tempo investi meu tempo na busca de bens que hoje considero transitórios, em vez de ter aproveitado meu tempo para conduzir vidas ao encontro de meu Deus”

A situação somente piorava: feridas no esôfago, queimaduras externas no pescoço e rosto devido a quimioterapia a base de cobalto, má circulação sanguínea, os dentes afrouxaram por conta a radioterapia e não conseguia mais fixar os olhos em cores fortes ou imagem da televisão, ou mesmo alguém falar próximo a ele que logo passava mal.

Como não conseguia concluir nenhum ciclo da quimioterapia, os médicos revelaram o seu quadro clínico e sem omitir detalhes, informaram que se fosse realizada apenas a radioterapia, o paciente não conseguiria mais falar ou alimentar-se pela boca. “Lembro-me que uma médica passou a mão em meu pescoço e afirmou: ‘dos 300 linfonodos que há no pescoço, grande parte está invadido pelo câncer, o que nos resta é continuar a quimioterapia para irmos a uma possível cirurgia’. Um dos médicos chegou a dizer ao meu irmão que eu teria apenas mais seis meses de vida”.

Em uma ocasião, enquanto tentava descansar na residência da amiga Nair Gomes, sogra de seu irmão Joelmo dos Santos, o enfermo foi visitado por uma missionária conhecida de sua anfitriã, esta pediu para que orasse em favor do enfermo, mas antes a visitante contou a história de um missionário cuja mãe fora curada de câncer em fase terminal. O missionário havia pedido licença do trabalho secular para cuidar da mãe, e em um culto o Senhor disse-lhe que a curaria e que o chamava para trabalhar integralmente em sua obra. “Quando o missionário voltou para casa encontrou a sua mãe fazendo café”. Estava totalmente curada.

Quando ouviu o testemunho, o paciente fez um propósito com Deus que, caso fosse curado se dedicaria a sua obra, mas não fosse assim, preferia partir para a eternidade. Mais tarde, durante uma consulta rotineira ao Hospital Herasto Gaertner, a médica o examinou e não encontrou vestígios do carcinoma e que aparecia nos exames. Em busca de respostas, a médica indicou uma bateria de exames para confirmar o desaparecimento do câncer. Finalmente, no dia 12 de novembro de 2013, o médico disse estarrecido: “Senhor Medsi, o senhor não tem mais câncer!”. Medsi retrucou: “Mas como? Se eu apresentava vários nódulos? Eu somente posso constatar que Deus curou-me dessa enfermidade! Estou curado pelo poder de Deus!”.

“O Medsi Mendes foi missionário no Paraná, mas depois de seu propósito com Deus, a sua saúde voltou ao normal. Hoje, ele trabalha como quarto coordenador do Departamento de Discipulado e conduz o discipulado dos novos convertidos em nosso templo-sede”, revela o pastor Sérgio Melfior, líder da Assembleia de Deus em Joinville (SC).

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