Como somos vistos pela igreja

Como somos vistos pela igreja“E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.13-16).

Jesus destaca duas situações nesse diálogo com os Seus discípulos. Em primeiro lugar, quer saber o que as pessoas em geral pensam a seu respeito. Na resposta, entendemos que Jesus era visto e tido como um profeta nomeio do povo. Ou seja, mesmo os escribas e fariseus não o considerando e nem o respeitando, o povo respeitava a Sua autoridade espiritual.

Na segunda pergunta, Jesus quer saber como Ele era visto pelos Seus discípulos, que conviviam diuturnamente com Ele. A resposta foi maravilhosa e Jesus se agradou dela. O apóstolo Pedro disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

O que podemos aplicar diante desse fato? Que Jesus quer saber o que pensam a Seu respeito os Seus seguidores e os que são mais distantes dEle. Além disso, da mesma forma, é importante nós nos preocuparmos com a maneira como somos vistos pela sociedade e também pela Igreja onde servimos.

A avaliação que recebemos é o resultado do nosso desempenho no envolvimento com a obra do Senhor e do nosso comportamento diante do povo. É claro que não vamos sair por aí fazendo pesquisas a nosso respeito, mas podemos tirar as nossas conclusões a partir da rotina de nossa Igreja: Como é a frequência dos cultos? Qual a receptividade das mensagens que pregamos? As nossas orientações são bem recebidas? Enfim, há muitos meios para sabermos.

Os conselhos do apóstolo Paulo a Timóteo refletem a preocupação que ele tinha com seu cooperador. Entre outros conselhos, Paulo ensinava o que está registrado em 1 Timóteo 5.1,2: “Não repreendas asperamente os anciãos, mas admoesta-os como a pais; aos moços como a irmãos; às mulheres idosas, como a mães, às moças, como a irmãs, em toda a pureza”. O que se vê aqui é uma orientação rica a respeito de como devemos nos apresentar diante da Igreja, observando as faixas etárias de seus membros.

Lembremo-nos também que quando ocupamos o púlpito da igreja, seja para dirigir um culto, para auxiliar, pregar ou ensinar, estamos expostos à avaliação e às conclusões do povo a nosso respeito. O povo quer saber se verdadeiramente temos intimidade com Deus, se estamos preparados para o que vamos realizar, se somos homens de Deus, se vivemos o que pregamos e se o nosso modo de vida está de acordo com a responsabilidade que temos diante da Igreja.

No Segundo Livro dos Reis, no capitulo cinco, deparamo-nos com um lindo testemunho que uma menina faz a respeito de seu líder espiritual. Diante de um homem leproso, aliás, uma autoridade do exército da Síria, essa menina sugere que ele procure o profeta Eliseu em Samaria, pois certamente seria curado. Essa menina expressava para aquela autoridade exatamente o que ela via na vida do profeta. Os membros de nossas igrejas precisam ver em nós, seus líderes espirituais, verdadeiros homens de Deus; homens de vida correta, caráter ilibado e autoridade espiritual.

É comum vermos pregadores preocupados em preparar lindos e vastos sermões (ótimo, isso é muito bom), mas o que o povo precisa mesmo é ouvir mensagens que alimentem a sua alma e confortem o seu coração. O que os irmãos e ouvintes de nossa Igreja precisam é que os obreiros desçam do púlpito após pregarem mensagens poderosas e imponham as mãos sobre as suas cabeças para serem batizados no Espírito Santo, receberem unção e serem curados de suas enfermidades; precisam que os orientem com mensagens ungidas e conselhos sábios. Observe, por favor, se você ainda está conduzindo para o culto que vai dirigir a sua Bíblia Sagrada, a sua Harpa Cristã e o vidrinho de óleo ou azeite para unção. Seria muito bom que o testemunho sobre nós fosse o mesmo que deram a respeito de Samuel: “Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente; vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir” (1 Samuel 9.6).

Por, José Wellington Costa Junior.

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