Como Jó conhecia tanto de ciência?

Como é possível relatos de saberes científicos produzidos em tempos remotos?

thumbsf0c4O livro de Jó retrata a paciência do patriarca diante da intensa prova por ele vivida. Esta é a mensagem principal do livro, que nos traz profundas revelações sobre o sofrimento do justo. Mas Jó também contém extraordinárias informações sobre a criação, algumas delas já alcançadas pelo conhecimento científico – e muitas, certamente, inatingíveis em sua plenitude.

Embora não tenha como finalidade tratar de temas científicos, o livro serve como firme base para assuntos de várias áreas da ciência, especialmente a astronomia.

Muitos estudiosos já se debruçaram para buscar na Bíblia informações de natureza científica Um dos mais conhecidos é o astrônomo Maurice Brackbill, que declarou haver encontrado nas Escrituras 325 textos cujo conteúdo diz respeito à ciência física.

Em Jó 26.7, por exemplo, está registrado que Deus “o norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada”. Que majestosa revelação feita há mais de 4 mil anos, muito tempo antes das primeiras e rudimentares descobertas científicas, que começariam com os gregos por volta do século 3 a.C.!

A Bíblia antecipa uma verdade que o homem somente viria a admitir com o advento da ciência moderna, que tem em Galileu e Newton seus maiores expoentes.

Os gregos tinham uma visão mitológica acerca da terra e dos demais planetas, desprezando a revelação de Deus sobre a órbita terrestre, que havia esclarecido que o planeta está suspenso no espaço, assim como os demais corpos do grande universo.

Jó 38.16 fala-nos sobre as origens ou fontes do mar: “Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?”. As descobertas oceânicas confirmam que das profundezas do mar emergem caudalosas águas. Gênesis 7.11 já fazia referência às “fontes do grande abismo”.

Em Jó 28.25, o Senhor Deus fala do peso do vento e da água. Jó 26.8 revela o ciclo evaporativo, pois se refere à formação de nuvens, que produzem as chuvas, conforme bem explicam os versículos 27 e 38 do capítulo 36: “Porque reúne as gotas das águas que derrama em chuva do seu vapor, a qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente”. Desse processo faz parte a geração das gotas de orvalho (38.28) e a formação de geadas (38.29).

Já os versículos 37 e 38 do capítulo 38 falam da formação de partículas rochosas, o que a ciência tenta explicar pela teoria da acumulação de partículas, que surgiria somente na segunda metade do século 20. O Eterno explica a Jó que é Ele quem coordena todo esse processo de transformação da matéria: “Quem numerará as nuvens pela sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os abaixará, quando se funde o pó numa massa, e se pegam os torrões uns aos outros?”.

Muitas outras informações extraordinárias estão contidas no livro, tais como as relativas às estrelas, à vida humana e ao reino animal. Sendo expostas em um tempo de conhecimento científico tão rudimentar, nenhuma outra explicação existe senão o propósito divino de revelar ao homem Sua grandeza e Seu poder; e manifestar Sua majestade através do universo que criou e sustenta pelo poder de Sua Palavra, conforme Hebreus 1.3.

Ademais, o verdadeiro conhecimento é o conhecimento que procede de Deus. O homem apenas constata aquilo que de Deus se pode conhecer (Romanos 1.18-20).

Por, Silas Queiroz

One Response to Como Jó conhecia tanto de ciência?

  1. Há que se considerar também que a dialética de Jó com seus amigos e com Deus nos apresenta diversas cosmovisões, ou seja, visões de mundo, tais como
    1 – o platonismo, cujos planos físico e metafísico claramente se distinguem (CAPS. 1 e 2), porém refuta o dualismo, já que limita a ação satânica ao poder permissivo do único Deus soberano, perante o qual os demais poderes se apresentam regularmente para prestação de contas
    2 – o hedonismo dos filhos e da mulher de Jó, manifesto em seus estilos de vida inconsequentes
    3 – o maniqueísmo satânico na manipulação dos elementos e na sofismática associação de causa e efeito para explicar a presença do sofrimento no mundo como consequência do pecado, necessariamente, o que é incessantemente refutado pelo exemplo do próprio Jó, homem reto, íntegro, temente a Deus, que se desvia do mal e ainda intercede em favor dos filhos, bem como na parábola do cego de nascença proferida por Jesus nos Evangelhos
    4 – o teísmo clássico dos amigos de Jó, os quais remetem Deus à irrelevância por sua indiferença distante diante da miséria humana, abandonando suas criaturas à própria sorte, transitando desde o naturalismo, pelo panteísmo, o ceticismo ateísta (mulher de Jó), o existencialismo niilista, etc.
    Contudo, a afirmação de Jó de que antes conhecia Deus de ouvir falar, mas após sua provação e aprovação passou a conhecê-lo face a face remete o sofrimento a uma categoria utilitarista e pedagógica.
    Ademais, após interceder em favor de seus amigos, cuja retórica fora condenada por Deus, Jó se acha liberto de suas tribulações e é plena e abundantemente restaurado por Deus, pois padeceu injustamente e sem pecar, tipificando assim o Senhor Jesus Cristo, a quem claramente anuncia ao afirmar – “Sei que o meu redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Google Translate »