Arquivos da Categoria: Sobre Israel

“Nada além de Bíblias”

Nada além de BíbliasNo curso das muitas comemorações que tiveram lugar em Israel por ocasião de seu aniversário de fundação, destacaram-se as transferências das embaixadas dos EUA, da Guatemala e do Paraguai. O presidente do terceiro país a fazer o deslocamento, Horacio Cartes, assim se manifestou: “A decisão concretiza outro acontecimento histórico em nossos vigorosos laços de amizade, que coincide com a comemoração da criação do Estado de Israel, que meu país acompanhou nas Nações Unidas, decidida e decisivamente, há 70 anos”. O premier israelense, Benjamin Netanyahu respondeu com alegria que “este é um grande dia para Israel e um grande dia para o Paraguai, um grande dia para nossa amizade… nós lembramos de nossos amigos. Obrigado Horacio, obrigado Paraguai”. Lembrou, ainda, a maneira como aquele país ajudou judeus a escaparem da Alemanha nazista: “Vocês fizeram isso antes do Holocausto, durante o Holocausto e depois do Holocausto. Um ato de benevolência e misericórdia que estará sempre em nosso coração”.

Perspectiva de vitória para Israel

Perspectiva de vitória para Israel“E acontecia que, quando Moisés erguia as mãos, Israel prevalecia” (Êxodo 17.11a) O Tratado Mishnah ensina que a vitória de Israel sobre os amalequitas no vale de Refidim não foi alcançada por alguma ação externa e milagrosa operada pelas mãos de Moisés. A tradição judaica não atribui aqui, ao homem que foi o instrumento através do qual o Eterno operou tantas maravilhas, qualquer poder especial, como um gesto mágico que fizesse depender dele próprio a vitória do povo do Senhor, a Quem seja toda a honra, a glória e o louvor para sempre. Para a Mishnah, a guerra conduzida por Josué, tendo as figuras de Moisés, Arão e Ur sobre o cume do outeiro, foi vencida no campo interior, a partir daquilo que ocorria dentro do coração de cada um dos filhos de Israel. As mãos erguidas do filho de Joquebede fizeram com que aquela que foi a primeira batalha enfrentada recém libertos tivesse um direcionamento correto. Moisés apontou para o alto, para os céus, único lugar de onde pode vir o socorro, a esperança, a força e a vitória. Assim, nos corações, todo o tempo em que prevaleceu a certeza de que o Senhor estava no controle, houve vitória na peleja. Quanto essa convicção desfalecia, os amalequitas prevaleceram. Arão e Ur ajudaram o líder na tarefa, por vezes árdua, de manter clara a melhor direção para os olhos do povo.

Por princípio, Jerusalém, capital de Israel

Por princípio, Jerusalém, capital de IsraelA expressão latina “pacta sunt servanda” expressa um princípio basilar do Direito Internacional e significa que os acordos devem ser cumpridos. Ora, não se pode obrigar um Estado Nacional a cumprir um tratado, mas, uma vez que opte por tornar-se signatário, o país torna-se comprometido em fazer valer e a cumprir seus termos. Esse importante princípio está sujeito a um outro, maior, pois é baseado na boa-fé de que um tratado não pode interferir nas disposições que digam respeito ao direito interno das nações. Assim, o “pacta sunt servanda” tem por limite o “jus cogens” (direito cogente), que são as normas irrevogáveis, premissas mesmo do Direito. Antes dos pactos, por exemplo, figura a autodeterminação dos povos, sua soberania, o direito básico de se autorreger, inclusive a liberdade de estabelecer sua capital, o centro de suas decisões políticas e o núcleo de sua visão sobre si mesmo e sobre seu território.

Passos para o restabelecimento da verdade

Passos para o restabelecimento da verdade“Há uma longa história que está sendo apreciada por nós e pelos amigos do povo judeu, e que está sendo negada por [outros]: nossa conexão com a nossa terra e nossa conexão com nossa capital eterna, Jerusalém” – assim se pronunciou o primeiro ministro Benjamin Netanyahu quando em visita, juntamente com sua esposa Sara, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Patrimônio de Jerusalém, Zeev Elkin e o embaixador Israelense nas Nações Unidas, Danny Danon, à exposição sobre a cidade sagrada, realizada no prédio da ONU, em Nova York. Alguns objetos que compõem a amostra confirmam a presença do povo judeu em Israel e Jerusalém nos últimos 3000 anos. Entre eles, destacam-se uma impressão do selo do Primeiro Templo, escrita em hebraico antigo, datada de mais de 2700 anos, além de uma inscrição do selo do rei Ezequias, do sétimo século antes de Cristo. Para o primeiro ministro, “o que essa exposição faz é colocar a verdade à frente de tudo”. A ONU, no entanto, fez pública a sua posição sobre o assunto mandando colocar um aviso na entrada do evento, onde se lê que o conteúdo da exposição não representa os pontos de vista do mundo. Em resposta, o premier manifestou-se com as seguintes palavras: “Claro que não representa as Nações Unidas, mas a verdade. E continuaremos a dizer a verdade e dela falaremos em todos os lugares, inclusive nas Nações Unidas”. Concluiu agradecendo a todos os que defendem a verdade, a todos os que estão com Israel.

Israel e o cordeiro de ouro

Israel e o cordeiro de ouroO povo trouxe-me ouro, eu joguei no fogo e SURGIU esse bezerro” (Êxodo 32). Com tais palavras Arão não convenceria seu irmão Moisés e nem mesmo a si próprio sobre sua condução inocente no episódio do bezerro de ouro – o pecado não é casual. As marcas arqueológicas do evento permanecem, gravadas em pedras, na região desértica da Arábia Saudita, a alguma distância do oásis de Elim. Os petroglífos mostram figuras de bois semelhantes ao ídolo egípcio Ápis e aos deuses cananeus Baal e Moloque, frequentemente representados sob a forma desse animal. Quando de sua descoberta, as autoridades árabes espantaram-se não apenas com o achado, mas com a preservação das figuras, apenas justificada pela aridez do clima e isolamento do sítio. Também causou espanto o estilo único, jamais encontrado no lugar, confirmando tratar-se do registro de outro povo, talvez em peregrinação. São as marcas, ainda legíveis, da desobediência dos recém libertos filhos de Israel.

Terra de Israel, a Terra de Diversidade

Terra de Israel, a Terra de DiversidadeA pergunta mais recorrente nesses dias tem sido: “Há preconceito em Israel?”, para a qual somente pode ser dada uma resposta – em qualquer lugar onde existam filhos de Adão não tratados pelo toque transformador do Eterno já existiu, existe e, infelizmente, vai existir o preconceito. Pessoas amam pessoas e pessoas odeiam pessoas pelos mais diversos motivos. Quando não chegam ao ódio, transitam entre o distanciamento, o desprezo, a desconfiança e o desinteresse, e isso não é, repito, exclusividade de Israel, mas espalha-se pelas nações do continente africano, pelos países da Europa, contamina a Ásia, está presente nas Américas, quer seja no sul dos Estados Unidos ou no Brasil. O preconceito está democraticamente distribuído nas mais diferentes etnias e classes sociais.

O que não se pode pretender é transferir desvios comportamentais ou mesmo de caráter para atribuí-los a uma nação e considerá-los agentes motores da política nacional. Voltando à pergunta: “Há preconceito em Israel?”, alguns exemplos podem ajudar a melhor situar e dimensionar tal sentimento.

Israel: os 70 anos de uma jovem nação

Israel - os 70 anos de uma jovem nação“Quem já ouviu uma coisa dessas? Quem já ouviu tais coisas? Pode uma nação nascer num só dia, ou, pode-se dar à luz um povo num instante? Pois Sião ainda estava em trabalho de parto, e deu à luz seus filhos” (Isaías 66.8).

Há setenta anos, ouvintes judeus colavam, com grande expectativa, seus ouvidos nos aparelhos de rádio para acompanhar, voto a voto, o processo que definiria a existência ou não de um Estado Judeu. Era o dia 29 de novembro. O sonho de minimizar de uma vez por todas as agruras sofridas pelo horror do holocausto ainda parecia distante e era constantemente agravado pela forma como os sobreviventes eram tratados em campos de transição, mantidos distantes e impedidos de, mesmo colocando suas vidas em risco, iniciarem o que naqueles dias era mais do que uma aventura na terra de seus ancestrais.

Episódios trágicos, como o do navio Êxodus, constrangeram as nações a tomarem uma decisão em favor da vida de milhares de pessoas.

Amor reverberado em avisos a Israel

Amor reverberado em avisos a Israel“E, pela manhã cedo, levantaram-se e saíram ao deserto de Tecoa; e, ao saírem, Josafá pôs-se em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis” (2 Crônicas 20.20).

O versículo com o qual iniciamos esta coluna é, frequentemente, usado por pregadores não éticos para constranger audiências despreparadas a crerem em pretensas profecias; também se tornou ferramenta para os apologistas da prosperidade, que tomam a fé em Deus como garantia de lucro pessoal e de pleno sucesso em todas as áreas da vida. Quão distante ficam os que assim se valem do versículo do contexto em que ele foi proferido! Jeosafá dirigiu-se a um povo preocupado com uma grave ameaça de invasão por parte de seus inimigos históricos, Moabe a Amom. Diante da possibilidade de um verdadeiro massacre, o rei clama ao Senhor e recebe palavras reconfortantes que logo quer transmitir aos seus irmãos. A prosperidade a que se refere trata de estar seguro e de obter vitória contra seus opositores. Prosperaram, conforme a Palavra, sendo guardados por Deus, derrotando o mau e conservando a vida e a fé. Prosperaram, igualmente, as afirmações inspiradas de Jeosafá – quando o Senhor se manifesta a nós, convém crer. Aquele que crê prosperará em seu caminho, sendo o contrário verdadeiro, pois àquele que rejeita o direcionamento celestial estão reservados múltiplos problemas e até a morte.

Debaixo da tselem capacitadora

Debaixo da tselem capacitadoraLucas, o evangelista, relata o episódio da anunciação, inclusive o momento em que o anjo responde à pergunta da jovem hebreia a respeito de como, ou seja, por meio de qual processo se daria o cumprimento da mensagem de que seria a mãe do Salvador, uma vez que não conhecia varão. O emissário celestial a tranquiliza. A maneira já havia sido escolhida: o poder do Altíssimo a cobriria com a Sua sombra. Sombra ou “tselem” em hebraico, também significa semelhança, algo que se projeta ao lado. Adão foi feito à semelhança de Deus e, portanto, à sua sombra. Quando pecou, distanciou-se dessa semelhança, carecendo a humanidade de uma restauração dos caminhos e efeitos dessa projeção. A promessa envolve o conceito de que a semelhança seria restaurada através dAquele que viria. Através dEle seria revivida na descendência de Adão, em todo o que crer no Restaurador, a “tselem” bendita.

De Abraão aos dias de hoje

De Abraão aos dias de hojeQue relação pode haver entre madeiras carbonizadas, um pouco de sementes de uva, algumas espinhas de peixes, ossos, cerâmica antiga e os atuais conflitos em Jerusalém? Muita, afinal, os artefatos foram encontrados sob as rochas da Cidade de Davi, juntamente com lacres identificados como “característicos do final do período do Primeiro Templo”, conforme declarou o Dr. Joe Uziel, do Israel Antiguities Authority: “Eles eram usados pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia judaica”. A madeira queimada e as evidências de ações das chamas em diversos objetos evidenciam a afirmativa do profeta Jeremias de que os babilônios “queimaram todas as casas de Jerusalém”. Assim, fatos datados de 2600 anos atrás confirmam a veracidade bíblica e a presença judaica na região. Espera-se que, brevemente, o material arqueológico seja devidamente catalogado e exposto para visitantes do mundo inteiro.

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