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Israel: os 70 anos de uma jovem nação

Israel - os 70 anos de uma jovem nação“Quem já ouviu uma coisa dessas? Quem já ouviu tais coisas? Pode uma nação nascer num só dia, ou, pode-se dar à luz um povo num instante? Pois Sião ainda estava em trabalho de parto, e deu à luz seus filhos” (Isaías 66.8).

Há setenta anos, ouvintes judeus colavam, com grande expectativa, seus ouvidos nos aparelhos de rádio para acompanhar, voto a voto, o processo que definiria a existência ou não de um Estado Judeu. Era o dia 29 de novembro. O sonho de minimizar de uma vez por todas as agruras sofridas pelo horror do holocausto ainda parecia distante e era constantemente agravado pela forma como os sobreviventes eram tratados em campos de transição, mantidos distantes e impedidos de, mesmo colocando suas vidas em risco, iniciarem o que naqueles dias era mais do que uma aventura na terra de seus ancestrais.

Episódios trágicos, como o do navio Êxodus, constrangeram as nações a tomarem uma decisão em favor da vida de milhares de pessoas.

Amor reverberado em avisos a Israel

Amor reverberado em avisos a Israel“E, pela manhã cedo, levantaram-se e saíram ao deserto de Tecoa; e, ao saírem, Josafá pôs-se em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis” (2 Crônicas 20.20).

O versículo com o qual iniciamos esta coluna é, frequentemente, usado por pregadores não éticos para constranger audiências despreparadas a crerem em pretensas profecias; também se tornou ferramenta para os apologistas da prosperidade, que tomam a fé em Deus como garantia de lucro pessoal e de pleno sucesso em todas as áreas da vida. Quão distante ficam os que assim se valem do versículo do contexto em que ele foi proferido! Jeosafá dirigiu-se a um povo preocupado com uma grave ameaça de invasão por parte de seus inimigos históricos, Moabe a Amom. Diante da possibilidade de um verdadeiro massacre, o rei clama ao Senhor e recebe palavras reconfortantes que logo quer transmitir aos seus irmãos. A prosperidade a que se refere trata de estar seguro e de obter vitória contra seus opositores. Prosperaram, conforme a Palavra, sendo guardados por Deus, derrotando o mau e conservando a vida e a fé. Prosperaram, igualmente, as afirmações inspiradas de Jeosafá – quando o Senhor se manifesta a nós, convém crer. Aquele que crê prosperará em seu caminho, sendo o contrário verdadeiro, pois àquele que rejeita o direcionamento celestial estão reservados múltiplos problemas e até a morte.

Debaixo da tselem capacitadora

Debaixo da tselem capacitadoraLucas, o evangelista, relata o episódio da anunciação, inclusive o momento em que o anjo responde à pergunta da jovem hebreia a respeito de como, ou seja, por meio de qual processo se daria o cumprimento da mensagem de que seria a mãe do Salvador, uma vez que não conhecia varão. O emissário celestial a tranquiliza. A maneira já havia sido escolhida: o poder do Altíssimo a cobriria com a Sua sombra. Sombra ou “tselem” em hebraico, também significa semelhança, algo que se projeta ao lado. Adão foi feito à semelhança de Deus e, portanto, à sua sombra. Quando pecou, distanciou-se dessa semelhança, carecendo a humanidade de uma restauração dos caminhos e efeitos dessa projeção. A promessa envolve o conceito de que a semelhança seria restaurada através dAquele que viria. Através dEle seria revivida na descendência de Adão, em todo o que crer no Restaurador, a “tselem” bendita.

De Abraão aos dias de hoje

De Abraão aos dias de hojeQue relação pode haver entre madeiras carbonizadas, um pouco de sementes de uva, algumas espinhas de peixes, ossos, cerâmica antiga e os atuais conflitos em Jerusalém? Muita, afinal, os artefatos foram encontrados sob as rochas da Cidade de Davi, juntamente com lacres identificados como “característicos do final do período do Primeiro Templo”, conforme declarou o Dr. Joe Uziel, do Israel Antiguities Authority: “Eles eram usados pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia judaica”. A madeira queimada e as evidências de ações das chamas em diversos objetos evidenciam a afirmativa do profeta Jeremias de que os babilônios “queimaram todas as casas de Jerusalém”. Assim, fatos datados de 2600 anos atrás confirmam a veracidade bíblica e a presença judaica na região. Espera-se que, brevemente, o material arqueológico seja devidamente catalogado e exposto para visitantes do mundo inteiro.

Facilitadores de milagres

Facilitadores de milagresBasta percorrer os Evangelhos e o leitor encontrará a marcante participação do Senhor Jesus em circunstâncias festivas. Temos menção de sua presença nas distintas festas religiosas judaicas e do uso que fez de seus simbolismos para apregoar a mensagem da salvação. Dentre as festas, destaca-se sua presença nas bodas realizadas em Canah da Galileia, onde principiou a realização de sinais. O segundo capítulo do Evangelho de João traz a narrativa e revela a figura de Maria de forma participativa e missionária, em especial se pensarmos em missões como sendo a identificação de uma necessidade no Reino e a pronta disposição para saná-la. A mulher assim procede. Percebe uma falta e apresenta o problema a Jesus. A resposta do Mestre diz bem de Sua plena consciência do propósito redentor de Sua vinda. Ainda não havia chegado a hora de sanar, em definitivo, a falta de alegria no coração dos filhos de Adão. Ainda não havia chegado a hora de curar as feridas provocadas pelo pecado. Ainda não havia chegado o momento de restaurar a paz. Haveria dia, hora e local para que isso acontecesse. Seria no Calvário, dentro de mais alguns poucos anos – não seria, portanto, naquele momento em Canah. A transformação de elementos simples, no entanto, poderia ser feita; era possível para Ele e era-lhe viável fazê-lo. Uma ordem é dada: “Enchei as talhas!”, e o milagre acontece.

Os huguenotes e a Casa de Israel

Os huguenotes e a Casa de IsraelDentre os trezentos homens que compunham a expedição comandada pelo Almirante Gaspar de Coligny, havia catorze cristãos huguenotes ilustres. Compunham o grupo os pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier, além do historiador Jean de Léry. Chegaram às terras que mais tarde receberiam o nome de Brasil em 7 de março de 1557.

O termo huguenote refere-se aos protestantes franceses, de maioria calvinista, alguns dos quais discípulos do movimento iniciado por Pedro Valdo, que teria deixado raízes profundas entre os cristãos por sua coragem e sofrimento. Para alguns estudiosos, os estudantes que se reuniam em casas para o estudo secreto da Bíblia nas regiões de influência flamenca eram chamados de Huis Genooten (colegas de casa), enquanto aqueles que estudavam nas regiões alemã e suíça eram chamados de Eid Genossem (colegas de juramento). Do afrancesamento das duas expressões chegamos à palavra huguenote, comumente usada por seus opositores de forma desrespeitosa. Alguns dizem que os servos do Senhor mantinham reuniões secretas na Torre de Hugon, na França, e daí receberam seu apelido. Qualquer que seja a origem do nome, o certo é que o grupo sofreu severa perseguição e muitos foram martirizados. Dentre os ataques ao grupo destacam-se os assassinados ocorridos durante a Noite de São Bartolomeu, quando, segundo apologistas huguenotes, 70.000 morreram, ainda que o número seja contestado por apologistas católicos, que custam a admitir um número de 2.000 mortos.

Israel: Deus na história do povo

Israel - Deus na história do povoA história do povo hebreu esta testificada na Bíblia, sendo esta a fonte de informações mais atuais e realistas. Quanto mais avança a narrativa desse povo, mais a existência de Deus é comprovada e a Sua palavra adquire força contextual, espiritual e social, sem precisar de muitas provas arqueológicas. A história é contada paulatinamente a partir do livro de Genesis. Veja que depois do dilúvio, Deus começa uma nova ação num ponto da história, num homem. E, sob a ação de Deus, a História, antes pecado crescente, faz-se agora salvação crescente. O ilustrado do livro é a história de Abraão, o princípio deste povo está em Sem, pai dos povos Semitas. Sem teve por filhos: Elam, origem dos islamitas; Assur, origem dos assírios; Arfaxade, origem dos caldeus; Arfaxade gerou a Heber, origem da nomenclatura hebreia, e também seu fundador; da descendência de Heber veio Tera, pai de Abraão, que abandonou sua cidade natal Ur dos Caldeus. Na época, Ur era uma importante cidade do mundo antigo. Arqueólogos descobriram evidencia de uma importante civilização naquele local, nos dias de Abraão. A cidade mantinha um vasto comércio com seus vizinhos e possuía uma grande biblioteca. Tendo crescido em Ur, provavelmente Abraão foi um homem bem instruído. Entretanto, Tera decidiu deixar a cidade e com sua família desceu em direção ao Sul pelas margens do Eufrates. O desejo era chegar em Canaã, mas estabeleceu-se em Harã, talvez pela saúde e idade avançada, porém, isso não mudou o chamado de Abraão, pelo contrario ele percebeu que a vontade de Deus pode acontecer por etapas. Deus agiu na história desse povo para que Tera fizesse esse período de transição na vida de Abraão e o deixasse mais perto da terra prometida.

Gideão e o teste junto às águas do terror

Gideão e o teste junto às águas do terrorAo pé do Monte Gilboa, no limite sudeste do Vale de Jezreel, brotam, ainda hoje, as águas frescas e límpidas da caverna de Harod. A pequena elevação local, parte de um conjunto maior, costuma ser chamada de Monte Harod e a fonte que ali emana alimenta um complexo de piscinas muito requisitadas por turistas e por moradores de Israel, especialmente porque, logo ao se distanciarem da origem, suas águas ganham uma temperatura morna, atraindo famílias que se reúnem para o lazer, gozando desse verdadeiro oásis de vegetação abundante. Visitas ao local têm sido cada vez mais requisitadas por evangélicos de vários países, proporcionalmente ao distanciamento crescente entre nossos roteiros e os fantasiosos roteiros tradicionais. A sede dos que se dedicam ao estudo da Palavra de Deus finda por requerer das agências de viagens e dos guias turísticos um maior conhecimento da geografia, da história e dos achados arqueológicos. Em Jerusalém, por exemplo, tornou-se comum ver grupos optarem por percorrer os túneis sob a Cidade, com suas pedras datadas de mais de dois milênios, em lugar de aceitarem os caminhos da chamada “via dolorosa”, de idade mais recente, como caminho por onde teria passado o Salvador.

O crescimento do turismo evangélico em Israel ganha espaço e requer novas opções. Grupos procuram sítios históricos, inclusive doando um dos dias de excursão para trabalhar em escavações que estejam em curso, outros oferecem voluntariado com crianças ou com idosos. Há quem decida separar uma noite para cultuar ao Senhor junto aos irmãos em uma das muitas igrejas locais. Deixando de lado as catedrais e as vias enganosas, abrem-se para os cristãos os caminhos para um sem número de museus, locais de exploração, congressos, cursos, passeios de charrete, de barco, experiência no deserto em tendas beduínas, passeios de camelo, visita a lugares que retomam a vida como nos dias de Jesus com suas eiras, lagares, apriscos e fontes.

Bendito seja o nome de Sem

Bendito seja o nome de SemPodemos definir o antissemitismo como “a hostilidade ideologicamente motivada contra judeus, indivíduos judeus ou cultura judaica”. Essa hostilidade envolve uma “percepção pejorativa dos traços físicos ou morais judaicos que não têm fundamento algum ou é o resultado do exagero ou da generalização irracional”. Os critérios de veracidade e de racionalidade foram rebatidos no passado por Goebbels, ministro da propaganda nazista, segundo quem: “a verdade não tem nenhuma importância, pois a mentira falada milhares de vezes com convicção acabará impondo-se como verdade”. Desse ensino beberam os nazistas nos dias de Hitler e dele ainda servem-se os nazistas na atualidade. Sem refletir, repetindo e propagando, muitos aumentam o coro da oposição aos filhos de Israel, subestimando ou ignorando as consequências de seus comentários.

Dois povos e a fronteira das palavras

Dois povos e a fronteira das palavrasPropusesse alguém dividir a história em dois períodos, tomando como marco o empreendimento de Babel, e a maior e mais gorda ‘fatia’ de tempo caberia aos esforços humanos para conviver na terra após a confusão instaurada. O texto bíblico que relata a punição divina à megalomania que desafiava a dependência dos filhos de Adão ao seu Criador possui, na maioria das vezes, tradução que não faz jus à descrição do original. O versículo 7 de Gênesis 11, muitas vezes usado como defesa do conceito de trindade, não deveria sê-lo, ainda que a Bíblia ofereça muitos outros que atendam e justificam a doutrina. Nele, em lugar do “eia, desçamos,…”, tão comum em nossas traduções, deveríamos encontrar: “Trago para baixo e trago para lá linguagem que não entenderá o homem que fala ao amigo dele”, ressaltando-se aqui o verbo entender na forma futura e o uso do termo safah, que se refere à linguagem e aos lábios, sendo estes tomados como bordas, limites a partir dos quais o som é emitido e, por extensão, também representando as fronteiras geográficas entre os povos. Pois é justamente aí, na região fronteiriça, onde se tangenciam as relações internacionais, que uma palavra mal compreendida ou mal interpretada costuma ocasionar maiores danos, sejam eles na forma de tratados feitos e desfeitos, sejam como fermento para concepções distorcidas e amplamente exploradas nos discursos inflamatórios do ódio.

Considerar o sionismo como uma ideologia racista e o Estado Judeu um estado discriminatório revela o desconhecimento da Declaração da Independência de Israel, estabelecido em bases democráticas, com a afirmação de que promoverá “o desenvolvimento do país para benefício de todos os seus habitantes; estará baseado nos princípios de liberdade, justiça e paz, à luz dos ensinos dos profetas de Israel; assegurará a completa igualdade de direitos políticos e sociais a todos os seus habitantes, sem diferença de credo, raça ou sexo; garantirá liberdade de culto, consciência, idioma, educação e cultura; salvaguardará os lugares santos de todas as religiões e será fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas”. Foi por respeito a essa ampla expressão de liberdade que o Nome do Eterno não foi citado diretamente na Declaração, sendo referido no texto como a “Rocha de Israel”.

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