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Bênção Sacerdotal ou Bênção Apostólica?

No final do culto, o ministrante pode proferir a bênção descrita em Números 6.24-26 ao invés da conhecidíssima Bênção Apostólica, descrita em 2 Coríntios 13.13? O que biblicamente norteia esta prática?

Bênção Sacerdotal ou Bênção ApostólicaAinda que os contextos históricos dessas duas bênçãos sejam diferentes, tanto a sacerdotal como a apostólica se aplicam ao culto neo-testamentário, já que ambas são trinitárias, isto é, mencionam as três Pessoas da Trindade, o que lhes confere um status atemporal. Entretanto, a Igreja estabelecida pelo Senhor Jesus, no primeiro século (Mateus 16.18), não é ritualista nem sacramental. Em outras palavras, embora o cristianismo bíblico observe duas ordenanças — o batismo em água (Mateus 28.19,20) e a Ceia do Senhor (1 Coríntios 11.23-34) —, as denominações têm liberdade no campo das questões eclesiásticas, como a administração do culto.

Os julgamentos dos últimos tempos

Sobre o final dos tempos, gostaria de saber pela Bíblia quantos serão os julgamentos, quando ocorrerão e para quem será?

Os julgamentos dos últimos temposPara responder a questão em tela, vou construir um pensamento procurando estabelecer certa sequência dos julgamentos divinos, observando sua importância segundo as Escrituras Sagradas.

O primeiro e mais aguardado pelos cristãos, segundo as Escrituras, é o Tribunal de Cristo. Nesse julgamento veremos os salvos em Jesus Cristo arrebatados e julgados pelas suas obras, para que assim possam receber ou não o galardão tão esperado. É o que lemos em 2 Coríntios 5.10; Romanos 14.10-12; e 1 João 4.17).

É importante ressaltar que este julgamento não é para a condenação do cristão, mas, sim, uma recompensa pelo trabalho realizado para o Senhor (2 Timóteo 4.7-8).

Satanás sabe o que pensamos?

Aprendi que se quisermos pedir alguma coisa a Deus sem que o Diabo interfira, devemos pedir apenas na mente e não verbalizar. Baseado em que os cristãos sustentam tal ideia?

Satanás sabe o que pensamosEm 1 Crônicas 28.9, a Bíblia diz que o Senhor esquadrinha todos os corações e entende todas as imaginações dos pensamentos humanos. O Salmo 94.11 relata que o Senhor conhece os pensamentos dos homens. Em Mateus 9.4; 12.25, o texto bíblico afirma que Jesus conhecia o pensamento dos homens que estavam ao seu redor. O texto de 1 João 3.20 afirma que o conhecimento divino é pleno e perfeito. Estes e outros textos bíblicos demonstram que a prerrogativa do conhecimento dos pensamentos é exclusiva de Deus. Em nenhuma outra passagem da Bíblia é possível identificar Satanás ou os demônios com capacidade de conhecer os pensamentos humanos.

Em primeiro lugar, é necessário ter em mente que atributos divinos são qualidades ou características atribuídas a Deus e indicam Sua integridade e natureza1. Um de Seus atributos é a onisciência, termo latino que tem origem na soma de “omnis”, que significa “tudo”, e “scientia”, que significa “conhecimento”, e refere-se à capacidade exclusiva de Deus em conhecer todas as coisas. Hebreus 4.13 afirma que nada está encoberto diante dEle, mas antes, todas as coisas estão descobertas e abertas diante de seus olhos. Os textos de Êxodo 3.7, 1 Crônicas 29.19 e Salmos 139.1-4 demonstram que todo procedimento humano é conhecido por Deus. Em Atos 15.18 a Bíblia afirma que não há limites para esse conhecimento, pois desde o princípio de tudo, Ele já conhecia de forma plena todas as coisas.

Por que Jesus teve de ser tentado?

Jesus foi um homem perfeito, sem pecados, então como explicar o desejo do Maligno em tentá-lo, sabendo que o Filho de Deus jamais pecaria? O Deus homem tinha inclinação ao erro como os demais homens?

Por que Jesus teve de ser tentadoDe vez em quando, defronto-me com esta pergunta: “Se Jesus era Deus, por que teve de ser tentado como homem?”. À primeira vista, a questão parece complexa. Todavia, ela já traz, em si, uma resposta bastante simples. De fato, Jesus, como Verdadeiro Deus, não tinha necessidade alguma de submeter-se às tentações e aos infortúnios humanos. Mas, como Homem, também Verdadeiro, teve Ele de ser tentado em todas as coisas; somente assim a sua humanidade seria completa (Hebreus 4.15). Doutra forma, o Calvário não teria qualquer eficácia salvadora.

Apesar de Jesus ter sido tentado à nossa semelhança, duas coisas diferenciam-no de nós. Além de não estar sujeito ao pecado original, estava ele dotado da mesma impecabilidade que há no Pai e no Espírito Santo (1 Pedro 2.21,22). Ele é o segundo Adão; homem perfeito (Romanos 5.15). Mas nem por isso deixou de sofrer menos, pois sobre o seu combalido e fragilíssimo ser recaía todo o fardo da humanidade (Hebreus 5.7).

A seguir, veremos que, das três grandes tentações narradas nas Escrituras, a de Jesus foi a mais pesada e emblemática.

Os descendentes moabitas de Rute e Boaz

O filho de Rute e Boaz era aceito na comunidade de Israel, uma vez que Rute era uma cidadã moabita? A Bíblia diz que nenhum amonita ou moabita teria ingresso na congregação do Senhor (Deuteronômio 23.4).

Os descendentes moabitas de Rute e BoazA pergunta é pertinente e com a ajuda de Deus tentaremos responder. Em primeiro lugar, observamos que toda lei é baseada em uma causa ou princípio. O motivo que fez surgir a legislação de Deuteronômio 23.3-6 foi porque os moabitas foram cruéis em não deixarem Israel passar por suas terras na peregrinação a Canaã. Puro egoísmo, produto de velha intriga e inveja contra a família de Abraão, de quem o ancestral deles, Ló, era sobrinho ingrato (Gênesis 19.30-38).

Em segundo lugar, toda lei tem excludente de ilicitude e isso não só no direito secular, mas também no direito bíblico. Haja vista que furtar é pecado, o furto famélico era permitido pela própria lei, como também comer os pães da proposição e os sacerdotes ministrarem nos sábados, conforme Mateus 12.1-8, onde o próprio Senhor Jesus afirma que a misericórdia é mais importante do que a letra seca da lei.

Quem é a pessoa sem veste nupcial?

Na Parábola das Bodas em Mateus 22, quem é o personagem que não estava trajado com veste nupcial? Seria Satanás? Provavelmente não, pois a festa acontece no Céu. Quem é então?

Quem é a pessoa sem veste nupcialEsta parábola (Mateus 22) evidencia de um determinado grupo de pessoas que perdem a posição privilegiada e são substituídos por aqueles a quem supostamente desprezavam. Jesus quer apresentar quem é o verdadeiro povo de Deus, mas ele inverte o modo como os mestres da tradição entendiam o assunto. O único critério para selecionar os convidados era a sua disponibilidade: “convidai para as bodas a quantos encontrardes” (Mateus 22.9), apontando para a grande misericórdia de Deus.

As ruas de ouro puro no Céu

É correto afirmar que as ruas do Céu são de ouro? Qual a correta interpretação da visão que o apóstolo João teve?

As ruas de ouro puro no CéuA presente pergunta nos remete ao livro de Apocalipse 21.21, sendo este o único texto na Bíblia que menciona as ruas de ouro da nova Jerusalém. Em primeiro lugar devemos considerar que todo o livro de Apocalipse é uma revelação de Jesus Cristo ao apóstolo João, das coisas futuras que dizem respeito ao Reino de Deus, tendo a Igreja como peça central. É uma revelação do futuro glorioso da Igreja, que nenhuma mente humana poderia jamais conceber (Apocalipse 1.1).

O capitulo 21 de Apocalipse, além de nos revelar a criação de uma nova terra e um novo céu, também descreve a descida do céu da cidade chamada “nova Jerusalém”, e deixa-nos bem claro que esta cidade, a nova Jerusalém, a noiva de Cristo,construída sobre o fundamento dos Apóstolos, é a Igreja do Deus Vivo, o novo lugar da habitação de Deus (Apocalipse 21.2-3, 22, 23).

Relacionamento incestuoso

O que a Bíblia diz a respeito de relacionamento incestuoso? O casamento entre primos pode ser considerado impróprio?

Relacionamento incestuosoDe acordo com Levítico 18, e o princípio que norteia a sacralidade do matrimônio à luz da Escritura, é impróprio e inapropriado. O erudito alemão August Heinrich Klostermann (1837-1915) denominou os textos de Levítico 17 – 26 de “Lei da Santidade” devido à repetição da fórmula “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Levíticos 19.2; 20.7-8, 26; 21.6; 22.9). O conceito precípuo é de que a Santidade do Senhor deve configurar-se na vida do povo e, por meio do povo santo, a todo o mundo (Levítico 22.31-33).

A ideia da santidade extrai-se inicialmente da “saída”, do “êxodo”, cuja intencionalidade teológica são expressas pelos verbos “tirar”, “livrar” e “resgatar” (Êxodo 6.6). A raiz do adjetivo qādhôš (santo) significa “apartar”, “separar um objeto ou pessoa do uso profano para levá-lo à proximidade do Senhor”. Deste conceito advém o sentido de “consagrar”, “santificar”. O êxodo assim é a separação-libertação da servidão para a dedicação a Adonay.

O “orgulho” de Paulo ao dizer “sede meus imitadores”

Como entender 1 Coríntios 11.1, onde o apóstolo Paulo diz “Sede meus imitadores, assim como eu sou de Cristo”? Ele não estaria se gloriando?

O “orgulho” de Paulo ao dizer “sede meus imitadores”Há oito anos, todas as noites, eu sinto a mesma alegria em meu coração quando, à mesa, vejo meus filhos fecharemos olhos e orar. Pequeno ainda, mesmo antes das primeiras palavras, meu primogênito Estêvão cerrava os olhinhos em reverência a Deus, enquanto agradecíamos pelo alimento. Mais nova, a minha pequena Amy assimilou esse hábito com a doçura que só têm as meninas: ela usa as mãozinhas para cobrir os olhos. A imitação foi o poderoso recurso que minha esposa e eu empregamos para incutir esse comportamento em nossas crianças.

Qual a permissão dada na Bíblia para o divórcio?

Qual delito culmina na legitimidade do divórcio: adultério ou prostituição (Mateus 5.32; 19.9)?

Qual a permissão dada na Bíblia para o divórcioAntes que houvesse a aplicação da lei, a separação já vinha sendo praticada pelos judeus de maneira arbitrária. A colocação da lei não era para um tipo de legalização do ato em si, mas sim para proteção da mulher. A hermenêutica dos judeus, em se tratando do divórcio, logo se tornou liberal, machista e autoritarista, pois eles começaram a fazer uso de Deuteronômio 24.1, alegando quaisquer motivos pelos quais o homem poderia separar-se de sua mulher, o que fica expresso que a base para o pedido de divórcio não era somente o adultério, mas por qualquer coisa incidente.

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