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A Graça e as “três graças” da mitologia grega

Considerando que nos tempos apostólicos o idioma grego era a língua universal e que influenciou na formação dos livros do Novo Testamento, como entender a conexão do verbete “graça” com as “três graças” da mitologia grega?

A Graça e as “três graças” da mitologia gregaA pergunta bem observa a importância de se conhecer o contexto político, social e cultural do período no qual o Novo Testamento foi escrito para entender melhor a mensagem dos escritores bíblicos. A palavra “graça” ou charis no grego, no primeiro século, refere-se a favores concedidos tanto na esfera religiosa quanto na secular.

A patronagem, ou sistema público e privado de benefícios, era uma das instituições no mundo greco-romano do primeiro século. Tratava-se do relacionamento entre patrono e cliente em que ambos buscavam benefícios mútuos por meio de compromissos firmados entre ambas as partes. Sêneca, um dos intelectuais do Império Romano, em seu tratado De Beneficiis avaliou a instituição da patronagem como o “vínculo-chefe da sociedade humana”. As pessoas deveriam ter disposição em dar, receber e retribuir os benefícios, esse método não somente igualava as partes como também superava a ação do benfeitor. Nesse sistema, então, “graça” denotava não somente um favor concedido de um patrono benfeitor para favorecer um cliente mas também descreve o retorno desse favor por parte do beneficiado.

Existe maldição hereditária?

A doutrina da “maldição hereditária” continua sendo propagada, embora muitos a rechacem. No que consistem seus erros exatamente?

Existe maldição hereditáriaEntre os anos 1990 e 2000 presenciamos uma verdadeira enxurrada de ensinos heterodoxos no meio do arraial evangélico. O ensino sobre “Maldições de Famílias” despontou como sendo um dos principais. Multiplicava-se pelo Brasil afora seminários e mais seminários enfocando esse assunto. Por mais de uma vez assisti a cultos onde pregadores de renome nacional conclamavam os crentes a “quebrar maldições que estavam sobre suas vidas”. A ideia por trás desse ensino era a crença de que alguma maldição não quebrada estava por trás da falta de prosperidade na vida do crente.

Jesus era isento de pagar impostos?

O jovem Davi ficou isento de pagar impostos por ter matado o gigante Golias (1 Samuel 17.25), por este motivo o Senhor Jesus ficou livre de pagar o imposto do Templo, pelo fato de ser descendente de Davi (Mateus 17.25)?

Jesus era isento de pagar impostosÉ seguro afirmar que os textos de 1 Samuel 17.25 e Mateus 17.25 não guardam qualquer relação entre si. E isto se diz com diversos fundamentos. O primeiro texto faz referência a uma suposta isenção de natureza civil. Os homens de Israel disseram a Davi, sobre Golias: “Há de ser, pois, que ao homem que o ferir o rei enriquecerá de grandes riquezas, e lhe dará a sua filha, e fará isenta de impostos a casa de seu pai em Israel”. O segundo texto cuida do imposto que era pago ao templo de Jerusalém, portanto, uma obrigação religiosa. São tributos de naturezas distintas.

O estuprador e sua vítima

Como entender Deuteronômio 22.28 e 29, em que a medida disciplinar de um homem que violentasse uma virgem deveria ser o seu casamento com a vítima?

O estuprador e sua vítimaDiz o texto de Deuteronômio: “Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinquenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias” (Deuteronômio 22.28,29). Para entendermos melhor o assunto, devemos reportar-nos aos versículos 23 a 27 do mesmo capítulo. Nesse texto, vemos três casos de relações sexuais ilícitas.

Há poder em nossas palavras?

É verdade que o que nós dizemos em oculto ou mesmo casualmente, pode acontecer? Qual respaldo bíblico para tal idéia?

Há poder em nossas palavrasInicialmente gostaria de ressaltar que não apenas nossas palavras são poderosas, mas também nossos pensamentos o são: “Porque como imaginou na sua alma, assim é” (Provérbios 23.7). Nossos pensamentos são reconhecidos e validados diante de Deus da mesma forma que nossas palavras e atitudes também são.“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos […] todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7.21-23). Jesus ensinou que nossos pensamentos trazem consequências para nossa vida. Basta formarmos uma convicção em nosso interior para sermos responsabilizados pela mesma. O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer disse: “Silêncio diante do mal, torna-se maligno. Deus não nos deixará sem culpa. Não falar, também é falar. Não agir,também é agir” (Bonhoeffer: Pastor, Martyr, Prophet, Spy. By Eric Metaxas). Ou seja, nossas atitudes, mesmo que em pensamentos apenas, nos fazem responsáveis diante de Deus!

O “aferidor de medida” era quem?

O termo aparece em Ezequiel 28.12 e refere-se ao demônio antes de se rebelar contra Deus. É isso mesmo?

O “aferidor de medida” era quemA Bíblia Sagrada, de maneira clara, sempre descreve fatos de cunho inequívoco para nos orientar e nos revelar sua verdade absoluta com a finalidade de nos nortear quanto a nossa vida eterna. Dentre inúmeras passagens, um texto nos chama muito a atenção pela forma profunda como descreve um ser formidável, que fracassou em sua biografia. O assunto em apreço está no livro do profeta Ezequiel 28.12. “Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Tu és o aferidor de medida, cheio de sabedoria e perfeito e formosura” (ARC).

Bênção Sacerdotal ou Bênção Apostólica?

No final do culto, o ministrante pode proferir a bênção descrita em Números 6.24-26 ao invés da conhecidíssima Bênção Apostólica, descrita em 2 Coríntios 13.13? O que biblicamente norteia esta prática?

Bênção Sacerdotal ou Bênção ApostólicaAinda que os contextos históricos dessas duas bênçãos sejam diferentes, tanto a sacerdotal como a apostólica se aplicam ao culto neo-testamentário, já que ambas são trinitárias, isto é, mencionam as três Pessoas da Trindade, o que lhes confere um status atemporal. Entretanto, a Igreja estabelecida pelo Senhor Jesus, no primeiro século (Mateus 16.18), não é ritualista nem sacramental. Em outras palavras, embora o cristianismo bíblico observe duas ordenanças — o batismo em água (Mateus 28.19,20) e a Ceia do Senhor (1 Coríntios 11.23-34) —, as denominações têm liberdade no campo das questões eclesiásticas, como a administração do culto.

Os julgamentos dos últimos tempos

Sobre o final dos tempos, gostaria de saber pela Bíblia quantos serão os julgamentos, quando ocorrerão e para quem será?

Os julgamentos dos últimos temposPara responder a questão em tela, vou construir um pensamento procurando estabelecer certa sequência dos julgamentos divinos, observando sua importância segundo as Escrituras Sagradas.

O primeiro e mais aguardado pelos cristãos, segundo as Escrituras, é o Tribunal de Cristo. Nesse julgamento veremos os salvos em Jesus Cristo arrebatados e julgados pelas suas obras, para que assim possam receber ou não o galardão tão esperado. É o que lemos em 2 Coríntios 5.10; Romanos 14.10-12; e 1 João 4.17).

É importante ressaltar que este julgamento não é para a condenação do cristão, mas, sim, uma recompensa pelo trabalho realizado para o Senhor (2 Timóteo 4.7-8).

Satanás sabe o que pensamos?

Aprendi que se quisermos pedir alguma coisa a Deus sem que o Diabo interfira, devemos pedir apenas na mente e não verbalizar. Baseado em que os cristãos sustentam tal ideia?

Satanás sabe o que pensamosEm 1 Crônicas 28.9, a Bíblia diz que o Senhor esquadrinha todos os corações e entende todas as imaginações dos pensamentos humanos. O Salmo 94.11 relata que o Senhor conhece os pensamentos dos homens. Em Mateus 9.4; 12.25, o texto bíblico afirma que Jesus conhecia o pensamento dos homens que estavam ao seu redor. O texto de 1 João 3.20 afirma que o conhecimento divino é pleno e perfeito. Estes e outros textos bíblicos demonstram que a prerrogativa do conhecimento dos pensamentos é exclusiva de Deus. Em nenhuma outra passagem da Bíblia é possível identificar Satanás ou os demônios com capacidade de conhecer os pensamentos humanos.

Em primeiro lugar, é necessário ter em mente que atributos divinos são qualidades ou características atribuídas a Deus e indicam Sua integridade e natureza1. Um de Seus atributos é a onisciência, termo latino que tem origem na soma de “omnis”, que significa “tudo”, e “scientia”, que significa “conhecimento”, e refere-se à capacidade exclusiva de Deus em conhecer todas as coisas. Hebreus 4.13 afirma que nada está encoberto diante dEle, mas antes, todas as coisas estão descobertas e abertas diante de seus olhos. Os textos de Êxodo 3.7, 1 Crônicas 29.19 e Salmos 139.1-4 demonstram que todo procedimento humano é conhecido por Deus. Em Atos 15.18 a Bíblia afirma que não há limites para esse conhecimento, pois desde o princípio de tudo, Ele já conhecia de forma plena todas as coisas.

Por que Jesus teve de ser tentado?

Jesus foi um homem perfeito, sem pecados, então como explicar o desejo do Maligno em tentá-lo, sabendo que o Filho de Deus jamais pecaria? O Deus homem tinha inclinação ao erro como os demais homens?

Por que Jesus teve de ser tentadoDe vez em quando, defronto-me com esta pergunta: “Se Jesus era Deus, por que teve de ser tentado como homem?”. À primeira vista, a questão parece complexa. Todavia, ela já traz, em si, uma resposta bastante simples. De fato, Jesus, como Verdadeiro Deus, não tinha necessidade alguma de submeter-se às tentações e aos infortúnios humanos. Mas, como Homem, também Verdadeiro, teve Ele de ser tentado em todas as coisas; somente assim a sua humanidade seria completa (Hebreus 4.15). Doutra forma, o Calvário não teria qualquer eficácia salvadora.

Apesar de Jesus ter sido tentado à nossa semelhança, duas coisas diferenciam-no de nós. Além de não estar sujeito ao pecado original, estava ele dotado da mesma impecabilidade que há no Pai e no Espírito Santo (1 Pedro 2.21,22). Ele é o segundo Adão; homem perfeito (Romanos 5.15). Mas nem por isso deixou de sofrer menos, pois sobre o seu combalido e fragilíssimo ser recaía todo o fardo da humanidade (Hebreus 5.7).

A seguir, veremos que, das três grandes tentações narradas nas Escrituras, a de Jesus foi a mais pesada e emblemática.

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