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A ação da apostasia no seio da Igreja

Quais os tipos de apostasia e como elas agem dentro das igrejas?

A ação da apostasia no seio da IgrejaJeroboão, filho de Nebate, entrou para a História Sagrada como o homem que induziu Israel a pecar. Consagrado por Deus para reinar sobre as tribos setentrionais, imaginou ele que os israelitas, ao peregrinarem a Jerusalém a fim de adorar no Santo Templo, colocar-se-iam sob a Casa de Davi. E, assim, o seu reino em breve desapareceria; suposição ímpia e tola. Para contornar um problema religioso (que não existia), Jeroboão criou um fato político: “Tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1 Reis 12.28).

Injusta punição apenas para o homem?

Sobre 1 Coríntios 5.1-12, gostaria de saber: 1. Por que somente o jovem é punido e a mulher não? 2. O pai desse jovem não fazia nada ou a mulher era viúva? 3. A maioria da igreja apoiava a atitude deles e não recebeu punição pela conivência? 4. Será que ela estava sendo estuprada ou forçada a fazer aquilo por uma convenção social coríntia?

Injusta punição apenas para o homemCom a ajuda de Deus, queremos fazer uma rápida abordagem às perguntas elencadas pelo nobre consulente, as quais são muito pertinentes nos dias atuais, quando as orientações divinas estão sendo ouvidadas.

Em primeiro lugar, a expressão “mulher de seu pai”, usada por Paulo no caso em apreço, é um hebraísmo que significa “madrasta”, portanto, não era mãe do indivíduo; e também ele não usa a palavra “adultério”, mas “porneia”, que é uma expressão que abrange todo tipo de imoralidade. Possivelmente ou o pai do jovem havia morrido ou já não convivia com a dita mulher, motivo pelo qual o pai é silente quanto ao envolvimento do moço com a mulher.

Pena capital para moças

Por que, na lei mosaica, uma jovem solteira deveria ser apedrejada caso perdesse a virgindade antes do casamento, conforme parece dizer Deuteronômio 22. 13-21?

Pena capital para moçasNa Antiguidade, o povo de Israel era sujeito a mandamentos e ordenanças que formavam a Lei de Moisés. Dentre as diversas medidas a serem observadas, também existiam as que regulavam o lado social da nação israelita, incluindo a pureza sexual feminina e que protegiam a mulher de uma possível difamação por parte de um marido mal intencionado. Mas o que exatamente prescrevia a lei nacional quanto à pureza sexual da mulher antes de sua noite de núpcias? Se uma jovem solteira perdesse a sua virgindade antes do casamento, deveria ser apedrejada conforme se depreende em Deuteronômio 22.13-21. Entretanto, faz-se necessário entendermos em quais circunstâncias a pena capital era aplicada. Em primeiro lugar, quando uma moça contraía núpcias, e após a primeira noite com o marido, se este a acusasse de ter perdido a sua virgindade antes do casamento, o Grande Sinédrio (composto por 23 anciãos da cidade) era acionado para resolver a questão. Se o pai da moça comprovasse devidamente a virgindade da filha antes do casamento, a mentira perpetrada pelo homem seria descoberta e, de acordo com Deuteronômio 22.17, o marido recebia uma tríplice sentença: 1) era espancado publicamente; 2) tinha que pagar uma multa de 100 ciclos de prata, ou seja, um valor correspondente a 100 meses de trabalho; e 3) não poderia divorciar-se da esposa. Entretanto, se ficasse provado que a mulher não era mais virgem, ela deveria ser morta. Isto fazia com que as moças israelitas fugissem da fornicação, isto porque a castidade tornava-se uma questão de vida ou morte.

O sangue de Jesus e o sangue de Maria

Alguns católicos têm afirmado que uma vez que Jesus foi gerado no ventre de Maria, e sendo Ele humano, logicamente herdou o sangue dela e, desta forma, é correto afirmar que o sangue que Ele derramou na cruz é também o sangue de Maria. Como devemos ver tal argumento?

O sangue de Jesus e o sangue de MariaAtribuir a Maria os atributos da divindade, baseados apenas em conjecturas humanas e contraditórias, pelo simples fato dela ter sido a mãe terrena do Salvador, é um grave erro teológico que desconsidera as vastas evidências das Escrituras que claramente apontam para Jesus como o Filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós (João 1.14), sendo somente Ele, o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Para melhor esclarecer o fato de que o sangue de Maria jamais teve ou terá qualquer poder para perdoar pecados, analisaremos as características da natureza humana e Divina de Jesus, e finalmente o papel que Maria exerceu na vida de Jesus.

É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereço?

Qual deve ser a nossa posição quanto ao uso da cruz? Quem a instituiu como símbolo da Igreja? Seu uso não seria idolatria?

É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereçoNo seu historicismo não havia qualquer sacralidade quanto à cruz. Estudiosos falam sobre aproximadamente seis tipos de cruzes: (1) a cruz simples, contendo um pilar único e uma estaca horizontal; (2) a cruz de Santo Antônio, a qual se configurava na forma de um “T”; (3) a cruz de Santo André, na forma de um “X”; (4) a cruz de São Jorge, contendo apenas dois pedaços de tamanho iguais; (5) a cruz tripla, que eram postas em fileiras, a partir do século V usadas pelos sacerdotes; (6) a cruz latina, crux immissa, que, segundo a tradição cristã primitiva, Jesus foi crucificado nesse tipo de cruz, e a base para tal afirmação deriva da inscrição que nela foi feita (Mateus 27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38).

É proibido o cristão cobrar juros?

O texto que orienta os judeus a não cobrarem juros de seus compatriotas (Deuteronômio 23.19, 20), vale hoje em dia para a Igreja?

É proibido o cristão cobrar jurosO texto de Deuteronômio 23.19, 20 trata do amor prestativo e sociável que deveria distinguir o povo de Deus de outros povos. Esta realidade está descrita também em Deuteronômio 22.1-4, e, tem por finalidade demonstrar que as ações de bondade não podem visar lucro quando seu objetivo busca aliviar a dor de seu irmão. O versículo 19 destaca que os empréstimos eram normalmente feitos com o objetivo de aliviar uma necessidade pessoal e não poderiam ser tratados como oportunidade de lucro ou vantagem entre o povo de Deus. Aqui há um princípio bíblico que orienta não desejar lucro no ato da caridade.

Espírito mau “da parte de Deus”?

Como entender a expressão bíblica “espírito mau da parte do SENHOR”, conforme vemos registrado em 1 Samuel 16.14?

Espírito mau “da parte de Deus”A controvérsia deste texto está em torno da expressão “espírito mau da parte do Senhor”, conforme a questão formulada. Do ponto de vista do texto hebraico, a expressão trata de um espírito mau vindo de Deus ou enviado por Deus. Na concepção dos israelitas sobre a soberania de Deus, entendia-se que tanto o mal quanto o bem vem do Senhor. Eles consideravam que qualquer bem ou mal que os acometia era oriundo de Deus.

Amizade com herege é possível?

Como entender 2 João, versículo 10? A recomendação apostólica de sequer saudar os hereges também serve para os nossos dias?

Amizade com herege é possívelQuando analisamos o texto bíblico em apreço, encontramos a seguinte perícope: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco os saudeis” (ARC). A Bíblia Viva nos diz o seguinte: “(…) não o convide a entrar em suas casas. Não o apoie de forma nenhuma”. Aparentemente, essa instrução é contra a orientação de Jesus em Mateus 5.44 e Lucas 6.27, que são dois textos que falam sobre o amor devotado aos inimigos e quanto a abençoar os que nos maldizem. Entretanto, elas se referem a situações distintas. Existem orientações bíblicas que exortam o cristão a afastar-se daqueles que causam divisão e dos que negam o poder de Deus (2 Timóteo 3.5; Tito 3.10). Porém, o apóstolo João indica que esse tipo de tratamento deve ser dispensado aos falsos mestres, enganadores, que mentem afirmando comungar conosco a mesma fé cristã, além de visitarem as igrejas para apresentar suas falsas doutrinas.

A Graça e as “três graças” da mitologia grega

Considerando que nos tempos apostólicos o idioma grego era a língua universal e que influenciou na formação dos livros do Novo Testamento, como entender a conexão do verbete “graça” com as “três graças” da mitologia grega?

A Graça e as “três graças” da mitologia gregaA pergunta bem observa a importância de se conhecer o contexto político, social e cultural do período no qual o Novo Testamento foi escrito para entender melhor a mensagem dos escritores bíblicos. A palavra “graça” ou charis no grego, no primeiro século, refere-se a favores concedidos tanto na esfera religiosa quanto na secular.

A patronagem, ou sistema público e privado de benefícios, era uma das instituições no mundo greco-romano do primeiro século. Tratava-se do relacionamento entre patrono e cliente em que ambos buscavam benefícios mútuos por meio de compromissos firmados entre ambas as partes. Sêneca, um dos intelectuais do Império Romano, em seu tratado De Beneficiis avaliou a instituição da patronagem como o “vínculo-chefe da sociedade humana”. As pessoas deveriam ter disposição em dar, receber e retribuir os benefícios, esse método não somente igualava as partes como também superava a ação do benfeitor. Nesse sistema, então, “graça” denotava não somente um favor concedido de um patrono benfeitor para favorecer um cliente mas também descreve o retorno desse favor por parte do beneficiado.

Existe maldição hereditária?

A doutrina da “maldição hereditária” continua sendo propagada, embora muitos a rechacem. No que consistem seus erros exatamente?

Existe maldição hereditáriaEntre os anos 1990 e 2000 presenciamos uma verdadeira enxurrada de ensinos heterodoxos no meio do arraial evangélico. O ensino sobre “Maldições de Famílias” despontou como sendo um dos principais. Multiplicava-se pelo Brasil afora seminários e mais seminários enfocando esse assunto. Por mais de uma vez assisti a cultos onde pregadores de renome nacional conclamavam os crentes a “quebrar maldições que estavam sobre suas vidas”. A ideia por trás desse ensino era a crença de que alguma maldição não quebrada estava por trás da falta de prosperidade na vida do crente.

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