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A unção que despedaça o jugo

Como entender Isaías 10.27? Que tipo de unção é essa que “despedaça o jugo”? E que jugo é esse?

A unção que despedaça o jugo“E acontecerá, naquele dia, que as sua carga será tirada do seu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço, e o jugo será despedaçado por causa da unção” (Isaías 10.27).

A Bíblia e a Teologia da Libertação

Gostaria de saber o que é a Teologia da Libertação.

A Bíblia e a Teologia da LibertaçãoEm meio às agitações políticas e sociais do século 20, apareceu na América Latina a Teologia da Libertação como proposta às injustiças, à pobreza e à desigualdade social. O movimento ganhou grandes espaços no universo religioso no Terceiro Mundo, a partir da década de 1950, vindo a ser apelidada de a “cruz política”. Quanto à sua militância, ganhou rapidamente a simpatia da mídia. Nesses países, marcados pela desigualdade social e, paradoxalmente, pelo avanço do Evangelho, os teólogos da libertação encontraram o ambiente perfeito para fermentarem a sua doutrina.

Erros de tradução na Bíblia

Ouvindo um professor de Escola Dominical, ele afirmou que existem erros de tradução na Bíblia. Afinal de contas, existe isso mesmo, erro de tradução na Bíblia Sagrada?

Erros de tradução na BíbliaAntes de responder sobre a existência de erros na Bíblia, é preciso entender o significado de tradução. Em termos comuns, traduzir uma palavra significa interpretá-la e substituí-la por outra que mantenha a mensagem. Por exemplo, “solteiro” pode ser trocado por “não casado”. O objetivo da tradução é transmitir o significado da mensagem original de maneira clara na língua a que se traduz. Pela natureza da atividade de tradução, em que a pessoa interpreta e reapresenta um texto, e pela riqueza das estruturas das línguas, existe mais de uma maneira de se expressar a mensagem do texto, o que pede uma classificação mais abrangente do que a dicotomia “acerto-erro”.

É correto orar em nome da Trindade?

Podemos encerrar uma oração com a expressão “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”?

É correto orar em nome da TrindadeA utilização da supracitada expressão encontra-se especificamente exposta em estilo declaratório por Jesus no capítulo 28 do Evangelho narrado por Mateus. “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mateus 28.18-20).

A ação da apostasia no seio da Igreja

Quais os tipos de apostasia e como elas agem dentro das igrejas?

A ação da apostasia no seio da IgrejaJeroboão, filho de Nebate, entrou para a História Sagrada como o homem que induziu Israel a pecar. Consagrado por Deus para reinar sobre as tribos setentrionais, imaginou ele que os israelitas, ao peregrinarem a Jerusalém a fim de adorar no Santo Templo, colocar-se-iam sob a Casa de Davi. E, assim, o seu reino em breve desapareceria; suposição ímpia e tola. Para contornar um problema religioso (que não existia), Jeroboão criou um fato político: “Tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1 Reis 12.28).

Injusta punição apenas para o homem?

Sobre 1 Coríntios 5.1-12, gostaria de saber: 1. Por que somente o jovem é punido e a mulher não? 2. O pai desse jovem não fazia nada ou a mulher era viúva? 3. A maioria da igreja apoiava a atitude deles e não recebeu punição pela conivência? 4. Será que ela estava sendo estuprada ou forçada a fazer aquilo por uma convenção social coríntia?

Injusta punição apenas para o homemCom a ajuda de Deus, queremos fazer uma rápida abordagem às perguntas elencadas pelo nobre consulente, as quais são muito pertinentes nos dias atuais, quando as orientações divinas estão sendo ouvidadas.

Em primeiro lugar, a expressão “mulher de seu pai”, usada por Paulo no caso em apreço, é um hebraísmo que significa “madrasta”, portanto, não era mãe do indivíduo; e também ele não usa a palavra “adultério”, mas “porneia”, que é uma expressão que abrange todo tipo de imoralidade. Possivelmente ou o pai do jovem havia morrido ou já não convivia com a dita mulher, motivo pelo qual o pai é silente quanto ao envolvimento do moço com a mulher.

Pena capital para moças

Por que, na lei mosaica, uma jovem solteira deveria ser apedrejada caso perdesse a virgindade antes do casamento, conforme parece dizer Deuteronômio 22. 13-21?

Pena capital para moçasNa Antiguidade, o povo de Israel era sujeito a mandamentos e ordenanças que formavam a Lei de Moisés. Dentre as diversas medidas a serem observadas, também existiam as que regulavam o lado social da nação israelita, incluindo a pureza sexual feminina e que protegiam a mulher de uma possível difamação por parte de um marido mal intencionado. Mas o que exatamente prescrevia a lei nacional quanto à pureza sexual da mulher antes de sua noite de núpcias? Se uma jovem solteira perdesse a sua virgindade antes do casamento, deveria ser apedrejada conforme se depreende em Deuteronômio 22.13-21. Entretanto, faz-se necessário entendermos em quais circunstâncias a pena capital era aplicada. Em primeiro lugar, quando uma moça contraía núpcias, e após a primeira noite com o marido, se este a acusasse de ter perdido a sua virgindade antes do casamento, o Grande Sinédrio (composto por 23 anciãos da cidade) era acionado para resolver a questão. Se o pai da moça comprovasse devidamente a virgindade da filha antes do casamento, a mentira perpetrada pelo homem seria descoberta e, de acordo com Deuteronômio 22.17, o marido recebia uma tríplice sentença: 1) era espancado publicamente; 2) tinha que pagar uma multa de 100 ciclos de prata, ou seja, um valor correspondente a 100 meses de trabalho; e 3) não poderia divorciar-se da esposa. Entretanto, se ficasse provado que a mulher não era mais virgem, ela deveria ser morta. Isto fazia com que as moças israelitas fugissem da fornicação, isto porque a castidade tornava-se uma questão de vida ou morte.

O sangue de Jesus e o sangue de Maria

Alguns católicos têm afirmado que uma vez que Jesus foi gerado no ventre de Maria, e sendo Ele humano, logicamente herdou o sangue dela e, desta forma, é correto afirmar que o sangue que Ele derramou na cruz é também o sangue de Maria. Como devemos ver tal argumento?

O sangue de Jesus e o sangue de MariaAtribuir a Maria os atributos da divindade, baseados apenas em conjecturas humanas e contraditórias, pelo simples fato dela ter sido a mãe terrena do Salvador, é um grave erro teológico que desconsidera as vastas evidências das Escrituras que claramente apontam para Jesus como o Filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós (João 1.14), sendo somente Ele, o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Para melhor esclarecer o fato de que o sangue de Maria jamais teve ou terá qualquer poder para perdoar pecados, analisaremos as características da natureza humana e Divina de Jesus, e finalmente o papel que Maria exerceu na vida de Jesus.

É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereço?

Qual deve ser a nossa posição quanto ao uso da cruz? Quem a instituiu como símbolo da Igreja? Seu uso não seria idolatria?

É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereçoNo seu historicismo não havia qualquer sacralidade quanto à cruz. Estudiosos falam sobre aproximadamente seis tipos de cruzes: (1) a cruz simples, contendo um pilar único e uma estaca horizontal; (2) a cruz de Santo Antônio, a qual se configurava na forma de um “T”; (3) a cruz de Santo André, na forma de um “X”; (4) a cruz de São Jorge, contendo apenas dois pedaços de tamanho iguais; (5) a cruz tripla, que eram postas em fileiras, a partir do século V usadas pelos sacerdotes; (6) a cruz latina, crux immissa, que, segundo a tradição cristã primitiva, Jesus foi crucificado nesse tipo de cruz, e a base para tal afirmação deriva da inscrição que nela foi feita (Mateus 27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38).

É proibido o cristão cobrar juros?

O texto que orienta os judeus a não cobrarem juros de seus compatriotas (Deuteronômio 23.19, 20), vale hoje em dia para a Igreja?

É proibido o cristão cobrar jurosO texto de Deuteronômio 23.19, 20 trata do amor prestativo e sociável que deveria distinguir o povo de Deus de outros povos. Esta realidade está descrita também em Deuteronômio 22.1-4, e, tem por finalidade demonstrar que as ações de bondade não podem visar lucro quando seu objetivo busca aliviar a dor de seu irmão. O versículo 19 destaca que os empréstimos eram normalmente feitos com o objetivo de aliviar uma necessidade pessoal e não poderiam ser tratados como oportunidade de lucro ou vantagem entre o povo de Deus. Aqui há um princípio bíblico que orienta não desejar lucro no ato da caridade.

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