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Pena capital para moças

Por que, na lei mosaica, uma jovem solteira deveria ser apedrejada caso perdesse a virgindade antes do casamento, conforme parece dizer Deuteronômio 22. 13-21?

Pena capital para moçasNa Antiguidade, o povo de Israel era sujeito a mandamentos e ordenanças que formavam a Lei de Moisés. Dentre as diversas medidas a serem observadas, também existiam as que regulavam o lado social da nação israelita, incluindo a pureza sexual feminina e que protegiam a mulher de uma possível difamação por parte de um marido mal intencionado. Mas o que exatamente prescrevia a lei nacional quanto à pureza sexual da mulher antes de sua noite de núpcias? Se uma jovem solteira perdesse a sua virgindade antes do casamento, deveria ser apedrejada conforme se depreende em Deuteronômio 22.13-21. Entretanto, faz-se necessário entendermos em quais circunstâncias a pena capital era aplicada. Em primeiro lugar, quando uma moça contraía núpcias, e após a primeira noite com o marido, se este a acusasse de ter perdido a sua virgindade antes do casamento, o Grande Sinédrio (composto por 23 anciãos da cidade) era acionado para resolver a questão. Se o pai da moça comprovasse devidamente a virgindade da filha antes do casamento, a mentira perpetrada pelo homem seria descoberta e, de acordo com Deuteronômio 22.17, o marido recebia uma tríplice sentença: 1) era espancado publicamente; 2) tinha que pagar uma multa de 100 ciclos de prata, ou seja, um valor correspondente a 100 meses de trabalho; e 3) não poderia divorciar-se da esposa. Entretanto, se ficasse provado que a mulher não era mais virgem, ela deveria ser morta. Isto fazia com que as moças israelitas fugissem da fornicação, isto porque a castidade tornava-se uma questão de vida ou morte.

O sangue de Jesus e o sangue de Maria

Alguns católicos têm afirmado que uma vez que Jesus foi gerado no ventre de Maria, e sendo Ele humano, logicamente herdou o sangue dela e, desta forma, é correto afirmar que o sangue que Ele derramou na cruz é também o sangue de Maria. Como devemos ver tal argumento?

O sangue de Jesus e o sangue de MariaAtribuir a Maria os atributos da divindade, baseados apenas em conjecturas humanas e contraditórias, pelo simples fato dela ter sido a mãe terrena do Salvador, é um grave erro teológico que desconsidera as vastas evidências das Escrituras que claramente apontam para Jesus como o Filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós (João 1.14), sendo somente Ele, o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Para melhor esclarecer o fato de que o sangue de Maria jamais teve ou terá qualquer poder para perdoar pecados, analisaremos as características da natureza humana e Divina de Jesus, e finalmente o papel que Maria exerceu na vida de Jesus.

É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereço?

Qual deve ser a nossa posição quanto ao uso da cruz? Quem a instituiu como símbolo da Igreja? Seu uso não seria idolatria?

É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereçoNo seu historicismo não havia qualquer sacralidade quanto à cruz. Estudiosos falam sobre aproximadamente seis tipos de cruzes: (1) a cruz simples, contendo um pilar único e uma estaca horizontal; (2) a cruz de Santo Antônio, a qual se configurava na forma de um “T”; (3) a cruz de Santo André, na forma de um “X”; (4) a cruz de São Jorge, contendo apenas dois pedaços de tamanho iguais; (5) a cruz tripla, que eram postas em fileiras, a partir do século V usadas pelos sacerdotes; (6) a cruz latina, crux immissa, que, segundo a tradição cristã primitiva, Jesus foi crucificado nesse tipo de cruz, e a base para tal afirmação deriva da inscrição que nela foi feita (Mateus 27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38).

É proibido o cristão cobrar juros?

O texto que orienta os judeus a não cobrarem juros de seus compatriotas (Deuteronômio 23.19, 20), vale hoje em dia para a Igreja?

É proibido o cristão cobrar jurosO texto de Deuteronômio 23.19, 20 trata do amor prestativo e sociável que deveria distinguir o povo de Deus de outros povos. Esta realidade está descrita também em Deuteronômio 22.1-4, e, tem por finalidade demonstrar que as ações de bondade não podem visar lucro quando seu objetivo busca aliviar a dor de seu irmão. O versículo 19 destaca que os empréstimos eram normalmente feitos com o objetivo de aliviar uma necessidade pessoal e não poderiam ser tratados como oportunidade de lucro ou vantagem entre o povo de Deus. Aqui há um princípio bíblico que orienta não desejar lucro no ato da caridade.

Espírito mau “da parte de Deus”?

Como entender a expressão bíblica “espírito mau da parte do SENHOR”, conforme vemos registrado em 1 Samuel 16.14?

Espírito mau “da parte de Deus”A controvérsia deste texto está em torno da expressão “espírito mau da parte do Senhor”, conforme a questão formulada. Do ponto de vista do texto hebraico, a expressão trata de um espírito mau vindo de Deus ou enviado por Deus. Na concepção dos israelitas sobre a soberania de Deus, entendia-se que tanto o mal quanto o bem vem do Senhor. Eles consideravam que qualquer bem ou mal que os acometia era oriundo de Deus.

Amizade com herege é possível?

Como entender 2 João, versículo 10? A recomendação apostólica de sequer saudar os hereges também serve para os nossos dias?

Amizade com herege é possívelQuando analisamos o texto bíblico em apreço, encontramos a seguinte perícope: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco os saudeis” (ARC). A Bíblia Viva nos diz o seguinte: “(…) não o convide a entrar em suas casas. Não o apoie de forma nenhuma”. Aparentemente, essa instrução é contra a orientação de Jesus em Mateus 5.44 e Lucas 6.27, que são dois textos que falam sobre o amor devotado aos inimigos e quanto a abençoar os que nos maldizem. Entretanto, elas se referem a situações distintas. Existem orientações bíblicas que exortam o cristão a afastar-se daqueles que causam divisão e dos que negam o poder de Deus (2 Timóteo 3.5; Tito 3.10). Porém, o apóstolo João indica que esse tipo de tratamento deve ser dispensado aos falsos mestres, enganadores, que mentem afirmando comungar conosco a mesma fé cristã, além de visitarem as igrejas para apresentar suas falsas doutrinas.

A Graça e as “três graças” da mitologia grega

Considerando que nos tempos apostólicos o idioma grego era a língua universal e que influenciou na formação dos livros do Novo Testamento, como entender a conexão do verbete “graça” com as “três graças” da mitologia grega?

A Graça e as “três graças” da mitologia gregaA pergunta bem observa a importância de se conhecer o contexto político, social e cultural do período no qual o Novo Testamento foi escrito para entender melhor a mensagem dos escritores bíblicos. A palavra “graça” ou charis no grego, no primeiro século, refere-se a favores concedidos tanto na esfera religiosa quanto na secular.

A patronagem, ou sistema público e privado de benefícios, era uma das instituições no mundo greco-romano do primeiro século. Tratava-se do relacionamento entre patrono e cliente em que ambos buscavam benefícios mútuos por meio de compromissos firmados entre ambas as partes. Sêneca, um dos intelectuais do Império Romano, em seu tratado De Beneficiis avaliou a instituição da patronagem como o “vínculo-chefe da sociedade humana”. As pessoas deveriam ter disposição em dar, receber e retribuir os benefícios, esse método não somente igualava as partes como também superava a ação do benfeitor. Nesse sistema, então, “graça” denotava não somente um favor concedido de um patrono benfeitor para favorecer um cliente mas também descreve o retorno desse favor por parte do beneficiado.

Existe maldição hereditária?

A doutrina da “maldição hereditária” continua sendo propagada, embora muitos a rechacem. No que consistem seus erros exatamente?

Existe maldição hereditáriaEntre os anos 1990 e 2000 presenciamos uma verdadeira enxurrada de ensinos heterodoxos no meio do arraial evangélico. O ensino sobre “Maldições de Famílias” despontou como sendo um dos principais. Multiplicava-se pelo Brasil afora seminários e mais seminários enfocando esse assunto. Por mais de uma vez assisti a cultos onde pregadores de renome nacional conclamavam os crentes a “quebrar maldições que estavam sobre suas vidas”. A ideia por trás desse ensino era a crença de que alguma maldição não quebrada estava por trás da falta de prosperidade na vida do crente.

Jesus era isento de pagar impostos?

O jovem Davi ficou isento de pagar impostos por ter matado o gigante Golias (1 Samuel 17.25), por este motivo o Senhor Jesus ficou livre de pagar o imposto do Templo, pelo fato de ser descendente de Davi (Mateus 17.25)?

Jesus era isento de pagar impostosÉ seguro afirmar que os textos de 1 Samuel 17.25 e Mateus 17.25 não guardam qualquer relação entre si. E isto se diz com diversos fundamentos. O primeiro texto faz referência a uma suposta isenção de natureza civil. Os homens de Israel disseram a Davi, sobre Golias: “Há de ser, pois, que ao homem que o ferir o rei enriquecerá de grandes riquezas, e lhe dará a sua filha, e fará isenta de impostos a casa de seu pai em Israel”. O segundo texto cuida do imposto que era pago ao templo de Jerusalém, portanto, uma obrigação religiosa. São tributos de naturezas distintas.

O estuprador e sua vítima

Como entender Deuteronômio 22.28 e 29, em que a medida disciplinar de um homem que violentasse uma virgem deveria ser o seu casamento com a vítima?

O estuprador e sua vítimaDiz o texto de Deuteronômio: “Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinquenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias” (Deuteronômio 22.28,29). Para entendermos melhor o assunto, devemos reportar-nos aos versículos 23 a 27 do mesmo capítulo. Nesse texto, vemos três casos de relações sexuais ilícitas.

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