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É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereço?

Qual deve ser a nossa posição quanto ao uso da cruz? Quem a instituiu como símbolo da Igreja? Seu uso não seria idolatria?

É correto usar cruz como símbolo ou mesmo adereçoNo seu historicismo não havia qualquer sacralidade quanto à cruz. Estudiosos falam sobre aproximadamente seis tipos de cruzes: (1) a cruz simples, contendo um pilar único e uma estaca horizontal; (2) a cruz de Santo Antônio, a qual se configurava na forma de um “T”; (3) a cruz de Santo André, na forma de um “X”; (4) a cruz de São Jorge, contendo apenas dois pedaços de tamanho iguais; (5) a cruz tripla, que eram postas em fileiras, a partir do século V usadas pelos sacerdotes; (6) a cruz latina, crux immissa, que, segundo a tradição cristã primitiva, Jesus foi crucificado nesse tipo de cruz, e a base para tal afirmação deriva da inscrição que nela foi feita (Mateus 27.37; Marcos 15.26; Lucas 23.38).

É proibido o cristão cobrar juros?

O texto que orienta os judeus a não cobrarem juros de seus compatriotas (Deuteronômio 23.19, 20), vale hoje em dia para a Igreja?

É proibido o cristão cobrar jurosO texto de Deuteronômio 23.19, 20 trata do amor prestativo e sociável que deveria distinguir o povo de Deus de outros povos. Esta realidade está descrita também em Deuteronômio 22.1-4, e, tem por finalidade demonstrar que as ações de bondade não podem visar lucro quando seu objetivo busca aliviar a dor de seu irmão. O versículo 19 destaca que os empréstimos eram normalmente feitos com o objetivo de aliviar uma necessidade pessoal e não poderiam ser tratados como oportunidade de lucro ou vantagem entre o povo de Deus. Aqui há um princípio bíblico que orienta não desejar lucro no ato da caridade.

Espírito mau “da parte de Deus”?

Como entender a expressão bíblica “espírito mau da parte do SENHOR”, conforme vemos registrado em 1 Samuel 16.14?

Espírito mau “da parte de Deus”A controvérsia deste texto está em torno da expressão “espírito mau da parte do Senhor”, conforme a questão formulada. Do ponto de vista do texto hebraico, a expressão trata de um espírito mau vindo de Deus ou enviado por Deus. Na concepção dos israelitas sobre a soberania de Deus, entendia-se que tanto o mal quanto o bem vem do Senhor. Eles consideravam que qualquer bem ou mal que os acometia era oriundo de Deus.

Amizade com herege é possível?

Como entender 2 João, versículo 10? A recomendação apostólica de sequer saudar os hereges também serve para os nossos dias?

Amizade com herege é possívelQuando analisamos o texto bíblico em apreço, encontramos a seguinte perícope: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco os saudeis” (ARC). A Bíblia Viva nos diz o seguinte: “(…) não o convide a entrar em suas casas. Não o apoie de forma nenhuma”. Aparentemente, essa instrução é contra a orientação de Jesus em Mateus 5.44 e Lucas 6.27, que são dois textos que falam sobre o amor devotado aos inimigos e quanto a abençoar os que nos maldizem. Entretanto, elas se referem a situações distintas. Existem orientações bíblicas que exortam o cristão a afastar-se daqueles que causam divisão e dos que negam o poder de Deus (2 Timóteo 3.5; Tito 3.10). Porém, o apóstolo João indica que esse tipo de tratamento deve ser dispensado aos falsos mestres, enganadores, que mentem afirmando comungar conosco a mesma fé cristã, além de visitarem as igrejas para apresentar suas falsas doutrinas.

A Graça e as “três graças” da mitologia grega

Considerando que nos tempos apostólicos o idioma grego era a língua universal e que influenciou na formação dos livros do Novo Testamento, como entender a conexão do verbete “graça” com as “três graças” da mitologia grega?

A Graça e as “três graças” da mitologia gregaA pergunta bem observa a importância de se conhecer o contexto político, social e cultural do período no qual o Novo Testamento foi escrito para entender melhor a mensagem dos escritores bíblicos. A palavra “graça” ou charis no grego, no primeiro século, refere-se a favores concedidos tanto na esfera religiosa quanto na secular.

A patronagem, ou sistema público e privado de benefícios, era uma das instituições no mundo greco-romano do primeiro século. Tratava-se do relacionamento entre patrono e cliente em que ambos buscavam benefícios mútuos por meio de compromissos firmados entre ambas as partes. Sêneca, um dos intelectuais do Império Romano, em seu tratado De Beneficiis avaliou a instituição da patronagem como o “vínculo-chefe da sociedade humana”. As pessoas deveriam ter disposição em dar, receber e retribuir os benefícios, esse método não somente igualava as partes como também superava a ação do benfeitor. Nesse sistema, então, “graça” denotava não somente um favor concedido de um patrono benfeitor para favorecer um cliente mas também descreve o retorno desse favor por parte do beneficiado.

Existe maldição hereditária?

A doutrina da “maldição hereditária” continua sendo propagada, embora muitos a rechacem. No que consistem seus erros exatamente?

Existe maldição hereditáriaEntre os anos 1990 e 2000 presenciamos uma verdadeira enxurrada de ensinos heterodoxos no meio do arraial evangélico. O ensino sobre “Maldições de Famílias” despontou como sendo um dos principais. Multiplicava-se pelo Brasil afora seminários e mais seminários enfocando esse assunto. Por mais de uma vez assisti a cultos onde pregadores de renome nacional conclamavam os crentes a “quebrar maldições que estavam sobre suas vidas”. A ideia por trás desse ensino era a crença de que alguma maldição não quebrada estava por trás da falta de prosperidade na vida do crente.

Jesus era isento de pagar impostos?

O jovem Davi ficou isento de pagar impostos por ter matado o gigante Golias (1 Samuel 17.25), por este motivo o Senhor Jesus ficou livre de pagar o imposto do Templo, pelo fato de ser descendente de Davi (Mateus 17.25)?

Jesus era isento de pagar impostosÉ seguro afirmar que os textos de 1 Samuel 17.25 e Mateus 17.25 não guardam qualquer relação entre si. E isto se diz com diversos fundamentos. O primeiro texto faz referência a uma suposta isenção de natureza civil. Os homens de Israel disseram a Davi, sobre Golias: “Há de ser, pois, que ao homem que o ferir o rei enriquecerá de grandes riquezas, e lhe dará a sua filha, e fará isenta de impostos a casa de seu pai em Israel”. O segundo texto cuida do imposto que era pago ao templo de Jerusalém, portanto, uma obrigação religiosa. São tributos de naturezas distintas.

O estuprador e sua vítima

Como entender Deuteronômio 22.28 e 29, em que a medida disciplinar de um homem que violentasse uma virgem deveria ser o seu casamento com a vítima?

O estuprador e sua vítimaDiz o texto de Deuteronômio: “Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinquenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias” (Deuteronômio 22.28,29). Para entendermos melhor o assunto, devemos reportar-nos aos versículos 23 a 27 do mesmo capítulo. Nesse texto, vemos três casos de relações sexuais ilícitas.

Há poder em nossas palavras?

É verdade que o que nós dizemos em oculto ou mesmo casualmente, pode acontecer? Qual respaldo bíblico para tal idéia?

Há poder em nossas palavrasInicialmente gostaria de ressaltar que não apenas nossas palavras são poderosas, mas também nossos pensamentos o são: “Porque como imaginou na sua alma, assim é” (Provérbios 23.7). Nossos pensamentos são reconhecidos e validados diante de Deus da mesma forma que nossas palavras e atitudes também são.“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos […] todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7.21-23). Jesus ensinou que nossos pensamentos trazem consequências para nossa vida. Basta formarmos uma convicção em nosso interior para sermos responsabilizados pela mesma. O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer disse: “Silêncio diante do mal, torna-se maligno. Deus não nos deixará sem culpa. Não falar, também é falar. Não agir,também é agir” (Bonhoeffer: Pastor, Martyr, Prophet, Spy. By Eric Metaxas). Ou seja, nossas atitudes, mesmo que em pensamentos apenas, nos fazem responsáveis diante de Deus!

O “aferidor de medida” era quem?

O termo aparece em Ezequiel 28.12 e refere-se ao demônio antes de se rebelar contra Deus. É isso mesmo?

O “aferidor de medida” era quemA Bíblia Sagrada, de maneira clara, sempre descreve fatos de cunho inequívoco para nos orientar e nos revelar sua verdade absoluta com a finalidade de nos nortear quanto a nossa vida eterna. Dentre inúmeras passagens, um texto nos chama muito a atenção pela forma profunda como descreve um ser formidável, que fracassou em sua biografia. O assunto em apreço está no livro do profeta Ezequiel 28.12. “Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Tu és o aferidor de medida, cheio de sabedoria e perfeito e formosura” (ARC).

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