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A graça da convivência familiar

A graça da convivência familiarPara início deste artigo, tomo por base o texto de Mateus 10.36, que diz: “Os inimigos do homem serão os da sua própria família”. A ideia do texto citado, segundo a exegética cristã, é enfatizar a realidade daqueles que comprometem o relacionamento familiar quando precisam optar entre Deus e sua família, pois o verdadeiro Evangelho não tem como objetivo trazer discórdia entre pessoas. O ideal de Deus é que toda família seja alcançada pela graça permitindo que o Evangelho produza crescimento na comunhão entre os irmãos a partir de suas próprias casas, nisto compreendemos que Deus constituiu a família a fim de salvá-la e não destruí-la. Ele jamais lutará contra Sua própria criação, sendo mentor de dissensões e discórdias familiares. A finalidade da exposição do texto narrado por Mateus é enfatizar a superioridade do amor a Deus acima de qualquer pessoa, inclusive daqueles que mais amamos, mesmo sendo nossa própria família.

Não provoqueis à ira a seus filhos

Não provoqueis à ira a seus filhosEm nossas igrejas, ainda nos deparamos com pais com uma mentalidade muito arcaica em relação à criação de filhos e, julgando estarem certos, acabam causando distúrbios no processo educacional. Criam filhos emocionalmente fragilizados ou copias fies de um modelo retrógado de educação familiar.

Não bastasse isso, vez ou outra vemos lideres e pregadores contarem histórias de como foram criados e das muitas palmadas que receberam dos pais, falam isso com fortes premissas de que esse é o modo certo de criar e educar filhos. Não quero aqui ser contrário à correção, pois a vejo inteiramente necessária no processo disciplinar de nossos filhos, no entanto, meu propósito é ressaltar quais o limites da disciplina com a vara e a importância de não incidir no erro de pensar que está disciplinando quando, na verdade, está provocando a ira aos filhos.

Transtorno de ansiedade no lar

Transtorno de ansiedade no larTodo ser humano em algum momento da vida experimenta sentimentos de ansiedade em diversos graus, e esses graus variam de pessoa para pessoa. Seja pela espera da tão sonhada bicicleta, pelo início de um novo emprego, pela chegada do primeiro filho, pela mudança de escola, etc. Situações como estas fazem parte do nosso cotidiano e despertam uma reação de tensão natural no organismo. Trata-se de um tipo de alarme do sistema nervoso que é ativado sempre que percebemos uma situação diferenciada. Podemos denominar também como a representação de uma forma de estresse e que pode se manifestar física, social ou emocionalmente.

Por mais curioso que possa parecer, crianças e adolescentes vivem momentos de grande tensão assim como os adultos. E cada dia que passa, temos mais relatos de casos clínicos de crianças com sintomas de transtornos de ansiedade. Podemos citar como um dos fatores que tende a potencializar o transtorno de ansiedade em crianças e adolescentes, o conflito conjugal e porque não dizer familiar.

Com o aumento de casais em crise conjugal ou mesmo divorciados na sociedade contemporânea, as famílias têm sofrido mudanças e diversos danos na homeostase de todos os membros que fazem parte dela, sendo um deles o Transtorno de Ansiedade de Separação. Mas este pode se manifestar também em outras situações de afastamento dos pais dos filhos.

Feridas emocionais ao longo da vida

Feridas emocionais ao longo da vidaÉ importante que todos os pais saibam a grande responsabilidade que possuem na vida de seus filhos também na área emocional e psicológica. Muitos preocupam-se tanto com as questões materiais, financeiras, a formação acadêmica, a saúde, etc. E sem se darem conta esquecem-se que fatores intangíveis são determinantes no crescimento rumo a uma vida adulta saudável.

Alguns problemas vivenciados na infância podem provocar cicatrizes emocionais que determinarão a qualidade de suas vidas quando adultos. Além disso, podem influenciar significativamente na forma como os nossos filhos se relacionarão conosco e com outras pessoas no futuro.

O luto que glorifica a Deus

O luto que glorifica a DeusApesar de ser algo que todos sabem que um dia acontecerá, a morte sempre deixa o ser humano perplexo. É um processo natural da vida, determinado por Deus após a queda do homem: “porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3.19). Então, por que sofremos tanto quando, devido à morte, somos separados de um ente querido? Por que a morte nos espanta tanto?

Sabemos que morte é uma consequência do pecado, não estava no projeto inicial do Criador, então o ser humano não foi criado para enfrentar este momento. É com pesar que assistimos todos os dias, nos noticiários ou pessoalmente, filhos chorando por seus pais, cônjuges chorando pela ausência da pessoa amada e a dor dilacerante de pais que, contrariando a ordem natural da vida, enterram seus filhos. Para os que ficam resta a saudade e o luto. Mas como a família deve viver este período, que é tão natural quanto à própria vida?

Muitos acreditam que o cristão não deve viver este momento de luto e lágrimas, pois caracteriza “falta de fé”. Porém, este é um pensamento equivocado, que traz ainda mais sofrimento àqueles que choram por um ente querido. Não podemos agir assim. Mesmo cristãos, somos humanos! O próprio Senhor Jesus Cristo chorou a morte de seu amigo (João 11.35).

“Este ano será diferente!”

“Este ano será diferente!”Todo final de ano é assim: as pessoas se permitem refletir sobre como foi o ano, em uma espécie de balanço interior, e algumas, após essa reflexão, acabam deprimidas ao perceberem que muito pouco ou quase nada mudou em suas vidas. É nesse momento que surge o pensamento: “Este ano será diferente!”.

O final ou início de ano sempre mexe com as emoções, fazendo com que revivamos experiências da nossa infância e das nossas relações familiares, independente se elas tenham sido boas ou más. Algumas pessoas se deprimem quando recordam de situações traumáticas, como alcoolismo na família, perdas importantes etc. Outras até entram em um estado de euforia, como se fossem aquela criança com suas boas lembranças e a sensação do esplendor das festas, em um processo lúdico. Algumas passam por euforia no sentido de que o ano está acabando, e em suas mentes buscam deixar para trás o dia 31, almejando ansiosamente os 365 dias do novo ano, acreditando assim que as novas possibilidades chegarão e tudo será diferente. Decidem assim que, a partir do dia 1º, tudo será diferente, quando sabemos que essa mudança de 2016 para 2017 é uma mera troca de nosso calendário gregoriano. Há pessoas que utilizam dos mecanismos de defesa da mente – como o da negação – para não entrarem em contato com seu próprio eu interior. Assim, cada pessoa reage de maneira diferente.

Enfrentando o bullying nas escolas

Enfrentando o bullying nas escolasNa Espanha 70%, das crianças em idade escolar já foi vítima de alguma forma de bullying, tanto na vida real quanto na Internet. O número é assustador em diversos países da Europa, América Latina, incluindo no Brasil. Especialistas afirmam que esse tipo de assédio já se tornou comum em todas as sociedades humanas. Por isso é preciso que os pais estejam atentos e que as escolas aceitem que esse problema é real, pois só assim poderão implementar medidas para a prevenção desse tipo de abuso.

Bullying que chocou o mundo

Aos 3 anos de idade ,Bethany Thompson foi diagnosticada com tumor cerebral, e foi nessa idade que a sua luta contra o câncer começou. Ela teve que passar por vários tratamentos médicos, incluindo a quimioterapia, e embora tenha se livrado do câncer em 2008, o tratamento acabou causando danos em seus nervos do rosto que mudaram o sorriso da menina. Então, mesmo a família tendo vencido a luta pela vida de Bethany contra o câncer, a pré-adolescente tornou- se vítima fatal de bullying.

Bethany morava em Ohio, era estudante da sexta série do ensino fundamental e suicidou -se no último semestre de 2016. O pai da menina chamou a ambulância, mas já era tarde demais. Segundo os policiais, Bethany havia encontrado uma arma escondida em sua casa e atirou em si mesma. Wendy, a mãe de Bethany, disse que nunca havia contado aos filhos onde a arma estava e sempre a mantivera em um local seguro. “Bethany sempre será uma lembrança constante em nossas vidas. Sinto que há um espaço vazio dentro de mim que nunca será preenchido”, disse Wendy. “Ela era a minha princesa, minha vida girava em torno dela”, disse o pai de Bethany, Paul Thompson.

Filhos como flechas em direção ao alvo

Filhos como flechas em direção ao alvoEm Salmos 127.4, a Bíblia diz que “como flechas na mão do guerreiro são os filhos nascidos na sua juventude”.

Imaginemos o contexto: um arqueiro, seu arco e suas flechas. O que lhe falta? A resposta é: um alvo. Dentro da perspectiva do texto bíblico acima, Deus orientou-me a meditar sobre cada elemento desse contexto. Vejamos:

Flechas (filhos) – Assim como flechas não nascem prontas, mas são preparadas, moldadas e lapidadas, também nossos filhos não nascem prontos para a vida. Como pais, nós temos a grande responsabilidade de prepará-los. Desta forma, desde o primeiro passo à conquista de um canudo [formação universitária] ou emprego, nossos filhos estarão sempre sendo preparados. Preparar uma flecha não é tarefa fácil. Assim é com os filhos. A cada dia a sociedade nos desafia com seus valores relativos. O mundo atual é mais social e participativo que dantes, por isso cada vez mais nossos filhos estarão expostos a vulnerabilidades variadas.

No contexto pós-moderno em que vivemos, nossos filhos são desafiados diariamente em suas vidas sociais através da mídia e da sociedade para a relativização dos valores cristãos ensinados pela Palavra de Deus.

Como não perder os filhos na adolescência

Como não perder os filhos na adolescênciaOs filhos são herança do Senhor (Salmos 127.3). Bebês são mais fáceis de cuidar, é uma fase muito gostosa. Depois, vem o momento de irem para a escola, interagirem com novas realidades e pessoas, e aí começamos a perder um pouco o “controle” sobre eles. Já na adolescência, os desafios aumentam, são explosões de mudanças e muitos pais não sabem mais como agir, nem como lidar com os próprios filhos. Este artigo tem como objetivo trazer algumas dicas para amenizar as dificuldades dessa transição, tornando-a saudável e levando pais e filhos a entenderem que esse é um período para aprendizagem e comunhão.

Adolescência vem de adolescentia, que significa período de crescer, de desenvolver-se. Nessa fase, acontecem grandes mudanças físicas (puberdade). Ao falar sobre a síndrome normal da adolescência, Knobel (1981) defende que, como os adolescentes atravessam normalmente desequilíbrios e instabilidades externos que os obrigam a recorrer ao uso de defesas e comportamentos também externos, é possível falar de uma “patologia normal” do adolescente. Os sintomas são procura de si mesmo, formação de grupo, necessidade de fantasiar e intelectualizar, crise religiosa, desorientação temporal, atitudes sociais reivindicatórias, rebeldia, separação progressiva dos pais, e flutuação do humor.

Dependência parental no casamento

Dependência parental no casamentoPor livre vontade, centenas de pessoas se unem com um (a) parceiro (a) todos os dias. Segundo o último censo do IBGE, mais de 56 milhões de homens e mulheres são casados no Brasil. A indústria do casamento movimenta mais de 15 bilhões de reais por ano.

Estes dados ilustram bem quantas pessoas se dedicam a fazer um projeto de casamento e quanto elas estão dispostas a investir na noite de celebração. Mas, o que acontece depois da festa? Depois da lua de mel? Depois dos primeiros meses, em que tudo é uma grande novidade? Vem a rotina, o dia a dia comum, as responsabilidades, as diferenças e as heranças familiares.

E é nesta fase que os recém-casados começam a entender que o casamento verdadeiro nada tem a ver com festa, bolo e fotos. Mas sim com relacionamentos, atritos, divisão de tarefas domésticas, cumplicidade, diversão em família, aproximação com os sogros e cunhados, prestação de contas, e claro, amor e desejo.

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