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Pentecostalismo e ascensão social

Pentecostalismo e ascensão socialAo abordamos o pentecostalismo, articulamos a respeito de um movimento que possui dois “marcos históricos”, que nos remetem ao início do século 20. O primeiro na cidade de Topeka, Kansas, numa Escola Bíblica de Obreiros, liderada por Charles Parham, sob o tema: “As evidências do Batismo no Espírito Santo”. O outro, onde o movimento se popularizou, na Rua Azuza, Los Angeles, Califórnia, através da liderança do pastor negro, filho de escravos, Willian Seymour. Ali foi o epicentro do avivamento que se espalhou para outras cidades e nações. Nessa época foram batizados os pioneiros pentecostais Daniel Berg e Gunnar Vingren.

Além disso, duas das doutrinas pentecostais merecem destaque: a contemporaneidade dos dons espirituais e a ênfase no falar em línguas estranhas, como evidência do batismo no Espírito Santo. De acordo com R. L. Brandt: “No batismo com o Espírito Santo, é uma introdução ao sobrenatural e uma evidência para quem recebe, e também para os outros, de que realmente houve o batismo.”1 Este batismo é “um dom, por definição, não é concedido por base no mérito.”2 Outrossim, tais experiências sempre ocorreram durante a história da igreja, mas com menor ênfase, logo as experiências conhecidas do pentecostalismo, antecedem os “marcos históricos” de Topeka e Rua Azuza. Portanto, em consonância com o pastor César Moises, “muito embora as pessoas relacionem o acontecimento da Escola Bíblica Betel, como marco do Moderno Movimento Pentecostal, vale lembrar que as manifestações antecedem, em muito tempo, tal ocorrência.”3

A necessidade de ser puro

A necessidade de ser puroNa Bíblia, encontramos a palavra pureza várias vezes, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento. Analisando o termo “Kázaros”, do grego, vemos a definição de várias situações que indicam pureza.

Reflitamos sobre a roupa suja que foi lavada. Quanto mais tempo uma roupa é usada, mais suja e, portanto, de uma lavagem mais intensa ela precisa. No que se refere à vida espiritual, todos nós temos roupas espirituais. Antigamente, antes de Jesus vir ao mundo para morrer na cruz, os judeus ofereciam sacrifícios de animais para que seus pecados fossem cobertos e a ira de Deus não caísse sobre eles. Mas, hoje, podemos contar com o poderoso sangue de Jesus que é o único, e suficiente, meio para purificação das nossas vestes espirituais (1 João 1.7). Nós não temos a capacidade de auto purificar-nos, porém, há alguns passos que são de nossa responsabilidade.

Jesus nasceu e está vivo

Jesus nasceu e está vivo“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).

“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5.2).

“E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, e perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo” (Mateus 2.1,2)

“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2.10,11)

Preparando a Igreja para o Arrebatamento

Preparando a Igreja para o ArrebatamentoEm 23 de julho de 2017, comecei escrever a mensagem do Requerimento do Senhor Jesus no tocante à Revitalização Doutrinária da Igreja no Brasil e no Exterior onde temos missionários, o qual foi apresentado e aprovado na 40ª AGO da CGADB de 12 a 14 de abril de 2011 em Cuiabá (MT).

Nos anos de 2009, 2010 e 2011, o Senhor me inquietou para que eu falasse aos pastores de Cuiabá, de todo o Estado de Mato Grosso, de todo Brasil e no Exterior onde temos missionários, no sentido de ensinar a Palavra de Deus com todos os detalhes que ela impõem. Exemplo: Sã doutrina, os usos e bons costumes que a Bíblia ensina, e a prática da santificação para pastores e obreiros em geral, obviamente; e para toda a Igreja, cada um por sua vez. Exemplo: “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente; antes, seja sarado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12.12-17).

Salvação: misericórdia e graça

Salvação - misericórdia e graçaAo escrever a carta aos Romanos, até o capítulo 11 o apóstolo Paulo discorre acerca da Graça de Deus. A partir do capitulo 12 vem o ensino prático para o nosso cotidiano. Paulo começa este capítulo com um pedido aos crentes romanos: que eles apresentassem a sua vida de forma santificada ao Senhor.

Entendamos alguns conceitos:

Graça – é receber o que eu não mereço: o favor de Deus, sem mérito algum nosso.

Ninguém conhece melhor o coração do homem do que Deus, pois além de nos ter criado, Ele viveu como homem. Ele experimentou as emoções humanas, porém sem pecado.

Paulo também deixou registrado: “pois diz o Senhor a Moisés: compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia” (Romanos 9.15).

Quando foi a primeira manifestação da misericórdia divina na terra? No jardim do Éden, após a queda do primeiro homem. A santidade de Deus não combina com o pecado. O pecado afasta o homem da comunhão com Deus.

As ameaças da Coreia do Norte

As ameaças da Coreia do NorteHá um país, até pouco tempo desconhecido por grande parte do mundo ocidental, que nos últimos meses tem se tornado presença constante em nossos noticiários: a Coreia do Norte. A origem deste país remonta ao período posterior à Segunda Guerra Mundial; com a polarização do mundo sob a influência dos conflitos político-ideológicos entre EUA e a extinta União Soviética, houve um cisma no interior da então unificada Coreia. O paralelo 38º foi assumido como limite geográfico separando os dois novos territórios nascentes: o sul capitalista e o norte socialista.

A formação das duas novas nações deu-se mediante forte conflito que perdurou naquela área entre os anos de 1950 e 1953, mas desde 1948, sob a influência direta dos EUA e da China – grande apoiadora dos soviéticos na região, as tensões já estavam estabelecidas. Somente após a morte de mais de 4 milhões de pessoas, entre militares e civis de ambos territórios, os países resolvem assinar um armistício, o qual persiste precariamente até hoje como sendo o único instrumento legal que impede a eclosão de um conflito que de fato nunca cessou na região.

Chamados a sair do ninho

Chamados a sair do ninhoHá uma grande relação entre ser pentecostal e fazer missões. Dificilmente alguém cheio do Espírito Santo pode olhar para a condição espiritual dos não salvos e não sentir compaixão, não despertar o interesse pela salvação deles e deixar passar as oportunidades de apresentar o sacrifico de Cristo como único meio de ir ao Céu.

Não faz sentido vivermos “cheios” com tantos “vazios” por perto. O missionário britânico David Livingstone resumiu a missão de Jesus assim: “Deus fez de seu único filho um missionário”. Ninguém jamais experimentou a plenitude do Espírito como nosso Salvador, e Ele a usou em missões (Atos 10.38).

A unção que estava sobre Cristo, o levava a cumprir Seu chamado (Isaías 61.1-3). Antes de fazer de seu filho um missionário, Deus o capacitou. Lucas faz menção da unção sobre Jesus de Nazaré (Atos 10.38). Talvez a expressão mais humilde para descrever a pessoa de Jesus, na ótica humana, é mencionar o lugar onde cresceu ao lado de seus pais, em Nazaré. Pois o missionário vindo de Nazaré era o Escolhido.

Como somos vistos pela igreja

Como somos vistos pela igreja“E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.13-16).

Jesus destaca duas situações nesse diálogo com os Seus discípulos. Em primeiro lugar, quer saber o que as pessoas em geral pensam a seu respeito. Na resposta, entendemos que Jesus era visto e tido como um profeta nomeio do povo. Ou seja, mesmo os escribas e fariseus não o considerando e nem o respeitando, o povo respeitava a Sua autoridade espiritual.

Na segunda pergunta, Jesus quer saber como Ele era visto pelos Seus discípulos, que conviviam diuturnamente com Ele. A resposta foi maravilhosa e Jesus se agradou dela. O apóstolo Pedro disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Reforma e pentecostalismo

Reforma e pentecostalismoTradicionalmente remonta-se a origem do pentecostalismo ao avivamento norte-americano do século 20. No entanto, esta assertiva falha coma história e falta com a verdade. O Movimento Pentecostal tem analogia com o evento registrado no livro de Atos dos Apóstolos. Cinquenta dias após a ressurreição de Cristo, ao cumprir-se o dia da Festa do Pentecostes, os discípulos reunidos no cenáculo “foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas” (Atos 2.4). Portanto, o pentecostalismo nasceu concomitantemente com a Igreja.

Em relação ao legado da Reforma, os antecedentes da redescoberta do pentecostalismo estão relacionados com o puritanismo inglês e o pietismo alemão. Já no século 16, os ingleses desejavam “purificar” a Igreja protestante da Inglaterra. Requeriam um culto sem pompa, mais simples, espiritualizado e centrado na pregação da Palavra. O maior pregador foi Jonathan Edwards (1703-1758) que se tornou conhecido pelo sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. Na Alemanha dos séculos 17 e 18, o pietismo “reiterava o tema de que a reforma doutrinária iniciada por Lutero precisava ser consumada por uma nova reforma da vida”.1 Os petistas ressaltavam a experiência pessoal com Deus e a busca pela santificação. Em 1675, o pastor luterano Philipp Spener (1635-1705) publicou a obra “Pia Desideria” (“Desejos Piedosos”), cujo título originou o termo “petistas”. Spener denunciava o formalismo e o cristianismo nominal e condenava a falta de crença na iluminação divina do Espírito Santo. Tais movimentos influenciaram a vida e a teologia do inglês John Wesley (1703-1791) e deram origem ao metodismo. Liderados por Wesley os metodistas ensinavam a necessidade da santificação e a existência de uma segunda obra da graça que mais tarde passou a ser identificada como sendo o batismo no Espírito Santo.2

Soli Deo Gloria: Só a Deus a glória

Soli Deo Gloria - Só a Deus a glóriaO princípio protestante “Soli Deo gloria” objetivou conduzir o cristão a voltar-se única e exclusivamente a Deus, principalmente porque a igreja medieval estava literalmente dividindo-a, colocando não somente os “santos”, mas também sua liderança no mesmo nível do próprio Deus.

Esse slogan da Reforma trata direta e fundamentalmente do assunto da glória que somente Deus deve receber, e uma boa e correta compreensão deste assunto requer que o mesmo seja dividido em duas partes.

1) A glória de Deus em relação a Ele mesmo – Sobre o alvo de Deus manifestar Sua glória, Joel R. Beeke afirma: “Ele manifesta a sua glória em tudo que faz, mais notavelmente em revelar sua excelência moral às suas criaturas e evocar o louvor delas por sua beleza e pelos benefícios que lhes outorga (cf. Efésios 1.3). A glória de Deus é aquilo que o faz parecer glorioso aos anjos e aos homens” (BEEKE, p. 163).

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