Arquivos da Categoria: Apologética

Fazendo-se autoridade por si mesmo

Fazendo-se autoridade por si mesmoPara se entender resumidamente este assunto é oportuno observar, como ponto elucidativo, o que a Bíblia informa a respeito da unção divina, fator que envolve, fundamentalmente, a ação do Espírito Santo sobre os salvos (não confundir com a generalização de evangélicos) que, de modo geral, recebem de Deus a “unção do Santo” (1 João 2.18-27), os capacitando a porem em prática o plano da salvação, conhecerem a diferença e polarização entre os dois reinos, de natureza e poderes opostos, conforme Jesus denunciou em Lucas 11.18 e 20, e serem ensinados a se comportarem diante da realidade pecaminosa do mundo, constatada nas Escrituras, sustentados com poder, conforme está escrito: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1.12a). Não obstante alguns crentes serem leigos, carentes de maior conhecimento teológico, o Espírito Santo sabiamente ilumina o entendimento de todos, indistintamente, sobre o que significa “a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que agrada e não agrada a Deus” (Malaquias 3.18), além de estimulá-los ao culto, testemunho, evangelismo e serviço, edificados como “casa espiritual, sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pedro 2.5), e isso seria impossível não fora essa maravilhosa ação divina na vida de cada crente.

A mídia precisa começar a ler a Bíblia

A mídia precisa começar a ler a Bíblia“Nova descoberta arqueológica contradiz a Bíblia” – eu direi porque manchetes como esta valem a pena serem revisadas pelos meios de comunicação constantemente. Ouvimos muito sobre “Fake News” (“Notícias Falsas”) dos grandes meios de comunicação neste ano, e em agosto fomos alvos de mais uma enxurrada de falsas novidades, voltadas para a confiabilidade da Bíblia. Um estudo publicado no “American Journal of Human Genetics” informou que o DNA dos cananeus, de 3.700 anos atrás, permanece estreitamente igual ao do libanês moderno. Em outras palavras, um grande povo bíblico está vivo e bem, ainda vivendo na região!

Foi uma confirmação emocionante da história da Bíblia. Mas, para uma dúzia de meios de comunicação importantes, foi precisamente o contrário. “Estudo refuta a sugestão da Bíblia de que os cananeus antigos foram exterminados”, anunciou o jornal “Telegraph” do Reino Unido.

A Pós-Modernidade e o Pentecostalismo

A Pós-Modernidade e o PentecostalismoO fatalismo, a irresponsabilidade e “o quanto pior, melhor”, com o erroneamente já foi propalado, não são as maiores marcas do pentecostalismo em termos de futuro, e sim a fé, a esperança e o amor (1 Coríntios 13.13). Fé, e não crença. Esperança, e não utopia. Amor, e não assistencialismo ativista. Sim, as virtudes teologais estão amalgamadas e visceralmente entranhadas na perspectiva pentecostal. O que significa fé, esperança e amor numa “perspectiva pentecostal”? São práticas e não alongadas discussões sobre a melhor definição de cada uma delas.¹ Os exemplos são inúmeros, mas o maior e melhor deles foi quando após o desencanto com o melhoramento gradual do mundo através da instrumentalização racionalística, em cumprimento à Grande Comissão (Mateus 28.19,20), os pentecostais se lançaram a ganhar vidas para Jesus, pois desde as duas grandes guerras a visão teológica protestante que predominava desde o século 17 — do melhoramento gradual e progressivo do mundo— entrou em declínio e em “alerta vermelho” de extinguir-se. Tal visão, por demais linear e positivística, não aventava a inegável ocorrência de retrocessos e involuções, isto é, mesmo na absorção e em sua apresentação secularizada, estes não foram previstos.² Portanto, desde então, diz Tomáš Halík, a “religião que está agora desaparecendo [é a que] tentou eliminar os paradoxos da nossa experiência da realidade”, entretanto, completa o mesmo autor, “a fé para a qual estamos amadurecendo, uma fé pascal, ensina-nos a viver com paradoxos”.³ Como se verá, tal fé, por sua importância contextual, é considerada imprescindível na perspectiva pentecostal, sobretudo, quando comparada com duas outras opções teológicas — diametralmente opostas —, sendo a primeira delas de expressão protestante e, a segunda, de expressão católica.

Jugo desigual com os infiéis

Jugo desigual com os infiéisAinda que seja comum chamar de “jugo desigual” casamentos mistos ou namoros de cristãos com pessoas não salvas, o sentido desse termo neotestamentário é muito mais amplo e abarca todos e quaisquer tipos de comunhão com os incrédulos (2 Coríntios 6.14-18). Prender-se a um jugo desigual com infiéis é um ato que decorre de amar o mundo e conformar-se com ele (cf. 1 João 2.15-17; Tiago 4.4; Romanos 12.1,2 e João 15.19), já que o contrário disso é ser santo, isto é, separar-se de prazeres carnais (Hebreus 11.24-26 e João 15.19), de companheiros mundanos (Hebreus 7.26 e Isaías 6.1-8) e também de alianças prejudiciais à comunhão com Deus (2 Coríntios 6.16-18 e Ezequiel 22.26).

Neste início de milênio, pelo menos quatro acontecimentos nos têm feito refletir sobre alianças com quem propaga heresias. Primeiro, a realização de cultos em igrejas evangélicas com a presença de conhecidos hereges, como o “reverendo” Moon, que dizia ter nascido para concluir a obra que Jesus não conseguiu consumar! Segundo, a participação de famosos cantores evangélicos em megaeventos da Igreja Católica Apostólica Romana. Terceiro, os constantes convites de programas televisivos mundanos a astros do mundo gospel, os quais, por sua vez, exercem influência sobre cristãos incautos. Quarto, o apoio de líderes, pregadores e cantores pretensamente ortodoxos a grupos unicistas — que negam abertamente a doutrina da Trindade —, bem como a milagreiros, propagadores de heresias e modismos pseudopentecostais.

A doutrina da encarnação do Verbo

A doutrina da encarnação do VerboA doutrina da justificação é o artigo de fé cuja compreensão constitui-se o meio pelo qual a Igreja mantém-se de pé ou desaba. A Cristologia, analogamente, é a doutrina cuja compreensão determinará a continuidade ou a anulação do cristianismo. A doutrina bíblica, em determinados contextos, como, por exemplo, a encarnação, tem que ser compreendida pelo chamado método estruturalista. A essência desse método diz que o particular está subordinado ao todo. Em termos hermenêuticos, diríamos: um dado texto deve ser interpretado à luz do contexto, ou seja, um dado texto deve ser compreendido à luz do texto todo. O evento da encarnação deve ser visto à luz do propósito final da criação. O propósito final de Deus com relação ao homem constitui-se, pois, a noção de totalidade. E esse propósito final de Deus com relação ao ser humano está expresso na revelação divina, ou seja, nas Sagradas Escrituras.

Um crente salvo pode apostatar-se?

Um crente salvo pode apostatar-seA apostasia é uma realidade indubitável ao longo da história, embora para muitos ela não seja possível para um cristão verdadeiramente salvo. O termo apostasia no original grego é apostasis, significa o abandono deliberado e premeditado da fé em Cristo. “É o ato de uma pessoa renegar a sua fé” (SCHÜLER). Para alguns teólogos, a apostasia de um crente salvo não é possível. Pois se um cristão apostatou-se da fé, é porque nunca foi salvo, pois uma vez salvo, salvo para sempre.

No entanto, a Bíblia como nosso manual de regra, fé e prática, nos mostra que é possível sim, um cristão salvo apostatar-se. O texto bíblico nos faz fortes advertências em relação a sua possibilidade. Paulo ao escrever sua primeira carta ao jovem pastor Timóteo, declara: “Mas o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, atendendo a espíritos enganadores e a doutrina de demônios” (1 Timóteo 4.1 – TB). Observemos que o eminente apóstolo, não apenas mostra que ela seria uma realidade, mais aponta dois fatores que podem levar o cristão à apostasia: obedecer a espíritos enganadores e a doutrina de demônios.

O cristão bíblico e a quaresma católica

Para entendermos melhor o tema deste artigo, temos que levar em consideração algumas palavras do tema, como “cristão” e “quaresma”.

O cristão bíblico e a quaresma católicaCristão versus Quaresma

Quando o Evangelho foi pregado aos gentios em Antioquia, os discípulos haviam caminhado até à Fenícia, Chipre e Antioquia por causa da morte de Estêvão (Atos 7.55-60), que fora apedrejado fora da cidade, enfurecendo a turba que clamava com grande voz, tapando os ouvidos, quando dizia: “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem que está em pé, à mão direita de Deus” (Atos 7.56).

Barnabé fora enviado pela igreja de Jerusalém a Antioquia, depois partiu para Tarso a encontrar Paulo. Achando-o, o conduziu para Antioquia. Lá, foram os discípulos chamados, pela primeira vez, CRISTÃOS.

Mas afinal, o que significa a palavra cristão? O apóstolo Pedro a usa na sua carta primeira (4.16; “Mas se padecer como cristão…). Paulo, em Atos 26.28, relata quando o rei Agripa lhe diz: “Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão”.

Sempre se ouve alguém dizer: “Não sou cristão, sou católico da religião de meus pais”. Esses, às vezes, sãos os que se tornam um devoto nominal. Existe uma distinção chave entre católicos e cristãos: é a visão da Bíblia. Os católicos veem a Bíblia como a suprema autoridade de fé e prática, enquanto os cristãos afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus. Os católicos insistem em dizer que a Bíblia apenas contém a Palavra de Deus.

Mentirosos semelhantes aos gibeonitas

Mentirosos semelhantes aos gibeonitasEstamos atravessando dias difíceis, como disse o apóstolo Paulo em sua segunda carta escrita e endereçada a seu filho na fé, Timóteo, no capítulo três e versículo primeiro, onde lemos: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. A cada dia o “evangelho” conveniente que vem agradando uma massa de expectadores cada vez maior, vai tomando conta nos corações das pessoas que por não terem uma fé balizada na Palavra de Deus, retrata o que Jesus afirmou em Seu Evangelho, registrado pelo evangelista Mateus, que diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22.29).

Com o advento do Neopentecostalismo, percebemos uma enxurrada de heresias e modismos produzidos por igrejas que não primam pela Palavra de Deus, mas vivem baseando suas crenças nas entranhas da confissão positiva e no evangelho da prosperidade. Sendo assim, vem contrariando os fundamentos da Palavra de Deus, que com suas doutrinas imutáveis produzem a verdadeira fé no filho de Deus, nosso amado Senhor Jesus Cristo.

O que é o MDA e por que preocupa

O que é o MDA e por que preocupaDe modo geral, as igrejas evangélicas têm adotado dois modelos de discipulado. O primeiro, ortodoxo, prioriza o Evangelho e emprega os “ultrapassados” cultos de ensino, Escola Dominical e cursos teológicos. Já o segundo, heterodoxo, prega “outro evangelho”, à base de pragmatismo e utilitarismo, e mescla verdades bíblicas com filosofias antropocêntricas, apesar de utilizar uma metodologia “mais eficaz”, que atende aos anseios do mundo pós-moderno. A “visão celular” — mais conhecida pelas siglas G12, M12 ou MDA — faz parte do modelo heterodoxo, visto por muitos como uma “quebra de paradigmas” e, ao mesmo tempo, um retorno aos princípios da igreja de Atos dos Apóstolos.

O MDA (Modelo de Discipulado Apostólico) se baseia no tripé: células, encontros e discipulado um a um, que é uma microcélula ou “coração da célula”, já que discípulo e discipulador fazem parte da mesma célula. E, embora seu fundador afirme que Deus lhe deu um modelo exclusivo para o Brasil, trata-se de uma espécie de G12. Ele mesmo admitiu que, ao estudar “diferentes modelos de igreja em células, observando-os de perto e gastando tempo com os líderes envolvidos em sua prática, encontramos vários bons modelos, como o […] ‘Modelo do Governo dos 12’, do pastor Cesar Castellanos, da Colômbia” (HUBER in ZIBORDI, 2016). Em essência, esses modelos são gêmeos e, de modo patente ou latente, propagam a Teologia da Prosperidade, a Confissão Positiva etc.

A macabra festa das Ñatitas na Bolívia

A macabra festa das Ñatitas na BolíviaEm 8 de novembro, os cemitérios em La Paz e em El Alto, na Bolívia, recebem a visita de milhares de pessoas. Trata-se do dia em que muitos bolivianos saem às ruas com suas caveiras para comemorar o dia das “ñatitas” – diminutivo da palavra ñata ou ñato, que significa pessoa que não tem nariz. Olhando rapidamente, pode parecer uma mera prática macabra, observando com mais atenção, no entanto, a festa releva algo mais complexo. É entender o que a Bíblia revela sobre a interação com os mortos, é pensar na maneira como devemos apontar tradições pecaminosas que prejudicam o nosso relacionamento com Deus e ao mesmo tempo valorizar a cultura local.

Uma tradição entre os aimaras, os crânios são mantidos em casa durante todo o ano em caixas ou bandejas, as pessoas enfeitam-nos com chapéus, óculos, flores, joias e outros. Algumas pessoas possuem uma caveira; outras, cinco, ou cinquenta. É lhes construído um santuário domiciliar onde recebem ofertas, assim, os crânios só saem no dia festa para celebrar. De acordo com a crença aimara, no dia 8 de novembro, a alma da caveira regressa ao mundo dos vivos para protegê-los, e em troca da proteção que dura o ano inteiro, os vivos celebram a caveira guardiã com missas, vela, dança, música, folhas de coca, álcool e cigarro.

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