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Declaração ou profecia?

Declaração ou profeciaHoje em dia é possível ver de tudo um pouco nos arraiais evangélicos: desde bizarrices a sandices em nome da fé e da manipulação das massas. A moda agora, embora não seja nenhuma novidade, é a famosa frase dita por pregadores evangélicos: “vire para o seu irmão e profetize”. Embora, a meu ver, interagir com o ouvinte não seja de todo ruim, classificar como profecia tais palavras é perigoso demais. Geralmente tais falas, são oriundas da falta de conteúdo bíblico do pregador durante a exposição da mensagem. Para preencher tempo e envolver emocionalmente a plateia, esses preletores lançam mão dessas táticas e falas que na sua maioria, servem apenas para provocar emoções e frenesi na assistência.

O trato com as heresias e os hereges

O trato com as heresias e os heregesA Igreja do Senhor existe há mais de dois mil anos, passando por provações, lutas, perseguições e vitórias. Desde a sua fundação, surgiram várias linhas teológicas, doutrinas, pensamentos, interpretações e heresias, cada uma mais absurda que a outra. Tentativas de inserir livros não canônicos como regra de fé aos cristãos e argumentos baseados em experiências espirituais pessoais estão entre os problemas enfrentados. Sempre que surgia uma nova doutrina, era quase sempre para se adequar aos interesses do povo ou do líder em geral.

As ordenanças da Ceia e do Batismo

As ordenanças da Ceia e do BatismoDurante o período da Idade Média, a Igreja Católica, por ocasião do Concílio de Constança em 1415, suspendeu aos fiéis a participação do vinho por ocasião da celebração da Ceia do Senhor (Eucaristia). Pouco mais de 100 anos após este Concílio, em 1519, o reformador alemão Martinho Lutero (1483- 1546) publicou alguns sermõesSobre os sacramentos. Neles, o reformador apontou o erro em não servir o cálice aos servos de Cristo. No dia 6 de outubro de 1520 em sua obra Do cativeiro babilônico da Igreja, Lutero dedicou-se, entre outros temas, a defender a participação dos leigos no partir do pão e absorção do vinho por ocasião da Ceia do Senhor. Neste escrito, o reformador desfez exegeticamente as teses contrárias, estabeleceu comunhão do pão e do cálice para todos os crentes e concluiu:

“Mateus, Marcos e Lucas concordam entre si que Cristo teria dado todo o sacramento a todos os seus discípulos, e é certo que Paulo tenha dado as duas espécies; de modo que nunca houve alguém tão desavergonhado ao ponto de afirmar outra coisa […] É ímpio e tirânico negar ambas as espécies aos leigos, nem esta nas mãos de anjo algum e menos ainda do papa e de qualquer concílio”.

A visão evangélica sobre Maria

A visão evangélica sobre MariaO Evangelho de Lucas inicia-se contando um pouco da mulher mais Agraciada que já existiu na face da terra. Maria era uma camponesa simples que como outra qualquer, tinha os seus afazeres domésticos, mesmo a sua família e toda a nação de Israel estando debaixo do poder de Roma, imperialisticamente o povo estava dominado.

E Herodes querendo ganhar a confiança dos Judeus, logo tratou de professar a fé judia, para que fosse favorável aos judeus. Concomitantemente, percebeu também o grande temor que eles tinham pelo templo que fora construído por Salomão, demolido por Nabucodonosor, reerguido por Zorobabel, então Herodes tratou de reformá-lo.

Começou fazer grandes empreendimentos, construções magníficas em várias cidades segundo as tendências helenísticas visto que o grego havia se globalizado. Só que essas obras custaram uma enorme quantidade de dinheiro, e ele estava lidando com cidades que havia passado por guerras civis, por isso o povo estava sufocado com tantos impostos e tributos a pagar.

Profetas de causas espúrias

Profetas de causas espúriasAo longo da narrativa bíblica, encontramos profetas e “profetas”. Os primeiros são aqueles que, atendendo à voz de Deus, falaram aquilo que o Senhor lhes ordenou que falassem. Mantiveram a humildade e a dependência do Altíssimo. Já no segundo caso, ou seja, os “profetas”, foram homens arrogantes, presunçosos, desviados da vontade de Deus; falaram aquilo que lhes convinha, motivados pelas circunstâncias do momento. O que lhes interessava era o seu bem estar social e financeiro, não dando à mínima para a vontade soberana de Deus A esses e suas atitudes é que qualifico como “profetas de causas espúrias”. Tanto num caso, como no outro, os exemplos se enfileiram nas páginas das Escrituras Sagradas, permitindo-nos a análise de ambos os casos.

Diante de tal constatação poderíamos elaborar uma pergunta pertinente ao presente assunto: será que existem tais profetas nos dias atuais? Infelizmente, a resposta é: sim! Entranhada no meio evangélico existe uma gama de “pregadores” atuais que se intitulam “profetas de Deus”, porém, não passam de lobos vorazes, que conseguem se aproveitar da boa vontade do povo de Deus e defraudar-lhe recursos financeiros, sob o pretexto de estarem pregando a Palavra de Deus. Para considerar o presente assunto, usarei como exemplo desta categoria, o malfazejo “profeta” Balaão. No presente texto procurarei traçar um paralelo desse personagem com os ditos “pregadores” da atualidade.

Fazendo-se autoridade por si mesmo

Fazendo-se autoridade por si mesmoPara se entender resumidamente este assunto é oportuno observar, como ponto elucidativo, o que a Bíblia informa a respeito da unção divina, fator que envolve, fundamentalmente, a ação do Espírito Santo sobre os salvos (não confundir com a generalização de evangélicos) que, de modo geral, recebem de Deus a “unção do Santo” (1 João 2.18-27), os capacitando a porem em prática o plano da salvação, conhecerem a diferença e polarização entre os dois reinos, de natureza e poderes opostos, conforme Jesus denunciou em Lucas 11.18 e 20, e serem ensinados a se comportarem diante da realidade pecaminosa do mundo, constatada nas Escrituras, sustentados com poder, conforme está escrito: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1.12a). Não obstante alguns crentes serem leigos, carentes de maior conhecimento teológico, o Espírito Santo sabiamente ilumina o entendimento de todos, indistintamente, sobre o que significa “a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que agrada e não agrada a Deus” (Malaquias 3.18), além de estimulá-los ao culto, testemunho, evangelismo e serviço, edificados como “casa espiritual, sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pedro 2.5), e isso seria impossível não fora essa maravilhosa ação divina na vida de cada crente.

A mídia precisa começar a ler a Bíblia

A mídia precisa começar a ler a Bíblia“Nova descoberta arqueológica contradiz a Bíblia” – eu direi porque manchetes como esta valem a pena serem revisadas pelos meios de comunicação constantemente. Ouvimos muito sobre “Fake News” (“Notícias Falsas”) dos grandes meios de comunicação neste ano, e em agosto fomos alvos de mais uma enxurrada de falsas novidades, voltadas para a confiabilidade da Bíblia. Um estudo publicado no “American Journal of Human Genetics” informou que o DNA dos cananeus, de 3.700 anos atrás, permanece estreitamente igual ao do libanês moderno. Em outras palavras, um grande povo bíblico está vivo e bem, ainda vivendo na região!

Foi uma confirmação emocionante da história da Bíblia. Mas, para uma dúzia de meios de comunicação importantes, foi precisamente o contrário. “Estudo refuta a sugestão da Bíblia de que os cananeus antigos foram exterminados”, anunciou o jornal “Telegraph” do Reino Unido.

A Pós-Modernidade e o Pentecostalismo

A Pós-Modernidade e o PentecostalismoO fatalismo, a irresponsabilidade e “o quanto pior, melhor”, com o erroneamente já foi propalado, não são as maiores marcas do pentecostalismo em termos de futuro, e sim a fé, a esperança e o amor (1 Coríntios 13.13). Fé, e não crença. Esperança, e não utopia. Amor, e não assistencialismo ativista. Sim, as virtudes teologais estão amalgamadas e visceralmente entranhadas na perspectiva pentecostal. O que significa fé, esperança e amor numa “perspectiva pentecostal”? São práticas e não alongadas discussões sobre a melhor definição de cada uma delas.¹ Os exemplos são inúmeros, mas o maior e melhor deles foi quando após o desencanto com o melhoramento gradual do mundo através da instrumentalização racionalística, em cumprimento à Grande Comissão (Mateus 28.19,20), os pentecostais se lançaram a ganhar vidas para Jesus, pois desde as duas grandes guerras a visão teológica protestante que predominava desde o século 17 — do melhoramento gradual e progressivo do mundo— entrou em declínio e em “alerta vermelho” de extinguir-se. Tal visão, por demais linear e positivística, não aventava a inegável ocorrência de retrocessos e involuções, isto é, mesmo na absorção e em sua apresentação secularizada, estes não foram previstos.² Portanto, desde então, diz Tomáš Halík, a “religião que está agora desaparecendo [é a que] tentou eliminar os paradoxos da nossa experiência da realidade”, entretanto, completa o mesmo autor, “a fé para a qual estamos amadurecendo, uma fé pascal, ensina-nos a viver com paradoxos”.³ Como se verá, tal fé, por sua importância contextual, é considerada imprescindível na perspectiva pentecostal, sobretudo, quando comparada com duas outras opções teológicas — diametralmente opostas —, sendo a primeira delas de expressão protestante e, a segunda, de expressão católica.

Jugo desigual com os infiéis

Jugo desigual com os infiéisAinda que seja comum chamar de “jugo desigual” casamentos mistos ou namoros de cristãos com pessoas não salvas, o sentido desse termo neotestamentário é muito mais amplo e abarca todos e quaisquer tipos de comunhão com os incrédulos (2 Coríntios 6.14-18). Prender-se a um jugo desigual com infiéis é um ato que decorre de amar o mundo e conformar-se com ele (cf. 1 João 2.15-17; Tiago 4.4; Romanos 12.1,2 e João 15.19), já que o contrário disso é ser santo, isto é, separar-se de prazeres carnais (Hebreus 11.24-26 e João 15.19), de companheiros mundanos (Hebreus 7.26 e Isaías 6.1-8) e também de alianças prejudiciais à comunhão com Deus (2 Coríntios 6.16-18 e Ezequiel 22.26).

Neste início de milênio, pelo menos quatro acontecimentos nos têm feito refletir sobre alianças com quem propaga heresias. Primeiro, a realização de cultos em igrejas evangélicas com a presença de conhecidos hereges, como o “reverendo” Moon, que dizia ter nascido para concluir a obra que Jesus não conseguiu consumar! Segundo, a participação de famosos cantores evangélicos em megaeventos da Igreja Católica Apostólica Romana. Terceiro, os constantes convites de programas televisivos mundanos a astros do mundo gospel, os quais, por sua vez, exercem influência sobre cristãos incautos. Quarto, o apoio de líderes, pregadores e cantores pretensamente ortodoxos a grupos unicistas — que negam abertamente a doutrina da Trindade —, bem como a milagreiros, propagadores de heresias e modismos pseudopentecostais.

A doutrina da encarnação do Verbo

A doutrina da encarnação do VerboA doutrina da justificação é o artigo de fé cuja compreensão constitui-se o meio pelo qual a Igreja mantém-se de pé ou desaba. A Cristologia, analogamente, é a doutrina cuja compreensão determinará a continuidade ou a anulação do cristianismo. A doutrina bíblica, em determinados contextos, como, por exemplo, a encarnação, tem que ser compreendida pelo chamado método estruturalista. A essência desse método diz que o particular está subordinado ao todo. Em termos hermenêuticos, diríamos: um dado texto deve ser interpretado à luz do contexto, ou seja, um dado texto deve ser compreendido à luz do texto todo. O evento da encarnação deve ser visto à luz do propósito final da criação. O propósito final de Deus com relação ao homem constitui-se, pois, a noção de totalidade. E esse propósito final de Deus com relação ao ser humano está expresso na revelação divina, ou seja, nas Sagradas Escrituras.

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