Caos social e moral envolve o Brasil: para onde isso nos levará?

Criminalidade em alta, impunidade, protestos violentos, ataques à família e a valores, educação e saúde em baixa – saiba o que fazer diante desse quadro

Caos social e moral envolve o Brasil - para onde isso nos levaráNas últimas semanas uma sensação de anomia tomou conta da sociedade brasileira. Anomia significa “ausência de leis” ou “ausência de organização”. É em outras palavras, sinônimos de anarquia, desordem e caos. Infelizmente, é isso que estamos vendo no Brasil ultimamente, com a onda de depredação de patrimônio públicos e privados, de perda do direito de ir e vir, de pancadaria em praça pública, de justiçamentos, de assassinato de jornalistas, de saques, de roubos etc. E não é que não haja leis – há, sim, claro, aos montes. O problemas é que o Estado não está cumprindo plenamente seus deveres para dar o mínimo de segurança ao cidadão. Logo, nesse vácuo, bandidos se aproveitam para causar baderna e cometer mais crimes, e muitos cidadãos, por sua vez, se veem tentados a tomar medidas próprias, muitas vezes excessivas, para reagir à bandidagem.

Cresce entre os brasileiros a sensação do avanço da impunidade devido aos 60 mil homicídios anuais no Brasil, com a maioria dos casos sem solução; devido à lentidão cada vez maior da justiça brasileira e por causa do fato de que a maioria dos criminosos continua à solta no país. Além disso, o cidadão brasileiro se sente abandonado pelo Estado naqueles serviços públicos fundamentais – segurança, saúde e educação – enquanto esse mesmo Estado ineficiente avança cada vez mais sobre o bolso do cidadão.

Os impostos no Brasil estão entre os mais altos do mundo. Eles estão acima da média mundial (27,1%) e da média da própria América Latina (28,1%). Eles chegam, mais precisamente, a enormes 44% (18% em média de tributos sobre a renda, 3% sobre o patrimônio e 23% sobre o consumo). Simplesmente, 40% do PIB do Brasil (a soma de toda a riqueza produzida no país) é constituída de impostos. Isso ocorre porque o Estado brasileiro é inchado demais e tenta compensar seus gastos desmedidos aumentando ainda mais os impostos. E para piorar, mesmo gastando tanto e cobrando muito, ele não consegue dar o retorno que se espera em segurança, saúde e educação. Segundo o Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES), o Brasil é o país que menos devolve à sua população em serviços públicos os impostos que ela paga. E a temida inflação voltou a subir, beirando os 7%. Ora, tudo já é muito caro no Brasil por causa dos altos impostos e da péssima infraestrutura que encarece ainda mais os produtos e serviços e faz do custo Brasil um dos mais altos do planeta; mas, como se não bastasse tudo isso, o cidadão se sente abandonado pelo Estado.

De cada 12 meses de salário, 4 meses de salário são só para pagarmos impostos; porém, a qualidade da educação no país, por exemplo, caiu absurdamente. A maioria das escolas públicas está sucateada; caímos para o 58º lugar na lista dos 65 países com melhor avaliação em educação; nossas universidades desapareceram do ranking das 200 melhores universidades do mundo; e segundo pesquisa realizada pela Universidade Católica do Distrito Federal com 800 estudantes universitários do país, 50% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais: eles não conseguem entender nem um texto simples de uma revista semanal ou de um jornal diário.

E o que dizer da saúde pública no país? E da segurança pública? Há mais homicídios no Brasil por ano do mortos em toda a Guerra do Vietnã. Só como comparação, a população dos Estados Unidos é de 310 milhões de habitantes e mesmo com todos os atentados malucos que há por lá, há 13 mil homicídios por ano nos EUA. Enquanto isso, no Brasil, com 190 milhões de habitantes (120 milhões de pessoas a menos que nos EUA), temos 60 mil assassinatos por ano. São quase 30 vítimas fatais por 100 mil habitantes.

Confusão de valores

Como se não bastassem a ausência do Estado no cumprimento das leis, a fraca garantia de segurança para a população e a raridade na punição dos bandidos (com raras exceções, como a condenação dos realizadores do “Mensalão”, que, mesmo assim, quase virou “pizza”), está ocorrendo também em nosso país uma confusão geral de valores.

A nossa sociedade tem relativizado e invertido muitos valores, de maneira que o que era visto como errado ontem não o é mais hoje e vice-versa. A imoralidade é cada vez mais tolerada e os valores da família são crescentemente atacados, sem contar a cultura reinante do “jeitinho” em nosso país e as ideologias perniciosas que contaminam a maioria dos formadores de opinião. Chegamos até ao ponto de vermos, meses atrás, antes da morte do cinegrafista da Band no Rio de Janeiro em um ataque dos Black Blocs, muitos artistas e jornalistas aprovando os protestos violentos e condenando qualquer tentativa de repressão da polícia, jogando até a culpa na violência dos Black Blocs nos policiais. Como era possível tamanha cegueira? Como era possível apoiar atitudes criminosas dos Black Blocs como se fossem “atos libertadores” para a sociedade? – hoje, sabe-se até que muitos Black Blocs eram financiados para promover o caos. Ora, acreditar nisso só foi possível porque os valores estão de cabeça para baixo no país, turvando o discernimento das pessoas.

Portanto, o que esperar de uma sociedade que, além de se sentir insegura diante da omissão do Estado, está perdendo cada vez mais os seus referenciais, os seus valores e, consequentemente, o bom senso?

Diante desse caos moral e social, a pergunta óbvia é: afinal, para onde vamos com tudo isso? E para o cristão, ainda há outra pergunta a fazer: o que a Bíblia nos tem a dizer sobre todo esse contexto?

O que diz a Bíblia?

Bem, é difícil saber precisamente para onde caminharemos a curto prazo, mas a longo prazo é possível saber. Quanto ao curto prazo, a história das nações tem mostrado que sempre depois de uma grande crise, de um grande momento de instabilidade social, vem um momento de reestruturação, de reorganização da sociedade, de busca de um mínimo de ordem. Esperamos que isso aconteça bem antes de o Brasil enfrentar qualquer piora social, antes de qualquer desintegração social mais brusca. Por outro lado, momentos de instabilidade sempre são momentos de oportunidade, seja para o bem (reestruturação sadia da ordem) seja para o mal (aproveitamento do caos para se instaurar regimes mais autoritários em nome da ordem). Devemos estar bem alertas, como nação, para evitar essa segunda opção. Que nosso país consiga sair dessa crise estabelecida e encontre o seu rumo de novo.

Agora, quanto ao contexto escatológico, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, a tendência é que as pessoas se tornem, com o passar dos anos, cada vez menos afeitas às normas morais, menos apegadas a regras de conduta, preferindo viver suas vidas conforme os seus corações determinarem. Mesmo que as instituições sociais mantenham o mínimo de ordem social, a tendência é que cada ser humano viva, individualmente, uma vida de anomia. Isso fica bem claro nas passagens bíblicas escatológicas onde aparece o termo “iniquidade”, que no grego neo testamentário é justamente “anomia” (“negação da lei”, “negação das normas, valores, dogmas, etc”).

Por exemplo, quando Jesus diz: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mateus 24.12), o versículo grego traduzido por “iniquidade” ali é justamente “anomia”. E quando Paulo fala sobre o contexto do final dos tempos, sobre a atuação do espírito do Anticristo em nossos dias, ele mais uma vez usa o termo “anomia” no original: ele chama o Anticristo de “o homem da iniquidade” (o homem da anomia) e diz que “o mistério da iniquidade” (o mistério da anomia) já operava em seus dias e continuará operando até o final dos tempos (2 Tessalonicenses 2.3, 7).

Além disso, a Bíblia dá a entender que o Anticristo, o “homem da anomia” (2 Tessalonicenses 2.3), provavelmente se aproveitará de um momento de caos e incerteza, em nível internacional, para ser erguido como líder salvador do mundo (Apocalipse 13,3b). Ele deverá governar um mundo frouxo em termos de valores cristãos (Apocalipse 13.5-7), mas rígido em termos de controle social (Apocalipse 13.16, 17).

O cristão não deve se deixar levar pelo mal

Sabemos que a anomia e a confusão de valores levam as pessoas a se frustrarem com a justiça ao ponto de acharem que não vale a pena andar certo, cumprir todos os seus deveres, porque o crime parece compensar e o mundo parece pertencer aos espertalhões. Só que apenas aquele que não conhece a Deus e não tem comunhão com Ele pode pensar assim. Quem é servo de Deus não pauta seu comportamento com base na qualidade da justiça e do governo dos homens, mas pelos valores divinos e eternos, expressados nas Sagradas Escrituras, a Palavra de Deus. Daí que, ainda que ele veja o ímpio prosperar, ele não se desmotiva com a retidão, porque ele vive na perspectiva da eternidade e sabe qual será o seu destino e qual será o destino do ímpio.

Essa foi a experiência de Asafe, narrada poeticamente por ele no Salmo 73. Dizia ele: “Quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus, porque fiquei com inveja deles (…) Eles não sofrem como os outros sofrem. (…) O coração deles está cheio de maldade, e a mente deles só vive fazendo planos perversos (…) Eles têm muito e ficam cada vez mais ricos. Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado” (Salmos 73.3, 5, 7, 12, 13, NTLH). Mas, tudo mudou no coração de Asafe quando ele, como levita que era, entrou na presença do Senhor no Templo. Ali, Deus o fez lembrar do final dos ímpios, de que vale  à pena ser fiel, andar em retidão, porque, no final, a vitória será do bem e não do mal. E nosso futuro final não será aqui, mas na Glória com Deus eternamente (Apocalipse 22.6-21).

Nossas responsabilidades

Nós, cristãos, sabemos que uma sociedade só pode ser transformada mesmo radical e positivamente pelo poder e a influência do Evangelho e não pelo mero mover dos homens. Porém, claro que, como cristãos, além de pregar o Evangelho, devemos apoiar o que é correto e reprovar o que é errado na sociedade, e exatamente usando como parâmetro de nosso posicionamento os princípios do Evangelho. Então, sempre saudaremos como algo bom protestos pacíficos e que defendam causas corretas e reprovaremos protestos violentos ou que defendam causas equivocadas. Acima de tudo, nossa confiança não está nos homens, mas em Deus; porém, enquanto estamos na terra, procuraremos, além de principalmente influenciar as pessoas a Cristo, que é a salvação, também influênciá-las ao bem de forma geral.

Além do mais, enquanto está aqui na Terra, o cristão não deve só lutar pelo que é justo, denunciar o erro e fazer o bem, mas também orar pelas autoridades constituídas, até mesmo no caso de eventualmente serem más. Quando Paulo disse para orarmos pelos nossos governantes em 1 Timóteo 2.1-3, o imperador de Roma era ninguém menos que o famigerado Nero, que governou Roma de 54 a 68 d.C. Orar por um governante não significa aprovar o seu governo, da mesma forma que reconhecer os erros de um governante e cobrar mudanças dele não significa que ele não deva ser alvo de nossas orações. Ao contrário, ele precisa e muito de nossos orações.

Finalmente, este ano é uma no eleitoral, e o cristão deve também saber usar bem o seu direito de voto, sabendo que não existem candidatos perfeitos, mas apenas candidatos melhores ou piores. Cabe ao cristão discernir e separar os melhores dos piores, ou o melhor dentre os não-ideais, preferindo sempre aqueles candidatos que não apenas aparentem ser mais competentes como governantes, mas que também cultivem o máximo possível de valores sadios para o bem da sociedade.

Jesus disse que somos “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mateus 5.13, 14). Isso significa que enquanto a agentes do mal no mundo, agentes das trevas, da degeneração social e dos valores, nós devemos ser agentes do Reino de Deus, agentes da luz, pregando o Evangelho para a salvação dos perdidos e disseminando os valores do Evangelho, para que a nossa sociedade seja minimamente preservada apesar da onda de pecado que domina. Cumpramos nossa missão.

Por, Mensageiro da Paz.

One Response to Caos social e moral envolve o Brasil: para onde isso nos levará?

  1. daniel castro disse:

    O PROBLEMA É A CHUVA E A TAXA DE NATALIDADE QUE CRESCEU P CHUVA É APEGAR COM DEUS E PRA CONGESTIONAMENTO É POLITICA DE UM FILHO SÓ NÃO DOIS SE FAZER UM FILHO DA A BOLSA SE FAZER DOIS TIRA A BOLSA E FEXA A FRONTEIRA.
    TEM APOSENTADOS TRABALHANDO MULHERES COM DOIS TRÊS EMPREGOS DIRIGINDO ONIBUS E CAMINHÃO AJUDANTE DE PEDREIRO E ESSA BOLSA FAMILIA TA INSENTIVANDO ELAS FAZER MAIS FILHOS E AUMENTAR MAIS O CAOS SE EU FOSSE DILMA FARIA MAIS RESERVATORIO DE ÁGUA IMPEDINDO A ÁGUA IR PRA O MAR SE SALGAR.

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