Caos no Brasil – “O que pode fazer o justo?”

O que pode fazer o justoNão é segredo para ninguém que o nosso querido Brasil atravessa uma crise moral, ética e espiritual sem precedentes, beirando uma crise institucional. Sem dúvida nenhuma, essa crise recrudesceu a partir do momento em que o nosso país passou a ser governado por grupos políticos de filosofia de origem ateia, muito embora o país seja reconhecidamente formado de população predominantemente cristã.

Conscientes da vocação cristã de nosso povo, esse grupo, ao assumir o poder, procurou, de forma perversa e sorrateira, camuflar-se atrás de uma política assistencialista, que apelidaram de “política social”, conquistando a simpatia da sociedade enquanto, ao mesmo tempo, aparelhava o estado e utilizava de forma equivocada o conceito de “estado laico”, com o objetivo de destruir princípios, valores éticos, valores espirituais e valores culturais de nosso povo, planejando, desta forma, instalar aqui uma nação de filosofia ateia.

É exatamente nesse ponto que identificamos o real cumprimento do texto de Salmos 11.3: “Na verdade, que já os fundamento se transtornam; que pode fazer o justo?”. Os fundamentos se transtornam.

Glorificamos a Deus porque a Igreja esta vigilante, e nesse momento mobilizou-se para fazer frente, com altivez, aos intentos malignos defendidos por esse grupo. A Assembleia de Deus, a partir da Mesa Diretora de nossa Convenção Geral (CGADB), criou o Conselho Político, com o objetivo de assessorá-la nessas questões e acompanhar e orientar as nossas igrejas a enviarem seus representantes para tomar assento em todas as casas legislativas de nossa nação. Com os nossos representantes em ação no Congresso Nacional, somando-se aos representantes de outras igrejas coirmãs, iniciou-se então um combate, inicialmente conceitual, mas que ao longo do tempo tornou-se palpável e transparente a toda a sociedade. Foi dessa forma que o poder dominante teve que voltar atrás na reforma da lei que igualava as igrejas a associações, tornando-a vulnerável e roubando a sua autonomia administrativa garantida por nossa Constituição.

Alguns temas importantes para a família brasileira estão em discussão no âmbito do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal e merecem acompanhamento. O STF tem em pauta a discussão de dois temas: a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio (Recurso Extraordinário – RE – 635659) e a ação proposta pela PGR que questiona o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras (ADI 4439).

A ação que julga o porte de drogas já teve voto favorável do relator, o ministro Gilmar Mendes (concedido em 20 de agosto de 2015). O ministro julgou inconstitucional o artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que define como crime o porte de drogas para uso pessoal. A discussão foi interrompida após pedido de vista do ministro Edson Fachin, e não tem previsão sobre quando o processo será retomado. Já a ADI 4439 ainda se encontra na fase de discussão pela Corte e não foi apresentado relatório. Recentemente, o Supremo promoveu uma audiência pública para discutir o assunto junto à sociedade civil. Estiveram presentes a Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Já o Congresso Nacional analisa uma série de projetos, entre os quais a ideologia de gênero, o aborto/nascituro, a união civil de pessoas do mesmo sexo, a regulamentação da atividade dos profissionais de sexo e a discussão em torno de um fundo de apoio à mulher que coloca no seu leque o aborto, além da legalização e a descriminalização do uso de drogas, como já citado.

Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) analisa o PL 3047/2008, que define como crime de tortura o constrangimento com violência, em razão de discriminação de gênero, violência contra a mulher, agravando a pena quando o crime é cometido em decorrência de relações de parentesco, casamento ou união estável. Há voto em separado do deputado Marcos Rogério. A comissão também vai discutir o PL 7582/2014, que define os crimes de ódio e intolerância e cria mecanismos para coibi-los. O projeto foi desarquivado em 10 de fevereiro deste ano e redistribuído às comissões à CSPCCO e CCJC. Outro item que trata de assunto semelhante e está em pauta na comissão é o PLS 150/2015, que tem por objetivo tipificar criminalmente a discriminação ou preconceito de opção ou orientação sexual. A Mesa ainda não definiu relator. O projeto que dá o reconhecimento legal da união estável para pessoas do mesmo sexo, o PLS 612/2011, está pronto para pauta na CCJC.

Sem temer ao SENHOR, que é o princípio da sabedoria, nossos governantes mergulharam o país em um estagio de corrupção sem precedente e em paralelo a uma batalha contra leis que ferem os princípios e fundamentos estabelecidos por Deus através de Sua Palavra. A luta tem sido bastante árdua, pois além dos embates que são visíveis, existe uma batalha igual ou maior nos bastidores. Somente para exemplificar o que estou falando, quero registrar o acontecido com um de nossos parlamentares. O referido parlamentar solicitou, e foi bem sucedido, a criação de uma comissão especial para discutir e criar o Estatuto da Família, que tem como objetivo definir a formação da família a partir da união de duas pessoas de sexo diferente, como preceitua a nossa Constituição. A Câmara lançou uma enquete para que a população pudesse opinar a respeito do assunto. Para surpresa e espanto de todos, nos bastidores, esse grupo, buscando maquiar o resultado, viabilizou, através de apenas 66 computadores, mais de três milhões de votos, todos contrários ao princípio estabelecido pela nossa constituição. Para termos ideia do absurdo que cometeram, de uma cidade de apenas 8,5 mil habitantes, surgiram 60 mil votos; de outra cidade de 115 mil habitantes, surgiram 120 mil votos.

Pelo visto, a batalha está somente começando, mas os fundamentos já estão transtornados. O que pode fazer o justo? O que você pode fazer? Pense e aja. Neste momento, não podemos ser omissos.

Por, Lélis Washington Marinho.

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