Brasil vive crise em todos os níveis, fruto de seus próprios pecados

Diante desse cenário, CGADB e CPAD conclamam assembleianos de todo país a clamarem juntos por nossa nação; motivos de oração não faltam

Brasil vive crise em todos os níveis, fruto de seus próprios pecadosO Brasil atravessa uma das maiores crises de sua história, e em vários níveis. Trata-se de uma profunda crise política, econômica, social, moral e espiritual, razão pela qual já é possível ouvir muitos cristãos se perguntando: “Estaria o Brasil experimentando o juízo divino?”. Uma coisa é certa: padecemos, como país, em decorrência de nossos próprios pecados. As mazelas que vemos atacar hoje nossa nação de forma avassaladora são o resultado direto de nossos atos e decisões como povo, como sociedade.

Campeão de corrupção em todo o mundo

Vejamos, inicialmente, o caso da corrupção. Sabemos que em todos os países há corrupção. Devido à nossa natureza pecaminosa, desde o início da humanidade, existiram – e continuarão existindo – casos de corrupção. Aliás, historicamente, no Brasil, sempre tivemos muitos casos de corrupção. Porém nunca houve tantos casos de corrupção em nosso país como agora, batendo, em cifras com folga, conforme divulgado pela imprensa internacional no final do ano passado, todos os principais casos de corrupção que se tem conhecimento na história universal.

Em novembro do ano passado, o jornal “The New York Times” fez um levantamento e concluiu que o Brasil é o recordista mundial em corrupção e que o “Petrolão”, com seus desdobramentos, já seria o maior caso de corrupção em países democráticos na história do mundo moderno. Simplesmente, as somas envolvidas no caso de corrupção na Petrobras superam o PIB da maioria dos países do mundo. Até novembro, peritos da Polícia Federal trabalhavam com uma estimativa de 42,8 bilhões de reais de dinheiro desviado da estatal. Mas o montante pode ser maior. Somando-se aos estimados 350 milhões do “Mensalão” e outros tantos roubos dos últimos anos – sem contar a “caixa preta” do BNDES que ainda não foi aberta –, realmente não há como bater o Brasil nesse quesito.

Violência em níveis de guerra civil

Na área da segurança pública, o que se vê há mais de dez anos é um caos completo, com o país chegando a mais de 70 mil assassinatos por ano, números que ultrapassam os números de homicídios em muitos países que estão em guerra civil (basta dizer que isto é mais do uma Guerra do Vietnã por ano, e esta durou 20 anos!). Os números oficiais falam de 58,5 mil, mas especialistas acreditam que sejam imprecisos.

O Brasil está na 11ª posição do ranking dos países mais inseguros do mundo, segundo a ONG Social Progress Imperative, perdendo só para países com guerra civil ou vivendo conflitos sociais intensos: Iraque, Nigéria, Venezuela, República Centro-Africana, África do Sul, Chade, República Dominicana, Honduras, México e Sudão. Para avaliar o nível de segurança de cada país, cinco critérios foram examinados: número de homicídios, número de crimes violentos, percepção da criminalidade, terrorismo e mortes no trânsito. Em uma escala de 0 a 100, com 0 para a máxima insegurança, o Brasil recebeu 37,5 pontos. Como país mais inseguro do mundo, aparece o Iraque, com 21,5 pontos. Do outro lado do ranking, como país mais seguro, aparece a Islândia, com 93,4 pontos.

Já no ranking do Escritório sobres Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o 16º país mais violento do planeta. A informação está no Estudo Global Sobre Homicídios 2013, produzido pela entidade. Os países mais violentos do mundo são todos latino-americanos ou africanos, especialmente da América Central e do sul da África, consideradas as regiões mais perigosas do mundo. Mas o Brasil ganha destaque quando se considera o tamanho de sua população: nos últimos anos, simplesmente mais de 10% dos assassinatos do mundo são registrados no Brasil. A taxa nacional durante a pesquisa era de 25,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes, número 4 vezes maior que a média mundial, de 6,2/100 mil pessoas. Hoje, esse índice é maior, de 25,81, e até agora não há muita esperança que baixe. Pelo levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), onde o Brasil é o 11º mais violento, já é de 32,4 assassinatos por 100 mil habitantes, índice que é cinco vezes a média mundial.

Crise econômica e instabilidade política

Nosso país também enfrenta uma das maiores crises econômicas da sua história e, apesar disso, ainda não foram tomadas medidas concretas para acertar o rumo da economia do país; e como se não bastasse isso, ainda vivemos em uma instabilidade política que se estende há mais de um ano, gerando incertezas que afetam ainda mais a nossa economia.

A inflação no Brasil chegou a 11% (dados oficiais, mas com inflação real muito maior), o dólar ultrapassou os R$ 4 e a previsão é que chegue a R$ 5 ainda este ano, a indústria decresceu 12,4%, as empresas sofreram queda de 7%, a Bolsa de Valores brasileira sofreu queda no ano de 12%, o desemprego chegou a 9% no final do ano passado e a previsão é que chegue a 10% no primeiro trimestre deste ano e a 12% no fim do primeiro semestre, o PIB em 2015 sofreu queda de cerca de 4%, e em 2016 espera-se queda similar à do ano passado.

Saúde e educação em falência

Na área da saúde, além dos já tradicionais problemas na área de infraestrutura, doenças novas têm surgido, causando grandes males à população, como é o caso do zika e o crescente número de casos de microcefalia a ele aparentemente associados.

Alguns Estados, devido à má gestão estão quebrando financeiramente na área da saúde e pedindo dinheiro ao governo federal. Caso do Rio de Janeiro, que recebeu no início do ano 45 milhões de reais para sair da situação de emergência. Havia dinheiro para as Olimpíadas, mas não para a saúde. Além disso, a maioria dos Estados e municípios teve dificuldade para pagar o décimo-terceiro do funcionalismo público em 2015.

Na área da educação, os dados são cada vez mais negativos. A qualidade da educação no Brasil, ainda mais em comparação com a dos demais países, é decepcionante. Nosso país despencou e continua lá em baixo no ranking da educação mundial.

Uma pesquisa de 2012 com seis cursos de quatro faculdades do país revelou que mais de 50% dos universitários no Brasil são analfabetos funcionais – isto é, sabem ler e escrever, mas não conseguem entender o que leem. De acordo com a pesquisa, a maior parte dos estudantes não tem o hábito de estudar, aprende de forma superficial e geralmente decora o conceito ao invés de compreendê-lo. Uma taxa tão alta de analfabetismo funcional no ensino superior revela a farsa do sistema educacional brasileiro, farsa que é muito maior no ensino básico. Enquanto isso, o governo brasileiro está empenhado em implantar aulas de “orientação de gênero” para crianças nas escolas do país.

Caos moral e espiritual

Na área moral, aumenta cada vez mais o mau exemplo das autoridades públicas, cujo comportamento acaba incentivando boa parte da nossa população, que culturalmente já convive com a mentalidade deletéria do “jeitinho”, a prezar menos a manutenção de uma vida totalmente íntegra e correta. E o que dizer da constante campanha de ataque aos valores judaico-cristãos e promoção da inversão de valores na mídia secular? O que se vê é a promoção do divórcio, do homossexualismo, do adultério, do aborto, do relativismo moral.

Por sua vez, na área espiritual, vemos a igreja evangélica no Brasil, como um todo, precisando de um despertamento espiritual. A condescendência com o mundo, um “evangelho” da auto ajuda a prosperar em muitos lugares, a perda de integridade, a banalização da mensagem do Evangelho, sem falar dos problemas e ataques que vêm de fora contra a igreja, na forma de projetos de lei e discursos que se chocam frontalmente contra os valores e a mensagem cristãos.

Nosso país se afunda cada vez mais na imoralidade sexual, nas drogas, no espiritualismo pagão e no antiteísmo militante. Em 17 de janeiro, ocorreu em São Paulo a terceira edição da “Marcha para Satanás”, como foi intitulada. Segundo os organizadores, a marcha não é um evento satânico de verdade, mas uma mobilização encabeçada por alguns ateus para promover “uma crítica aos movimentos religiosos conservadores”.

Sabemos que não basta apenas orar, mas, por outro lado, também não adianta fazer nada se sobretudo não orarmos. Portanto, clamemos pedindo a misericórdia de Deus sobre o nosso país, para que este possa sair dessa situação difícil em que se encontra. Lembremo-nos da promessa do Senhor Deus: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14).

Levantemos juntos, com fé e em todo o país, um clamor pelo Brasil. Afinal, nossa esperança não está nos homens, mas em Deus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Google Translate »