Brasil à deriva: para onde estamos indo?

Oremos para que o final desse processo turbulento seja o melhor possível

Brasil à deriva - para onde estamos indoInflação em alta, dólar em disparada, PIB do país encolhendo, impostos altíssimos, corrupção generalizada e governo sem credibilidade – o Brasil está à deriva. Estamos vivendo, sem dúvida alguma, uma das maiores crises da história do nosso país, razão pela qual o brasileiro, em resposta a tudo isso, despertou e saiu às ruas para protestar. Não apenas aqueles que já eram oposição ao governo, mas também aqueles que votaram no atual governo e se sentem hoje traídos e frustrados com tudo que está acontecendo, saíram às ruas para protestar.

Maior manifestação política do Brasil

O protesto de 15 de março, foi o maior protesto político da história do nosso país. Nada se compara. Nem as manifestações das “Diretas Já”, nem as manifestações pelo impeachment de Collor e nem as manifestações de 1964 pela derrubada de Jango.

As manifestações pelas “Diretas Já”, que começaram em 31 de março de 1983, em Abreu e Lima (PE), com aproximadamente 100 pessoas, tiveram o seu maior público no grande comício em São Paulo, no Vale do Anhangabaú, em 16 de abril de 1984, para cerca de 500 mil pessoas (e não 1,5 milhão, como se diz).

Em 1964, cerca de 700 mil pessoas saíram às ruas de São Paulo pedindo a queda de Jango. Foi uma manifestação bem maior que o das “Diretas Já”, mas também menor que as manifestações de 15 de março deste ano. Com a ressalva de que 700 mil pessoas nas ruas em 1964, quando a população do pais era de menos de 90 milhões, ainda hoje é um número muitíssimo significativo. Podemos dizer que, em termos proporcionais em relação à população de cada época, a manifestação pró-derrubada de Jango ainda continua sendo o maior protesto político da história do país.

Entretanto, em termos numéricos absolutos, o protesto de 15 de março foi muito maior que o de 1964. Ao todo, 2,3 milhões de pessoas saíram as ruas em mais de 160 cidades em todas as 27 unidades da federação contra o governo Dilma e o PT. Os dados são da Polícia Militar. A maioria esmagadora dos manifestantes pedia impeachment ou renúncia da presidente, e uma minoria pedia intervenção militar. As manifestações foram pacificas, bem diferentes das de junho de 2013, que contaram com a participação de grupos radicais de esquerda – o PSOL e seus “Black Blocks”.

Os grandes centros apresentaram grandes públicos: São Paulo (um milhão), Rio de Janeiro (100 mil), Porto Alegre (100 mil), Vitória (100 mil), Curitiba (80 mil), Goiânia (60 mil), Brasília (50 mil), Belém (45 mil), Campo Grande (32 mil), Florianópolis (30 mil), Belo Horizonte (25 mil), Cuiabá (20 mil), Fortaleza (20 mil), Recife (15 mil), Porto Velho (15 mil), Salvador 12 mil), Maceió (10 mil) e Palmas (10 mil). Mas até mesmo cidades do interior apresentaram também números impressionantes, tais como Blumenau (SC), 40 mil; Sorocaba (SP), 35 mil; Joinville (SC), 30 mil; Ribeirão Preto (SP), 25 mil; Chapecó (SC), 20 mil; Bauru (SP), 12 mil; Jaraguá (SC), 17 mil; Uberlândia (MG), 15 mil; Cascavel (PR), 10 mil; Londrina (PR), 10 mil; Santa Maria (RS), 10 mil; Lages (SC), 10 mil; São José dos Campos (SP), 10 mil; Juiz de Fora (MG),  10 mil; Santos (SP), 10 mil; Piracicaba (SP), 8,5 mil; Pouso Alegre (MG), 8 mil; Americana (SP), 7 mil; Tangará da Serra (MT), 7 mil; Passo Fundo (RS), 5 mil; Taubaté (SP), 5 mil; e Franca (SP), 5 mil.

Um detalhe também muito importante é que as manifestações de 1964 e das “Diretas Já” foram mobilizados por grandes entidades – OAB, Igreja Católica, imprensa, movimentos sindicais, partidos políticos etc –, enquanto as manifestações de ontem foram mobilizadas por movimentos nas redes sociais sem ligação com nenhum partido político. É um movimento totalmente do povo, além de pacífico e pedindo por uma causa justa: a punição de todos os culpados, mesmo da presidente Dilma Rousseff, se comprovadas todas as denúncias levantadas pela Operação Lava-Jato contra ela.

A posição da igreja no atual contexto

A igreja, obviamente, não é contra protestos pacíficos realizados por motivos realmente justos, mas sua principal posição neste momento deve ser no campo espiritual: orar pela nação, para que o nosso país passe por esse difícil processo político da melhor forma possível, da maneira menos dolorosa.

A igreja deve orar para que aqueles que estão realmente fazendo mal ao país, não importam as suas cores partidárias, não prosperem mais, mas, ao contrário, sejam revelados e paguem devidamente pelos seus malefícios contra o nosso país.

A igreja deve orar para que a economia do país volte a tomar novos rumos, para que a crise que está instalada possa ser contornada o mais brevemente possível.

Ao cristão não está vedado protestar, quando o protesto é pacífico e por motivos justos. Entretanto, a sua principal atividade neste momento deve ser orar para que Deus possa agir em meio a toda a essa situação, evitando o pior e restabelecendo o Brasil depois de toda essa crise.

Lembremos que é nossa responsabilidade orar para que haja paz e prosperidade em nosso país (1 Timóteo 2.1-3) e que a nossa oração é um ato de suma importância, porque “a oração do justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5.16).

Por, Mensageiro da Paz.

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