Ataques dos jogos virtuais suicidas

Ataques dos jogos virtuais suicidas“A violência doméstica acontece quando alguém na família abusa de seu poder e maltrata física e/ou psicologicamente outro membro da família mais fraco ou vulnerável. Na maioria dos casos o agressor é alguém com autoridade sobre a vítima.

A violência doméstica pode variar em suas modalidades: violência física; violência psicológica (tortura psicológica, rejeição, humilhação, desprezo, terror); negligência (configura-se quando os pais ou responsáveis falham em termos de prover); violência sexual; etc.

Infelizmente a violência doméstica é multicausal (desemprego, SPA, problemas psiquiátricos, culturais), por isso a dificuldade em romper o ciclo de violência.

Efeitos da violência doméstica em crianças

As crianças criadas em “lares abusivos” podem se sentir responsáveis pelo abuso que sofrem,podem apresentar, pesadelos e problemas para dormir, enurese, ter problemas estudantis, desenvolver transtornos alimentares e tendências agressivas.

Ao chegar à adolescência, a situação pode piorar ainda mais

O adolescente que viveu esta situação pode começar a se auto lesionar, recorrer ao álcool ou às drogas, ter relações sexuais inapropriadas, com o único objetivo de obter afeto, sofrer de depressão, ter uma baixa autoestima ou desenvolver diferentes problemas de saúde mental.

Infelizmente, a violência doméstica proporciona diversos traumas que repercutem ao longo da vida.

Em primeiro lugar vamos entender o que é trauma emocional ou psíquico.

A palavra trauma tem relação com traumatismo, que significa lesão ou ferida produzida por ação violenta e externa ao organismo e pode ou não deixar sequelas.

Na visão da psicologia, o trauma ocorre pela incapacidade do sujeito de superar determinado acontecimento na sua vida. Digamos que a maneira encontrada para lidar com o evento traumático não foi a mais adequada, pois a carga emocional foi mais intensa do que o indivíduo poderia suportar.

O comprometimento que um trauma causa vai depender da intensidade da violência do trauma e da capacidade da pessoa, seja criança ou adulto, de elaborar psiquicamente a situação ocorrida.

Trauma é aquilo que deixa marcas e que pode impedir a pessoa de fazer aquilo que tem vontade na vida, pois o trauma inibe a energia de se viver plenamente.

Com isso, pode desenvolver diversos transtornos, como por exemplo, transtornos de ansiedade, transtornos depressivos, transtornos comportamentais e emocionais diversos, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, uso de drogas e até, ideação suicida.

Diante disso tudo cabe pontuar o papel protetivo da família no desenvolvimento do caráter de uma pessoa.

O lar, que tem em suas siglas sua principal função, lugar, afeto e respeito, falha em ser continente e protetivo, perpetuando violações de direitos, dentre elas as diversas modalidades de violências domésticas, as consequências são avassaladoras.

Em 20 de novembro de 2016 o Fantástico exibiu uma reportagem alertando que 20% dos jovens e adolescentes se automutilam. Depois da automutilação o suicídio entre jovens e adolescentes assume escores exorbitantes. O suicídio encontra-se entre as 10 primeiras causas de mortes, sendo que por cada suicídio ocorrem 11 tentativas sem sucesso.

Mais da metade das pessoas que tentam se suicidar estavam deprimidas! E 70% dessas pessoas foram vítimas de violência doméstica.

Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que a depressão é a principal doença entre jovens de 10 a 19 anos.

Uma dor que permanece oculta Isolamento, irritabilidade, rebeldia, melancolia. Características consideradas típicas da adolescência podem ser indícios de uma depressão. O adolescente passa por modificações hormonais, está em busca de uma identidade e tem a perda de idealizações, por exemplo do corpo ideal, que podem se transformar em conflitos mais sérios.

É um momento muito sofrido, de muitas perdas, que provavelmente contribui para o aumento do índice de depressão.

Com essa vulnerabilidade crianças, adolescentes e jovens estão expostos a diversos ataques sorrateiros do diabo.

Dentre eles, o tão famoso Desafio da Baleia Azul

O jogo foi uma “fakenews” divulgada pela mídia russa que se espalhou em 2015. Porém, pela grande repercussão o jogo que não existia, passou a existir.

Jogo macabro propõe 50 desafios aos adolescentes e sugere o suicídio como última etapa. Os desafios partem de tarefas simples, como desenhar uma baleia azul em uma folha de papel, até outras mais mórbidas, como cortar os lábios, furar a palma da mão, desenhar uma baleia na pele com uma lâmina, para culminar a desgraça, o desafio mais macabro, o suicídio.

Esse jogo tem um público alvo, adolescentes deprimidos, com traços psicóticos, com baixa autoestima, apresentando sofrimento emocional severo, por vezes são vítimas de Bullying.

O jogo da fada de fogo! Incentiva meninas crianças a se tornarem fadas. Tem que ligar o gás do fogão quando todos estão dormindo, que pela manhã o gás lhe tornará em fada de fogo.

Desafio do gelo com sal

As modas na internet não têm fim. Em 2015 diversos jovens e adolescentes aderiram à moda do gelo com sal. Proposta ver a resistência do participante, que era desafiado a colocar sal e gelo sobre a pele, e resistir a dor causada pelas queimaduras.

O jogo do desmaio

Adolescentes e jovens apertam o próprio pescoço para interromper o fluxo de ar, causando parada cardíaca, e sequelas sérias no cérebro e até morte.

Um adolescente de, 13 anos, em Santos, após perder uma partida em um jogo online, foi desafiado pelo webcam, a fazer o desmaio. Todos os outros acompanhavam tudo. Ele não suportou.

Qual a razão desses jogos se alastrarem tanto? Qual a razão de tantos adolescentes e jovens terem ideação suicida? Acredito que é um dos sintomas da depressão, ou da dificuldade de passar por uma fase tão complicada como a adolescência.

O que podemos fazer?

Ficar atento a mudanças de comportamento, tristeza, isolamento, alegria demasiada; manter a calma (pânico e a desorientação agravam mais a situação); mostrar interesse por aquilo que o adolescente passa e sente, dando-lhe espaço para partilhar (não o obrigando); comunicação na família fundamental; encaminhamento para um profissional; ame esse adolescente ou jovem, principalmente se é seu filho, seu irmão, seu parente, seu amigo; dedique tempo. Seja presente, priorize-o. Seja o melhor amido dele. Ame-o irrestritamente. Ore por e com ele.

Por, Fabio Corrêa Pinto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Google Translate »