As profecias bíblicas em relação ao Egito

As profecias bíblicas em relação ao EgitoOs acontecimentos no Oriente Médio passaram a ocupar intensamente a mídia internacional a partir da criação do Estado de Israel, no ano de 1948, decidida na histórica sessão das Nações Unidas presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha. Não tardaram a ocorrer atos de hostilidade naquela parte do planeta. Em 1957, quando Israel completava dez nos de existência, o editor Si Kenen começou a publicar o boletim Near East Report. Sua intenção não era apenas a de divulgar notícias sobre o Oriente Médio, mas de acender uma luz sobre os conflitos árabes-israelenses.

Por certo, todos os acontecimentos que englobam o Oriente Médio são de capital importância para a mídia internacional, mas também, para nós, cristãos, pois sabemos, à luz das Sagradas Escrituras, que aquela região foi e é um cenário profético para os acontecimentos escatológicos.

O mundo vem acompanhando os acontecimentos no Egito. Palco de uma mudança política desencadeada por uma revolta popular que resultou na renúncia, em 2011, do então presidente Hosni Mubarak, que na época já estava havia 30 anos no poder, o Egito enfrentou, dois anos depois, novas manifestações populares que terminaram com a derrubada do presidente Mohamed Morsi em um golpe militar.

Eleito democraticamente em 2012, Morsi se tornou impopular após suas ações contra o exército, seu acúmulo de poderes, seu autoritarismo e pela sua ligação política da Irmandade Mulçumana, que passou a exercer influência, por meio dele, sobre todo o país. O presidente deposto e alguns aliados foram presos, a instabilidade prosseguiu e confrontos entre militantes islâmicos e forças de segurança deixaram mortos e feridos em vários pontos do país ao longo dos meses seguintes.

Ao analisarmos esses acontecimentos hodiernos, podemos pensar: o que tem a ver o Egito com a história bíblica? Qual é sua relação com Israel? Que profecias bíblicas foram vaticinadas acerca desse país? E qual será o seu destino?

Quando nos reportamos para o dia 18 de setembro de 1978, observamos que o mundo respirou aliviado quando Aswud Sadat e Manahem Begin apertaram as mãos após a histórica assinatura do Tratado de Paz de Camp David, saudando-se mutuamente com“Shalom” e “Sulh” – respectivamente “paz” em hebraico e “paz” em árabe. Israel e Egito se acertavam, mas, no Oriente Médio, o problema palestino permanecia. Entretanto, cumpre-se a Palavra de Deus nos filhos de Abraão segundo Isaque (os judeus) e Ismael (os árabes); e o Egito, dono de uma história traçada nas páginas proféticas da Bíblia Sagrada, tem muito a ver com os últimos acontecimentos no Oriente Médio, principalmente na Terra Santa.

Na história da humanidade, o Egito é o antigo berço de uma das mais notáveis civilizações do passado, cuja história remonta a vários milênios antes de Cristo. É de impressionar a quantidade de passagens bíblicas que apresentam esse país de uma forma extraordinária. “E removerei o cativeiro dos egípcios e os farei voltar de Patros, a terra de sua origem; e serão ali um reino baixo. Mais baixo se fará do que os outros reinos, e nunca mais se exaltará sobre as nações; porque os diminuirei, para que não dominem sobre as nações. E não terá mais a casa de Israel a confiança para lhes trazer a lembrança de sua iniquidade, quando olharem para trás deles; antes, saberão que eu sou o Senhor Jeová” (Ezequiel 29.14-16).

Essas fases vaticinadas pelo profeta Ezequiel asseveram claramente a decadência do pomposo e glorioso reinado egípcio. O maior pecado do Egito foi seu orgulho. Ele acreditava que ele havia criado o rio (Nilo) só porque ele aprendeu a usá-lo. “Naquele tempo, os egípcios serão como mulheres, e tremerão por causa do movimento da mão do Senhor dos Exércitos, porque ele se há de mover contra eles. E a terra de Judá será um espanto para o Egito” (Isaías 19.16,17).

Entre as nações que estão localizadas ao redor de Israel e que sofrerão o julgamento de Deus, se encontra o Egito, o inimigo de Deus. O Senhor adverte frequentemente a Israel a não confiar no braço do Egito. Enunciadas entre 750 e 590 a.C, estas são algumas das profecias bíblicas acerca do Egito. A famosa dinastia de Psamético, iniciada em 663 a.C, manteve animadas relações comerciais e culturais com os países da Ásia e, especialmente, com a Grécia. A indústria desenvolveu-se de modo especial na preparação de metais, pedras preciosas gravadas, louças, vidros, mosaicos e linho. Grandes projetos de irrigação agrícola foram executados com a construção de enormes reservatórios e a abertura de um canal ligando o Nilo ao Mar Vermelho. Afirma-se ter o sábio grego Pitágoras aprendido geometria com os sacerdotes egípcios de Ísis, pois no Egito esse ramo da Matemática servia de fundamento à agrimensura, tão necessária em virtude das cheias periódicas.

Após seu período de exaltação, o Egito passa por grandes dificuldades e decadência vindo a ser dilacerado por lutas internas, até que foi invadido pelos persas e derrotado em Pelusa. “No ano de 525 a C., dava-se o massacre de Menphis pelas forças de Cambyses, o que deixou o Egito reduzido por dois séculos a uma satrapia persa. Dessa sujeição agitada por violentas insurreições, se libertaria ao esfacelar-se o Império de Alexandre que lhe valera a fundação de Alexandria (333 a.C). Sede então de uma monarquia, a dos Ptolomeus, cuja dinastia findou comCleópatra, passou a província romana sob Augusto, pertencendo dur ant e quatro séculos ao Império do Ocidente e, em seguida, durante quase três, ao Império do Oriente. No século 7 da era cristã, começou para o Egito o período mulçumano. Invadido pelos árabes, que fundaram a cidade do Cairo, passou em 1571 para o poder dos turcos, cuja suserania transitou para o protetorado da Britânia” (Oliveira Lima).

É maravilhoso saber que as Sagradas Escrituras têm se cumprido ao longo dos séculos, não somente com relação a Israel e à Igreja, mas também em se tratando de outros países, como é o caso do Egito. Em tempo, as profecias em relação ao Egito vêm se cumprido há mais de 2.500 anos.

Não mais guerras

Com a criação do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, o Egito iniciou neste mesmo dia sua primeira guerra moderna conta os judeus e sofreu pesadíssimas baixas. Em 1956, outra investida egípcia e outra humilhante derrota. Onze anos mais tarde, em 1967, numa campanha de seis dias, os israelenses destroçaram inteiramente as forças inimigas lideradas pelo Egito. E mais recentemente, em outubro de 1973, novo ataque a Israel, desta vez de surpresa, e novamente a antiga potência africana é envergonhada, juntamente com mais de 13 nações. E tudo isso apesar de poderosamente equipadas com modernas armas soviéticas. Na singela terminologia profética, os egípcios foram “como mulheres” diante de Judá que, para eles, torna-se “um espanto”.

Após sucessivas derrotas, o governo egípcio sentiu o impacto e consequentemente o fantasma da miséria. Seu mandatário Anwuar Sadat vai a Jerusalém e discursa no Kneset. Alguns jornais chegaram a interpretar o encontro sob o ponto de vista bíblico, antevendo mesmo o tempo em que a descendência de Abraão haveria de irmanar-se numa paz permanente. O primeiro-ministro israelense Manahem Begin enviou uma otimista mensagem ao povo egípcio: “Nós, israelenses, estendemos-vos a mão. Como sabeis, não é uma mão fraca… Não queremos mais embates convosco. Digamos um ao outro, e que seja um voto silencioso de ambos os povos, do Egito e de Israel: Não mais guerras, não mais derramamento de sangue, não mais ameaças. Façamos apenas paz”.

O capítulo 19 do livro de Isaías descreve o período quando o Egito irá voltar para o Senhor e experimentar a Salvação. A expressão naquele tempo, que com frequência se usa, refere-se ao tempo do Messias. Os versículos descritos abaixo se referem à bênção futura na consumação do Reino de Deus a qual o Egito e a Assíria experimentarão por meio do Messias. À luz da Bíblia, o Egito será enumerado e abençoado juntamente com Israel. “Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança” (Isaías 19.25).

Mesmo atualmente com o cenário desfavorável e o comprovado descontentamento dos países árabes, que pode ser “compreensível” do ponto de vista do antissemitismo, Egito e Israel adaptam-se às previsões bíblicas e se encaixam dentro de um grande “quebra-cabeças” controlado pelo Senhor dos Exércitos. Porém, ainda há uma pergunta que não quer calar: Haverá, antes da Segunda Vinda de Cristo, paz entre árabes e israelenses?

Por, André Luiz Costa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Google Translate »