As faces do sofrimento

As faces do sofrimentoQuando a mulher, que estava há 12 anos com um fluxo de sangue, tocou em Jesus, ela foi curada, alcançou a salvação e saiu em paz (Marcos 5.34). A mulher saiu levando consigo a paz que Jesus lhe outorgou. A bênção é completa, pois no pacote vem salvação, cura e paz. O Senhor não faz nada pela metade. Muitas vezes achamos que está faltando algo, mas para Jesus não está faltando nada. Se você já foi salvo e curado, por que ainda não tem a paz? Ainda falta paz para muita gente. Ou melhor, há muita gente que ainda não encontrou a paz.

Como disse anteriormente, a vida daquela mulher antes de Jesus era diferente, mas depois que encontrou o Senhor a vida dela mudou. Isso nos leva a entender que não podemos ficar sofrendo depois que o Senhor passa a fazer parte de nossa vida. Particularmente, não concordo com os seguintes dizeres: “Ser crente é um sofrimento”. Eu digo que sofrimento é não ser crente, pois quando alguém está enfermo, não sabe a quem pedir; quando surge algum problema, não sabe o que fazer; quando a dificuldade bate à porta, não sabe que caminho tomar; mas, o crente sabe, pois é confortado pelo Espírito Santo e pode até ser curado. Ser crente não é sofrimento! Alguém pode dizer que é duro carregar a cruz, mas contamos com a ajuda do Espírito Santo. De forma literal, ninguém precisa carregar a cruz, porque a cruz Jesus já carregou. Eu apenas preciso renunciar o mundo e carregar comigo a marca do sangue do Cordeiro, pois é o suficiente. Quem tem a marca do sangue do Cordeiro em sua vida, ao passar por algum lugar, ninguém se aproxima para desacatar, porque sabe que quem está ali foi tocado com o sangue do Cordeiro, e o Cordeiro é Jesus Cristo, o Senhor.

O crente não precisa levar uma vida de sofrimento. O crente tem paz, o crente tem alegria, o crente tem esperança, o crente tem a presença do Espírito Santo. O crente sofre? Parece paradoxal como que venho dizendo até aqui, mas sofre! Claro, somos seres humanos. A enfermidade que alcança o ímpio também pode nos alcançar. Irmãos que ficam enfermos e até morrem de enfermidade. Nós perdemos entes queridos, choramos por eles, mas não perdemos a salvação por causa disso. O sofrimento não nos faz perder a salvação. O sofrimento nos aproxima mais do Senhor. Certa feita, o patriarca José, que já tinha alcançado muitas bênçãos de Deus, mas havia enfrentado muitas dificuldades, disse: “Deus me fez crescer na terra da minha aflição”. Aflição é para você crescer. No teu sofrimento, você vai crescer; na tua aflição, você vai crescer. É no sofrimento que você se aproxima de Jesus; é na aflição que você conhece mais profundamente o amor de Deus, a misericórdia do Senhor, o socorro dEle.

Lembro-me de quando minha sogra, de saudosa memória, estava passando por um momento difícil. Por estar perdendo muito sangue, ela foi levada com urgência para o centro cirúrgico. Quando os médicos a levaram, minha filha disse: “Olha doutor, nós vamos orar pelos senhores para que Deus seja com vocês”. Eles entraram, fizeram várias tentativas de identificar de onde partia aquela hemorragia, mas não estavam tendo êxito. Eles já estavam muito exaustos. Próximos a desistirem, conseguiram identificar o local, o vaso por onde estava jorrando sangue. Imediatamente fizeram cauterização e o problema foi resolvido. Quando eles saíram, disseram: “Olha, o problema foi resolvido”. Nós dissemos: “Muito obrigado, doutor”. Mas com o dedo apontando para o céu, ele disse: “Não, foi aquEle lá de cima”. É nesse momento que você mostra para o médico que não é ele o médico, mas é Deus, é Jesus. É no momento de aflição, é no momento de angústia, que você compartilha com os outros a tua confiança e a tua fé no Senhor Jesus. É ali que você vai mostrar que o sofrimento não diminuirá a tua fé, que o sofrimento não vai tirar a esperança que está em teu coração. É ali que você cresce. É na angústia que você clama ao Senhor e o milagre acontece.

Que o Senhor nos abençoe, meus amados, e que Jesus não seja um mito para nós, mas que seja uma realidade em nossa vida. Que Ele seja aquEle que escreve uma nova história para todos nós.

Por, José Wellington Costa Junior;

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