Após grave acidente, jovem com ossos “esfarelados” é trazida a vida

Após grave acidente, jovem com ossos “esfarelados” é trazida a vidaEm um dia chuvoso em janeiro de 2012, a jovem Priscielli Munike, a irmã Échelli Moura e sua amiga Rafaela Almeida, todas da Assembleia de Deus em Curitiba (PR), saíram para a consagração da união da mocidade (UMADC) sem imaginar o vale que as esperavam. Enquanto Échelli dirigia, de repente o carro perdeu o controle, em uma poça grande de água, indo para a contra mão. Tentando controlar o carro, o veículo escorregou rodopiando na pista até bater violentamente num poste.

O motor e ferragem toda da frente do carro entraram toda do lado onde estava Priscielli. Segundo ela conta, o banco ficou encurvado parecendo uma concha de tão forte o impacto da batida “Naquele momento, senti muitas dores, não sabia ao certo o que estava acontecendo, mas senti que não podia me mexer”.

Logo o motor do carro começou a pegar fogo. Échelli conseguiu tirar o cinto e sair gritando, pedindo socorro. A amiga das duas, Rafaela, estava desacordada. Pessoas ajudaram a apagar o fogo e cerca de 20 minutos depois a ambulância chegou. As duas tinham escoriações nas pernas e rosto, mas o caso de Priscielli era muito grave: “Eu sentia dores pelo corpo todo, não sabia ao certo meu estado. Quando o motor começou a pegar fogo, minha irmã gritava para que eu saísse do carro, então percebi que eu não conseguia me mexer nada do pescoço para baixo. Olhei minhas pernas sangrando, minha cabeça doendo: o porta-luvas afundou com a pancada na minha cabeça, meu pé direito estava pendurado na perna como se tivesse dado uma volta. Foi aterrorizante”, recorda Priscielli.

Ao ser levada às pressas para o hospital, totalmente imobilizada, a jovem perdeu muito sangue. Ela conta que, apesar do choque, o tempo todo esteve em oração ao Senhor, pedindo que as ajudasse, as socorresse e lhes desse forças.

No Hospital do Cajuru, os exames constataram inúmeras fraturas sérias, especialmente na perna direita. Ela passou por uma cirurgia de grande porte às pressas. Quando todos os irmãos que vieram orar por ela tinham ido, as meninas já tinham sido medicadas e receberam alta para ficar em repouso, Priscielli ficou só: ela, Deus e dores tão intensas que, após quatro injeções de morfina, ainda podiam ser fortemente sentidas. “Clamei a Deus por meu socorro, para aliviar minha dor. Virei para a parede e comecei a cantar um hino que estávamos ensaiando no coral, ‘Creio que Tu és a Cura’, e não contive mais as lágrimas. De repente, senti uma pessoa se aproximar da maca mas não me virei achando apenas que era alguma enfermeira. Deixei meu braço esticado para aplicação de medicação e continuei a cantar baixinho. Logo, senti uma mão grande sobre minha perna quebrada e ela começou a esquentar muito até eu não sentir mais nenhuma dor”, conta emocionada.

“Senti o Espírito Santo falar ao meu coração: ‘Filha não se preocupe. Eu estou com você! Eu não te deixo nenhum minuto, você não está sozinha!. Chorei muito em gratidão a Deus, pois o Senhor não abandona Seus filhos”, relata.

Priscielli picou no Centro Cirúrgico por seis horas, onde foram colocados oito parafusos em seu corpo e mais uma haste de ferro para sustentar sua perna, pois o tornozelo e parte de alguns ossos da perna foram esfarelados. Depois de dias, retornou para casa, sendo medicada de hora em hora, mas com dores terríveis que a fizeram passar por inúmeras noites em claro, clamando ao Senhor e sentindo o Seu consolo. Foram quatro meses sem sequer pôr o pé no chão. Devido à gravidade das fraturas, só podia ficar deitada. Sair da cama somente na cadeira de rodas e, muito tempo depois, também usando muletas.

Mas o vale não tinha acabado. Ela ainda sentia “dores insuportáveis” na região do abdômen, na região lombar e, por diversas vezes, voltou passando mal ao Hospital para ser medicada. Mesmo nos novos exames não constava nada nas costas.

Até que em maio de 2012, após uma crise de dor na região da coluna, descobriram o gravíssimo problema na região  torácica – “mais de cinco vértebras quebradas, ligamentos rompidos e o líquido da coluna havia escorrido”.

A equipe médica especializada em coluna, cerca de 10 pessoas, se espantaram com a gravidade das fraturas e disseram que era um milagre eu estar andando. Após cinco meses, ninguém tinha visto essas fraturas. Pela equipe médica, com essas lesões, eu estaria em uma cama paraplégica”, recorda.

Ao ser realizada uma cirurgia de emergência,ainda em maio de 2012, Priscielli passou oito horas no Centro Cirúrgico, onde foram colocados oito pinos e mais três hastes de ferro para sustentação da coluna. Mesmo correndo tudo bem,  ela ainda sentia fortes dores e, no dia seguinte, foi a óbito: “Foi um dia difícil, não dormi nada à noite e me senti muito mal, como que perdendo as forças. E, de fato, as perdi totalmente, vindo a falecer nos braços de minha irmã”.

A família lembra-se do momento de dor: a irmã Échelli se prostrou aos pés da cama orando, o pai abraçava a filha clamando a Deus que tivesse misericórdia e a trouxesse de volta.

Priscielli conta: “De repente, dei um suspiro e abri os olhos, mas não ouvia nada, e não tinha reação, não falava e não sabia nada o que estava acontecendo. Quando acordei totalmente e entendi que eu havia morrido e o Senhor tinha me devolvido a vida comecei a chorar”.

Ela testemunha que mais tarde soube que, no momento em que tudo isso ocorria, uma senhora crente de 86 anos, Dona Maria, que estava internada no mesmo quarto que ela, teve uma visão: “Ela viu um homem de branco entrar no quarto e perguntar a ela: ‘Você sabe quem sou eu?’. E ela respondeu: ‘Você é Jesus’. O Senhor mostrou as cicatrizes dos pregos nas mãos e ela intercedeu por mim: ‘Senhor, a moça está morta, ajude-a’ Ele respondeu: ‘Ela é minha! Eu cuido da vida dela, não se preocupe. Ela logo estará bem’”.

“Aleluia! Deus é fiel! Éramos quatro mulheres internadas no quarto. Duas estavam afastadas do caminhos do Senhor e depois de tudo isso se reconciliaram ali, chorando e sendo renovadas pelo Espírito Santo”, vibra Priscielli ao lembrar do que Deus fez.

Desde 14 de janeiro de 2012, a jovem tem visto de perto a mão de Deus, Seu amor e cuidado em sua vida. Até hoje ela vem se recuperando, fazendo fisioterapia e já andando. Quem olha hoje para ela vê como a graça de Deus a preservou e sustentou em todo esse processo.

Por, Mensageiro da Paz.

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