Antes de Jesus, como era o exorcismo?

Se os demônios têm que ser expulsos em nome de Jesus, como era antes de Sua vinda?

Antes de Jesus, como era o exorcismoAs Escrituras registram que parte dos seres angelicais não guardaram seu primeiro estado (Judas 6). Eles são conhecidos como os anjos que pecaram ao se rebelarem contra Deus (2 Pedro 2.4). São designados de espíritos malignos ou imundos, principados, potestades, governadores e maldades espirituais (Efésios 6.12). A queda de Satanás e dos anjos rebeldes se deu pelo exercício da soberba que ainda mantém o homem afastado de Deus (1 Timóteo 3.6). As táticas de Satanás e dos seus demônios são a mentira (João 8.44), o engano (Apocalipse 12.9), o homicídio (João 8.44) e a cegueira espiritual (2 Coríntios 4.4). Satanás e os demônios afligem os homens com problemas físicos e mentais (Marcos 1.21), podem possuir um homem e dominá-lo (Mateus 5.1-21), inspiram heresias (1 Timóteo 4.1), são agentes de idolatria, imoralidade e iniquidade (1 Coríntios 10.20; Apocalipse 9.2021), e podem falar pela boca dos homens (Marcos 3.11). Os demônios também são numerosos e sua atuação é extremamente maléfica (Apocalipse 12.4). A influência de Satanás aparece no diálogo entre Eva e a serpente, que resultou em pecado contra Deus (Gênesis 3.13-14). No entanto, a história de Jó retrata que o poder de Satanás era limitado, ele podia fazer somente o que Deus lhe permitia (Jó 1.12; 2.6). Todavia, o povo de Israel constantemente pecava contra Deus adorando deuses falsos e fazendo sacrifícios aos demônios (Deuteronômio 32.16-17).

Apesar desta vasta influência do maligno na era antes de Cristo, o Antigo Testamento registra apenas uma expulsão de demônios. É o caso de Davi, que quando tocava sua harpa o espírito maligno se retirava da vida do rei Saul (1 Samuel 16.23). Não obstante, as Escrituras afirmam que o fato era recorrente, ou seja, o espírito maligno saía e retornava. Os acordes de adoração ao Senhor afugentava o demônio e produziam um período de alívio. Porém, quando os acordes cessavam, o espírito maligno voltava para atormentar Saul. Isso indica que antes de Cristo não havia triunfo eficaz contra os demônios, a não ser que houvesse uma entrega total a Deus. Assim, quando Jesus veio expulsando demônios, as pessoas ficaram perplexas e se perguntavam: “Que nova doutrina é esta?”. E ainda diziam admirados: “Com autoridade ele ordena os espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” (Marcos 1.27). Cristo explicou que o Seu poder sobre os demônios era a prova cabal da inauguração do domínio do Reino de Deus na Terra (Mateus 12.28,29). Jesus triunfou sobre os principados e potestades e os expôs a vergonha publicamente (Colossenses 2.15). Esta autoridade sobre os demônios, Jesus as estendeu aos doze apóstolos (Mateus 10.8). Em seguida, aos setenta discípulos, que, eufóricos, relataram: “Senhor, os demônios se nos submetem pelo seu nome!” (Lucas 10.17). Depois de ressurreto, Jesus concedeu este poder à Igreja. Ele disse: “Estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão os demônios” (Marcos 16.17). Esta autoridade conferida à Igreja caracteriza que o ministério em nome de Jesus na nova aliança é comprovado pelo triunfo sobre os poderes de Satanás, algo inexistente antes de Cristo, pois “para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do Diabo” (1 João 3.8).

Por, Douglas Roberto de Almeida Baptista.

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