Alegrei-me quando me disseram: vamos a casa do Senhor

Alegrei-me quando me disseram - vamos a casa do SenhorObservamos que o Salmo 122, em seu versículo 1, registra o contentamento do filho de Deus em comparecer à Casa do Senhor; e no Primeiro Livro de Crônicas, no Antigo Testamento, podemos encontrar vários registros históricos do filhos de Deus indo à Casa do Senhor, mas vamos nos deter no relato sobre o rei Josafá, que foi um rei piedoso e temente a Deus.

Ele era filho do também piedoso rei Asa que governou a tribo de Judá. Concluímos que a sábia direção de Josafá nos negócios relativos a adoração à Deus deriva-se do fato de ter tido uma boa educação por seu antecessor.

O registro bíblico revela que ele foi vítima de uma agressão absurda. Os moabitas e amonitas se uniram, juntamente com outras forças, a fim de formarem uma multidão para destruir o Reino de Judá, conduzido por Josafá. Esses povos eram notórios adversários do povo de Deus desde que os hebreus saíram do Egito. A Lei Mosaica determinava que nenhum amonita ou moabita fosse aceito na congregação do Senhor, por esses povos não terem se compadecido dos israelitas durante a jornada no deserto; pelo contrário, eles convocaram Balaão, da Mesopotâmia, para amaldiçoá-los e assim conseguir subjugá-los. Mas a Bíblia Sagrada relata o comportamento do rei diante daquela situação tão difícil: “Então Josafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR, e apregoou jejum em todo o Judá” (2 Crônicas 20.3). Ele ficou assustado coma aproximação do exército inimigo, mas sabia que existia um lugar onde ele poderia encontrar refúgio e conversar com Deus. Josafá se dirigiu a Casa do Senhor para colocar a sua súplica diante do Altíssimo.

A Palavra de Deus revela que o rei convidou os seus auxiliares e, com os joelhos dobrados diante do Senhor, eles se colocam diante do altar de Deus pedindo misericórdia diante do massacre inevitável. Eles não dispunham de forças para lutar contra os seus inimigos que avançavam, mas perseveravam em clamar a Deus. Talvez Josafá tenha imaginado como o Senhor ia resolver esse problema, mas o cristão não deve se preocupar com os métodos empreendidos por Ele para atender à sua necessidade, mas apenas deleitar-se na solução, como deixou registrado o salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e tudo o mais ele fará” (Salmos 37.5).

O registro bíblico diz que o rei, sob a orientação divina, convocou os cantores para a adoração a Deus. Mas, quem pode imaginar uma situação como esta? Naqueles tempos, a infantaria era equipada com espadas e lanças, então como explicar aquelas pessoas com hinários nas mãos em vez de armas de guerra? Entretanto, Josafá tinha a explicação: se Deus disse que o problema não era mais de Josafá, mas dEle, então não há mais o que fazer, senão cantar.

A função do crente é engrandecer o nome do Senhor. Quando os cantores começaram a entoar os louvores a Deus, veio a resposta ao clamor do rei de Judá. A Bíblia Sagrada nos diz que o Senhor desmantelou o exército invasor. Os soldados inimigos se desentenderam e começaram a lutar entre si, e, em seguida, as diminutas tropas de Josafá acabaram por completar o serviço.

O que desejo enfatizar nesse momento é que o socorro está no Senhor e como é precioso o buscarmos em sua Casa. Na Casa do Senhor, na presença de Deus, existe solução para todas as nossas dificuldades. Nesse lugar, podemos adorá-lo.

Servos de Deus, tenham sempre em mente a divisa do salmista: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” (Salmos 122.1).

Por, José Wellington Bezerra da Costa.

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