Ainda te falta uma coisa

Ainda te falta uma coisa“E, quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me” (Lucas 18.22).

Estamos diante de alguém que acreditava na vida eterna. Trata-se de um jovem que desfrutava de uma boa vida, pois era rico e muito correto. Ao acreditar na vida eterna, entendia existir dois lados: um de gozo, que é o céu, e outro de sofrimentos, que é o inferno. Dois pontos me chamam a atenção no fato desse jovem procurar Jesus: (1) desejava desfrutar a vida eterna no céu; (2) entendia que Jesus era a pessoa correta que o orientaria a alcançar o que desejava.

O desejo ardente desse jovem era livrar-se da perdição eterna e alcançar a salvação, sabendo que essa conquista só seria possível enquanto estivesse vivo, pois, após a morte, se torna impossível. Jesus o responde dizendo que ele deve cumprir os mandamentos (não matar, não adulterar, não furtar, não levantar falso testemunho contra ninguém, honrar pai e mãe, amar o próximo como a si mesmo). Surpreendentemente, o rapaz, ao responder que cumpria esses mandamentos, se considerava merecedor do céu, porém Jesus lhe faz uma colocação que o abalou: “Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me”.

O texto relata que o rapaz ficou triste porque era muito rico e era difícil atender Jesus no que Ele pedia. Hoje ainda vemos muitas pessoas que se dizem crentes, são capazes de observar a doutrina, são dizimistas, frequentam igrejas, ou seja, são cumpridores de suas obrigações religiosas, mas apenas isso. O difícil, muitas vezes, é procurar entender o que Jesus quer de cada ume abrir mão disso para atendê-lO. As exigências de Jesus não levam a sacrifícios pessoais, pois isso Ele já cumpriu por nós, mas, sim, a abrir mão de coisas simples, mas que nos afastam dEle. Jesus sinaliza: ser rico não representa nada diante do alcançar a vida eterna. Além disso, cumprir os mandamentos ainda era pouco; ter bom caráter, ser direito, honesto e religioso, e ter autoridade e ser rico não credenciavam o jovem à vida eterna.

O pedido de Jesus àquele rapaz foi exclusivamente para ele. Não era nenhuma exigência geral, mas só para esse moço. O que credencia alguém a alcançar a vida eterna? Obedecer, seguir e fazer a vontade de Deus. Jesus queria saber se aquele jovem era capaz de trocar tudo o que tinha por Ele. Que conclusão Jesus chega com a reação do jovem? Que a sua riqueza era mais importante que seguir a Jesus; que a sua riqueza valia mais que a vida eterna com Jesus.

Esse rapaz estava sendo privilegiado pelo Senhor, pois o Mestre não queria seu dinheiro, queria sua vida. Jesus não está interessado se somos pobres ou ricos. Ele está interessado em nós. Às vezes nos conformamos em apenas ser crentes, achamos que estamos agradando a Jesus com nossos feitos. Jesus não está preocupado somente com nossos feitos sociais ou religiosos. Ele quer a renúncia de algo que atrapalha nosso relacionamento com Ele. Jesus quer algo a mais de nós. Por exemplo: verdadeira adoração, verdadeiro louvor, entrega total.

Pode existir algo que esteja nos impedindo de alcançarmos a plenitude do Espírito Santo em nossas vidas. Jesus não nos quer apenas como bons crentes, bons dizimista, como cumpridores das doutrinas e costumes da igreja ou como bons religiosos. Ele quer que O sigamos, quer ter intimidade conosco, quer que O conheçamos mais de perto, quer nos usar com autoridade, quer nos revestir de glória, quer encher o nosso vaso de azeite. Só assim Ele se manifestará em nossas vidas de maneira plena.

Por, José Wellington Costa Junior.

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