Adoração: além do local, dia e música

Moça-ouvindo-musica-no-fone-de-ouvidoNo Evangelho de João, observamos um relato muito conhecido sobre a história da mulher samaritana. Ela levanta a questão: “Qual o lugar certo para adorar a Deus?”. Curiosamente, Jesus muda a sua pergunta, ao dar ênfase não no “onde”, mas no “como”: “Mulher, você pode acreditar que vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai”.

Pode-se adorar a Deus no lugar considerado mais sagrado e mesmo assim ser em vão, se não há verdadeira adoração. Por isso, o Senhor disse uma vez: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens” (Isaías 29.13). Tudo porque, para o Senhor, a questão não é onde, mas como!

O que se faz cada vez mais necessário é transpor da teoria para a prática, porque o ensinamento sobre louvor e adoração tem a ver com a prática diária. Adoração tem a ver com o estilo de vida dos filhos de Deus. Tudo o que fazem ou realizam, peremptoriamente tudo, deve ser para glória do Pai (1 Coríntios 10.31).

Portanto, a expressão “louvor e adoração” abrange totalmente nossa resposta de amor e apreciação ao Senhor em atitudes diárias. O louvor flui naturalmente em cada mínimo detalhe na rotina de um coração tocado pelo amor de Deus, esclarecido e grato pelo que Ele tem dado, pelo que Ele tem feito e por quem Ele é (Salmo 100; Filipenses 4.4). Se não tem sido assim com ações, só com palavras e canções, alguma coisa está seriamente errada. E pela Palavra de Jesus, temos a certeza de que o problema não está no “onde”. Procure repensar o seu “como”.

Por, Daniel Férsil

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