Achados registros sobre Ai e Salomão

Descobertas reveladas no início do ano reafirmam relatos bíblicos

Achados registros sobre Ai e SalomãoDuas descobertas ocorridas no ano passado e divulgadas no início deste ano movimentaram a Arqueologia Bíblica. A primeira diz respeito à cidade de Ai, mencionada nos capítulos 7 e 8 do Livro de Josué, e a segunda trata-se de uma inscrição que corrobora ainda mais o relato bíblico sobre os reinos de Davi e Salomão.

Sobre Ai, foi encontrado, após meses de escavação nas ruínas da fortaleza em Khirber el-Maqatir, a 9km ao norte de Jerusalém, um pequeno amuleto que ajudou os arqueólogos a, finalmente, descobrir onde se encontrava a cidade de Ai, destruída pelos israelitas conforme o relato do Livro de Josué.

A escavação foi liderada pela Associates for Biblical Research (ABR – Associados pra a Pesquisa Bíblica), um ministério especializado em escavações bíblicas. A equipe descobriu, em uma caverna subterrânea, ruínas de uma casa e mais de 100 moedas. O que mais chamou a atenção é um objeto com menos de dois centímetros. O relatório explica que trata-se de uma peça ornamental, usada provavelmente em um colar, chamada “scarabée”. O ornamento recebe esse nome porque seu formato remete a um escaravelho. Os antigos egípcios reverenciavam esse inseto, pois o relacionavam com o deus sol.

O relatório da ABR afirma que o escaravelho possui inscrições indicando que ele provavelmente pertenceu ao último rei de Ai. A datação dos objetos encontrados aponta para o final da era de bronze, entre 1550 e 1450 a.C. Esse período histórico é condizente com o historicamente aceito para a narrativa de Josué sobre a destruição de Ai.

Considerada uma das descobertas arqueológicas mais importantes do últimos anos, o escaravelho, juntamente com outros artefatos do sítio de Khirbet el-Maqatir, ficarão em exposição no museu da Universidade Batista de Houston, no Texas (EUA). Em 8 de fevereiro, foi realizado um simpósio no local para destacar a importância da descoberta para a arqueologia bíblica. Arqueólogos já haviam feito descobertas no local em outros tempos, mas havia ainda dúvidas sobre a exatidão do local de Ai. Agora, a prova definitiva foi encontrada.

“Muitas descobertas arqueológicas que fizemos estão diretamente relacionadas com as Escrituras e confirmam a historicidade do relato bíblico”, afirma o material oficial divulgado pela ABR. “Outras descobertas oferecem fascinante material de apoio para as narrativas bíblicas. Quando as pessoas ficam sabendo dessas descobertas, a Bíblia ganha vida e o estudo da Bíblia torna-se mais interessante e significativo”, conclui o relatório.

O doutor Henry Smith Jr., diretor de desenvolvimento da ABR, explica: “Nossa tese foi que a fortaleza [de Ai] foi destruída no final da Era de Bronze I. Com base nas evidências arqueológicas que descobrimos, temos confirmado a data de ocupação, que já conhecíamos pela Bíblia independente da cerâmica. A Bíblia registra que a cidade de Ai foi ocupada no final do século 15 a.C. e destruída pelos israelitas. O escaravelho é consistente com essa afirmação”, enfatiza Smith.

Bryant Wood, um membro da ABR acredita que este é um momento emocionante para a Arqueologia Bíblica: “À medida que continuamos nossa escavação e investigação, Deus está fornecendo evidências cada vez mais fortes para combatermos os ataques de críticos e fornecermos razões para que aqueles não-crentes que buscam a verdade possam confiar na Bíblia. A pesquisa arqueológica tem um valor apologético e evangelístico. Ela comprova e proclama a verdade da Palavra de Deus nesta era científica de dúvida, de ceticismo e de decadência moral”, assevera Wood.

Inscrição sobre o reino de Salomão

O professor Gershon Galil, da Universidade de Haifa, em Israel, revelou no final de janeiro que foi encontrada uma inscrição em um jarro de barro descoberto em Jerusalém que se constitui em mais uma prova arqueológica da existência dos reinos bíblicos de Davi e Salomão. O objeto, de quase 3 mil anos, foi encontrado em julho do ano passado e, depois de alguns exames, apresentado no início deste ano. Ele traz o mais antigo texto alfabético já achado na cidade histórica. “Estamos falando de reis verdadeiros. Os reinos de Davi e Salomão foram um fato, uma realidade”, afirma o professor Galil.

Ainda há um debate entre especialistas sobre o significado da inscrição, mas o professor Galil afirma oferecer “a única tradução sensata” para o texto e lembra que apenas a existência do objeto já é muito importante. “A coisa mais importante é que (o jarro) nos conta que alguém naquele período sabia como escrever alguma coisa”, diz. Uma das dificuldades da tradução é que três letras do objeto estão incompletas. Galil as traduz como “yah-yin chah-lak”, que em hebraico significa “vinho inferior”.

A parte mais importante, contudo, é o primeiro trecho do texto, que indicaria o 20º ou 30º ano do reinado de Salomão. A inscrição, afirma o professor, está em uma forma inicial do hebraico do sul, pois é a única língua a usar dois “yods” (letras hebraicas) para a palavra “vinho”. Ele especula que o “vinho inferior” seria dado para homens que trabalharam na construção da cidade de Jerusalém.

Se o hebraico como língua escrita era utilizado no período da inscrição no local, isso indica que os israelitas chegaram a Jerusalém antes do tempo que os céticos acreditavam, e os reinos de Davi e Salomão se encaixariam exatamente no tempo que a Bíblia indica que Davi e Salomão reinaram. Galil acredita agora que novos indícios serão achados sobre os reinos bíblicos.

Fontes: Christian News, Christianity Today e Terra.

Por, Mensageiro da Paz.

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