A visão evangélica sobre Maria

A visão evangélica sobre MariaO Evangelho de Lucas inicia-se contando um pouco da mulher mais Agraciada que já existiu na face da terra. Maria era uma camponesa simples que como outra qualquer, tinha os seus afazeres domésticos, mesmo a sua família e toda a nação de Israel estando debaixo do poder de Roma, imperialisticamente o povo estava dominado.

E Herodes querendo ganhar a confiança dos Judeus, logo tratou de professar a fé judia, para que fosse favorável aos judeus. Concomitantemente, percebeu também o grande temor que eles tinham pelo templo que fora construído por Salomão, demolido por Nabucodonosor, reerguido por Zorobabel, então Herodes tratou de reformá-lo.

Começou fazer grandes empreendimentos, construções magníficas em várias cidades segundo as tendências helenísticas visto que o grego havia se globalizado. Só que essas obras custaram uma enorme quantidade de dinheiro, e ele estava lidando com cidades que havia passado por guerras civis, por isso o povo estava sufocado com tantos impostos e tributos a pagar.

O Império Romano vivia seu estado de glória e domínio sobre todo mundo de então. E se não bastasse isso as pessoas eram mais fiéis às tradições dos anciãos do que a própria TORAH.

Por isso mesmo os fariseus e os escribas se gabavam de sua própria hipocrisia, e o ódio e maldade se proliferavam a cada dia. Depois de mais ou menos quatrocentos anos (400), de silêncio onde não houve mais profetas e nem manifestações da glória de Deus. E a grande expectativa de muitos, era a vinda de um Messias para libertá-los do jugo de seus opressores devolvendo-lhes a glória dos tempos do rei Davi.

Dentro de um contexto desses surge uma mulher em que Deus manifesta a sua glória a ela, e a faz mãe do Salvador.

Maria era prometida a José por algum contrato feito por Eli pai de José, e Joaquim pai de Maria.

Agora Maria grávida, preocupada com a maravilhosa obra de Deus ela nem ao menos se lembra da possível desconfiança de José, não se preocupa com seus pais Joaquim e Ana que segundo a tradição, eram irrepreensíveis.

Ela não se preocupou com a vizinhança, com a sociedade, que possivelmente a discriminaria e a acusaria de crimes contra a lei de Moisés e as tradições, e ela seria apedrejada em praça pública.

Maria estava tão confiante em Deus que nem se deu conta da tempestade que poderia ocasionar, e demonstrou qualidades maravilhosas de uma serva de Deus, os acontecimentos na sua vida nos intrigam e ao mesmo tempo nos causam curiosidade para sabermos quem foi Maria?

Maria foi uma mulher submissa – Versículo 38: “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor, cumpra-se em mim segunda a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela”.

Submissão, de acordo com Aurélio século XXI, é obediência, sujeição, subordinação. É também disposição para aceitar um estado de dependência.

Ela só é eficaz quando está alicerçada sobre o Amor. Maria renunciou a sua própria vontade para estar sujeita a vontade de Deus. Colocando em risco a sua vida, o futuro, o casamento.

Há algumas perguntas que ela deveria ter contestado com o anjo Gabriel, por exemplo: Como vou ficar perante a Sociedade? As nossas leis são rígidas, e a uma pena de morte para quem engravidar antes do casamento.

O que vou dizer pro meu noivo? O que vou dizer para minha família?

Mas é incrível que Maria não contestou, ela foi tão submissa à vontade divina que ela disse: “Cumpra-se em mim à vontade de Deus”.

Estava disposta para qualquer coisa que Deus tivesse reservado para ela, e mesmo sem saber como Deus podia realizar o que havia prometido, ela se entregou sem entender a magnitude da promessa. Seu coração ficou cheio do Espírito Santo e o seu corpo estava preparado para ser o santuário do Filho de Deus. Ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor”.

Maria foi uma mulher humilde – Versículo 48: “Porque atentou na humildade da sua serva, pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada”.

Humildade segundo o Dicionário Globo, significa, “virtude que consiste no sentimento da própria inferioridade ou fraqueza”, modéstia, obscuridade.

Maria reconhecia a sua baixeza, parecia que ela se considerava a menor da casa de seu pai, como se sofresse desprezo, e muita injustiça da parte de seus parentes e que Deus a honrou para contrabalançar essa injúria.

Veracidades bíblicas sobre Maria – Observe também que no cântico de Maria ela engrandece ao Senhor e não a si mesma. Mesmo sendo a mãe do SENHOR, ela o reconhece como SALVADOR, porque embora fosse à mãe de Jesus ela precisava de um SALVADOR, tanto quanto a maior pecadora.

Ela canta “Meu espírito se alegra…”, não em Deus meu Filho, mas em Deus o meu SALVADOR.

Em 1854 o Papa Beato Pio IX, fez a mais absurda das declarações, disse que Maria foi concebida sem “qualquer mancha do pecado original” aquele recebido como herança adâmica, por isso a chamam de “imaculada”.

No dia 11 de outubro do ano de 1954, o Papa Pio PP. XII, coroou Maria como a rainha dos céus, afirmou que ela reina nas mentes e vontades dos homens, que coopera com Cristo na redenção, declarou que ela é Medianeira da paz, e exortou a todos a devoção mariana.

Mas quando lemos a Palavra de Deus em Jeremias 44.16-17, revela que o culto a rainha dos céus era um ato de rebeldia contra a Palavra de Deus (Jeremias 7.18).

Todas essas incoerências a respeito de Maria caem por terra quando a Bíblia afirma que após o nascimento de Jesus, Maria teve uma vida normal, e ainda teve mais filhos.

A Bíblia diz que José conheceu Maria (manteve relação sexual), posteriormente o nascimento de Jesus.

“E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito: e pôs-lhe o nome de JESUS” (Mateus 1.24, 25).

Quando foram anunciar a Jesus que seus irmãos e sua mãe estavam lhe esperando, Ele disse: (Marcos 3.33) “E Ele lhes respondeu, dizendo: Quem é a minha mãe e meus irmãos”?

Jesus foi o Primogênito de Maria (o primeiro filho, Lucas 2.7), e não o seu Unigênito (único filho). Jesus é o Unigênito somente de Deus (João 3.16).

Maria foi uma mulher agraciada – Versículo 30: “Disse-lhe, então o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus”.

Agraciar, de acordo com Aurélio século XXI, é condecorar, galardoar, dotar. Devemos entender que “agraciada” não tem haver com “cheia de graça”. Isso significa que Maria alcançou a graça de Deus, foi agraciada (presenteada), para conceber o Filho de Deus Pai.

Mas Maria não tem “graça e misericórdia” para oferecer a ninguém, porque “graça e misericórdia” é quando recebemos o que não merecemos e quando Deus não permite que recebemos o que merecemos isso só Deus pode nos proporcionar.

Uma mulher submissa é uma mulher que esta disposta a aceitar tudo o que Deus tem reservado para sua vida.

A mulher obediente é aquela que consegue refrear seus mecanismos de defesa, e que transforma o seu amor em atos com mais magnitude quando foi apregoado com os lábios.

Uma mulher humilde é aquela que reconhece que tudo que acontece na sua caminhada Deus esta envolvido.

Uma mulher agraciada é uma mulher presenteada por Deus e dedica o seu tempo a sua energia, e talento nesta obra santa e divina que é o reino de Deus.

Por, Zedequias Vieira Cavalcante.

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