A vara de Moisés e a cruz de Cristo

A vara de Moisés e a cruz de CristoO que há em comum entre uma vara e uma cruz? É claro que a sua resposta tende a concordar que ambas são feitas de madeira. Agora, se alguém lhe pedisse explicações sobre que efeitos trouxeram para o povo judeu a vara de Moisés e para o mundo a cruz de Cristo, o que você responderia?

Provavelmente, você responderá que a vara de Moisés produziu muitos sinais (Êxodo 4.17). Foi com ela que, tanto Moisés como Arão, foram usados por Deus para humilharem o poder do Faraó do Egito. Nesse lugar, com a vara de Deus, pois foi assim chamada (Êxodo 4.20), realizaram os seguintes sinais: transformaram-na em serpente (Êxodo 7.10,12); transformaram águas em sangue (Êxodo 7.17-20); fizeram subir rãs dos rios e dos tanques (Êxodo 8.5); feriram o pó da terra para produzir piolhos (Êxodo 8.16,17); trouxeram chuvas de granizo (Êxodo 9.23); trouxeram grandes nuvens de gafanhotos (Êxodo 10.13). Isto é, a vara de Moisés foi um instrumento de punição ao povo egípcio.

Mas, o maior feito que a vara de Moisés produziu foi abrir um caminho pelo meio do mar no momento em que os israelitas se viram encurralados pelo poderoso exército egípcio. É claro que o poder não estava na vara de Moisés, mas no Senhor dele: “Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas” (Êxodo 14.21).

De igual sorte, ela também serviu para fechar o mar (Êxodo 21.27). Ou seja, a vara de Moisés foi um instrumento de livramento para o povo israelita.

Agora, muita gente não lembra, mas no episódio daquela luta contra Amaleque, não era apenas o peso das mãos de Moisés que fez que ele se cansasse, mas, sim, este somado ao peso da vara que ele sustentava. Se você ler apenas Êxodo 17.12, vai achar que fora apenas o peso de suas mãos: “Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela: e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um duma banda, e o outro da outra; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs”.

Porém, um texto anterior não pode ser descartado, que diz: “Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque: amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão” (Êxodo 17.9).

Desta feita, a vara de Moisés serviu de símbolo de encorajamento para levar os israelitas a derrotarem os amalequitas ao fio da espada. Entretanto, chegou o momento em que a vara de Moisés deveria ser guardada. E foi o próprio Deus que mandou que ela fosse posta dentro da Arca do Testemunho, conforme Números 17.10 e Hebreus 9.4.

Passado certo tempo, o Senhor manda Moisés retirar a vara, dizendo: “Toma a vara, e ajunta a congregação tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, e dará a sua água: assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais” (Números 20.8).

Observe que o Senhor mandou que Moisés levasse a vara, mas não ordenou que ele fizesse algum milagre com ela. Deus disse que Moisés apenas falasse à rocha. Infelizmente, Moisés desobedeceu o Senhor, vindo a ferir a rocha por duas vezes com o seu cajado: “Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais” (Números 20.11).

Você faz ideia do que custou essa desobediência de Moisés, em realizar algo que Deus não lhe autorizou fazer com a vara? Tanto Moisés como os israelitas da primeira geração foram vetados de entrarem na Terra Prometida (Números 20.12; Deuteronômio 1.37). Resumindo, se no passado a vara de Moisés foi um instrumento de vitória, no episódio da “rocha ferida” ela foi o instrumento de derrota para o povo judeu.

E quanto à cruz de Cristo? Que efeito ela trouxe para o povo judeu e o mundo? Ora, todo bom cristão sabe que a cruz de Cristo foi algo que escandalizou os judeus. Paulo assim se expressa em uma de suas cartas: “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1.23).

No entanto, os judeus que rejeitam a cruz de Cristo deixam de experimentar o grande poder que tem essa cruz. É certo que se a vara de Moisés e toda a sua influência não o permitiu ao menos pisar na Terra Prometida, a cruz de Cristo nos reconciliou com Deus (Efésios 2.16), pagou a dívida que tínhamos com Ele (Colossenses 2.14), nos trouxe paz (Colossenses 1.20) e nos garantiu o direito de entrarmos nos céus, pois Cristo disse: “Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14.3b).

O leitor prefere a vara ou a Cruz?

Por, Moisés Soares da Câmara.

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