A trombeta é diferente ou é a mesma?

Os textos de 1 Coríntios 15.51-52 e 54; 1 Tessalonicenses 4.16; e Apocalipse 11.15, falam da mesma trombeta? Como fazer a distinção?

A trombeta é diferente ou é a mesmaO leitor indaga se as trombetas a que se referem os textos de 1 Coríntios 15.51, 52 e 54; 1 Tessalonicenses 4.16 e Apocalipse 11.15 são um só ou distintas, representando eventos escatológicos diferentes. Vejamos os textos.

“A última trombeta”. Em 1 Coríntios  15.51, 52, lemos: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e o mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. Trata-se de um dos capítulos mais esclarecedores sobre o que acontecerá com os crentes que estão no Paraíso, e com os salvos que estiverem vivos, por ocasião do Arrebatamento da Igreja. Assim, a última trombeta de que fala o texto acima se refere-se ao forte “chamado” de Cristo a todos os salvos para o Arrebatamento. Os mortos salvos, que estão no Paraíso, bem como os que estiverem vivos terão seus corpos transformados em corpos gloriosos, semelhantes ao de Cristo ao ressuscitar (Filipenses 3.21; 1 Tessalonicenses 4.16, 17).

“A trombeta de Deus”. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz do arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Tessalonicenses 4.16-18 – grifo nosso). Comparando o texto de 1 Coríntios 15.51, 52, com o de 1 Tessalonicenses 4.16, 17, podemos dizer que “a última trombeta” é também “a trombeta de Deus”, que convoca de modo impactante, “com alarido, e com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus”. Não obstante todo esse altíssimo chamado, só os salvos em Cristo, ouvirão essa convocação para o encontro glorioso da Igreja com Jesus.

“A sétima trombeta do Apocalipse”. João teve a revelação dos sete selos, que marcam os juízos de Deus sobre a humanidade ímpia. Na abertura do sétimo selo, iniciam-se sete eventos, marcados pelas sete trombetas. Na sétima trombeta, há o anúncio de sete outros eventos, tipificados pelas sete taças da ira de Deus. “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11.15). Enquanto a “última trombeta” que é a trombeta de Deus”, a ser tocada para despertar todos os salvos para o Arrebatamento, a “sétima trombeta”, de Apocalipse 11.15 tem outra finalidade muito significativa e impactante. Ela anuncia a proclamação de Cristo Jesus como Rei Universal sobre todo o mundo, e que Seu Reino durará para sempre. Em Apocalipse 20.4, vemos o julgamento das nações, e o Reino de Cristo no Milênio. Cumpre-se o que Daniel viu, no sonho de Nabuconosor, sobre o reino que não terá fim (Daniel 2.44; 4.3). Assim, a trombeta de Apocalipse 11.15 e distinta da trombeta de 1 Coríntios 15.51, 52 e 1 Tessalonicenses 4.16.

Jesus vem breve. Ora vem, Senhor Jesus!

Por, Elinaldo Renovato de Lima.

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