A resposta às dificuldades

A resposta às dificuldadesAs mulheres cristãs reconhecem a necessidade de uma vida ativa, e elas buscam desenvolver, também, os talentos para melhor utilizá-los no desempenho de suas atividades, que são inúmeras, todos os dias. Contudo, existem conceitos bíblicos que são verdadeiros tesouros. Quando encontrados, valorizados e colocados como ponto de partida para a sua concretização, tornam-se responsáveis pelo sucesso. Nós, mulheres, fomos criadas por Deus de forma maravilhosa e com um propósito especial (Salmo 139.14-16). O Senhor dotou-nos com inteligência geral, aptidões específicas, talentos, sensibilidade, capacidade para amar e ser amada, bem como plena capacidade para fazer escolhas e tomar iniciativas.

Com este perfil, julgamos estarem completos os ingredientes necessários e suficientes para uma vida plena. Na verdade, tudo isso longe da interpretação divina é mera racionalidade. Assim, criadas por Deus com espírito, alma e corpo, não podemos descuidar de nenhuma dessas áreas. Com uma vida espiritual rica, cultivada através da oração e do estudo e observação da Bíblia Sagrada, que é o nosso manual de funcionamento, sentimos muito prazer emdeixá-lO tomar a direção da nossa vida. Deus é onisciente, onipresente e onipotente, por isso fará a diferença na nossa atuação. Teremos, então, a devida orientação e, assim, superaremos os limites.

Em nossas atividades diárias, na satisfação das nossas necessidades, nós, mulheres, muitas vezes, vivenciamos situações que nos preocupam, criam ansiedade e podem machucar a alma, de modo a fragilizar a estrutura emocional.

A maneira como percebemos e interpretamos os nossos problemas será responsável pelas nossas ações e reações como resposta e solução dos mesmos. Inúmeros sentimentos poderão surgir e comprometer uma reação coerente e saudável com a melhor solução do problema, saúde mental, emocional e harmonia nos relacionamentos.

Vale a pena observarmos como era a vida de uma mulher descrita na Bíblia cujo nome ignoramos totalmente. Ela ainda hoje é conhecida como a “sunamita”, adjetivo pátrio por ter nascido na cidade de Suném. Essa senhora morava em sua cidade, possuía uma boa condição de vida e gozava de prestígio naquele local. A sunamita era conhecida por ser dócil, sensível, hospitaleira; sentia-se satisfeita em poder ajudar algum necessitado. Mas faltava algo em sua vida: o nascimento de um filho.

A sunamita hospedava em sua casa o profeta Eliseu sempre que ele passava por Suném. Além de atender ao profeta com alimentação, construiu um quarto para seu conforto, de modo que Eliseu e seu servidor Geazi encontravam repouso, e depois continuavam a caminhada. O profeta reconheceu a sua generosidade, pediu que Geazi conversasse com a sunamita para conhecer as suas necessidades, e no que ambos pudessem ajudá-la. A generosa senhora agradeceu e informou que não precisava de nada, mas Eliseu soube que a sua benfeitora era estéril. O profeta pediu que a chamassem e disse à mulher que ela teria um filho. A sunamita temia ficar frustrada e preferiu ignorar a profecia de Eliseu (2 Reis 4.8-17). A sunamita ficou grávida e recebeu como presente de Deus o filho que tanto queria.

A família vivia muito feliz devido a presença da criança naquele lar. O tempo passou, o menino cresceu, já acompanhava o pai aos campos, quando um dia, repentinamente, o filho morreu devido a uma insolação em campo aberto, enquanto acompanhava o pai. Vejamos a atitude desta mulher: na situação de emergência ela não se desesperou e nem se revoltou contra Deus. Colocou o filho morto no quarto do profeta, chamou os empregados da casa, preparou os animais para a viagem e foi ao Monte Carmelo falar com Eliseu. O marido estranhou, mas ela o informou que “estava tudo bem”. Como é possível ter atitudes tão equilibradas, tendo o seu único filho querido morto? Que reação foi aquela? Seria auto-controle? Fé no Criador? Ela contemplou o cadáver de seu filho, resultado de uma promessa divina, porém as suas reações estavam fortalecidas no Deus todo-poderoso. Esta força vem do alto. Através dos olhos da fé, aquela mãe conseguia ver o filho de volta pelo poder de Deus, e assim aconteceu. Deus honrou a fé daquela mulher e ela teve o seu filho ressuscitado!

Esta narrativa expõe algumas lições: a sunamita demonstrou percepção correta da situação. Tomou iniciativa para empreender a viagem e ir até àquele que considerava o seu pastor. Foi de Eliseu que a mulher ouviu a promessa de um filho em sua vida. Para ela, o profeta deveria resolver o problema. A mãe aflita consultou a pessoa certa! Não vemos lamúrias e reclamações contra Deus. Ao contrário, aquela senhora confiou no que Deus poderia fazer em seu favor! Através das situações difíceis que enfrentamos, devemos nos revestir da graça de Deus, tranquilizar o coração para coordenar as atitudes e fazer decisões sábias, na busca do real entendimento da transformação de nossas experiências em amadurecimento, ao ampliar a nossa visão espiritual.

Quando lutamos com as nossas forças e apenas com a sabedoria humana, corremos o risco de termos sofrimentos bem piores. Desta forma as nossas reações são carregadas de muita emoção, inclusive na geração de doenças psicossomáticas e desgaste da estrutura emocional pelo grau de tensão, e ansiedade produzida, tornando a pessoa cada vez mais fragilizada e menos assertiva.

Por, Sônia Pires Ramos.

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