A realização de Missões nos momentos finais da Igreja na Terra

A realização de Missões nos momentos finais da Igreja na TerraO grande mandamento de Jesus para nós é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos (Marcos 12.33). De maneira prática vemos a aplicação do amor na nossa vida, mediante a forma como tratamos o presente recebido por Deus que é a nossa família. Porque a amamos, cuidamos com todo carinho, nos esforçando para preservá-la, tornando prazeroso o que Deus tem nos concedido, pois é nossa prioridade.

Será que temos amado a Deus sobre todas as coisas? Nosso amor ao Senhor se equipara com a forma como amamos o que temos? Temos realmente o colocado superior sobre todas as coisas?

O que Deus ama? Qual a prioridade de Deus? Priorizamos o que Deus prioriza? Temos nos preocupado com as pessoas que tem se perdido? Cuidamos das pessoas como sendo o foco do amor de Deus? (Tiago 1.27). O Senhor tanto amou que se entregou até a morte de Cruz, temos nos entregado para que vidas conheçam ao Senhor? O que temos feito para que o amor de Deus chegue até aos corações e essas sejam resgatadas do pecado, pela pregação do Evangelho? A palavra de Deus nos revela que estamos nos últimos momentos da Igreja na Terra (Mateus 24.14). E o que nós, como igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, estamos fazendo? Segundo dados estatísticos existentes hoje 7,2 bilhões de pessoas em todo o mundo; 1,5 bilhões são muçulmanos, 975 milhões são hindus, 703 milhões são não religiosos, 626 milhões são budistas, 553 milhões são de religiões étnicas e 33 milhões religiões desconhecidas. Dos 7,2 bilhões de pessoas no mundo, 2,7 bilhões vivem entre grupos de pessoas não alcançadas e 1,6 bilhões são completamente não alcançadas.

A postura cristã diante dos desafios globais são os mais adversos, 91% de toda a extensão cristã evangélica não têm como alvo “não cristãos”, mas tem como alvo outros cristãos, 87% dos fundos para as missões transculturais vão para o trabalho entre os que já são cristãos, 12% para o trabalho entre já evangelizados e apenas 1% para o trabalho entre as pessoas que nunca foram alcançadas.

Os cristãos constituem 33% da população do mundo, recebem 53% do rendimento anual do mundo e gastam 98% consigo mesmo. Mais de 160 mil crentes serão martirizados (mortos) este ano, e contrastando com a realidade passiva ocidental o país com a expansão cristã mais rápida de todos os tempos é a China com aproximadamente 10 mil novos convertidos a cada dia, sendo este país considerado ateu, no estado comunista.

Mais desafios pela frente

A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio em alguma parte do planeta, o problema é muito mais grave nos países pobres e representa a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. As informações constam de um relatório inédito sobre suicídio divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos países ricos, três vezes mais homens se matam do que mulheres.

Estamos vivendo tempo de crises devido ao comportamento humano, a natureza tem sofrido levando a ter desastres naturais que afeta a estabilidade da criação. Não são poucos os desafios encarados pela população mundial no convívio do extremo calor em algumas regiões, e em outras, intenso frio, inundações, furacões, tsunamis, terremotos, e tudo isso nos leva a vivenciar parte do prenuncio do fim como diz a Palavra do Senhor em Mateus 24.

Como igreja precisamos remir o tempo, pois os dias são maus (Efésios 5.16) e devido aos fatores acima, além da qualidade de vida ser comprometida, milhares de pessoas tem morrido e entre elas muitas tem ido para o abismo sem ter a oportunidade de ouvir o Evangelho ao menos uma vez na vida.

A palavra do Senhor nos diz que “por aumentar a iniquidade o amor de muitos se esfriará” (Mateus 24.12), por isso é comum perceber a indiferença de muitos quanto a obra de Deus, e a chamada tem ficado em segundo plano. O Brasil experimentou um desenvolvimento econômico que em largar escala, não gerou um maior envolvimento financeiro da Igreja com a obra missionária, e sim levou muitos cristãos a uma atitude materialista.

Apesar de todo contexto desafiador, vemos que a Igreja mesmo em tempos de crises, marcha rompendo os obstáculos, prosseguindo para o alvo, porque é o Espírito Santo que tem estado com ela ao encorajá-la e conceder forças e coragem para vencer os embaraços que tão de perto rodeia (Hebreus 12.1). O avanço do Evangelho sempre foi marcado com resistências e martírios, mas as hostilidades jamais detiveram o avanço da Palavra de Deus entre os homens. Por isso é tão aplicável o versículo que nos diz: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas” (Habacuque 3.17-19).

E para nos posicionarmos como Igreja, cabe a nós abraçarmos essa causa ao buscarmos ao Senhor de maneira individual, como responder ao clamor dos aflitos, que podem estar perto ou longe dos nosso olhos. Não podemos cansar de incentivar as pessoas sobre o nosso papel como Igreja, despertando-as para missões, precisamos buscar estratégias do Senhor para executarmos nosso chamado. O Espírito Santo continua clamando: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós” (Isaías 61), basta darmos ouvidos à sua voz. Porém, diversas pessoas têm resistido ao chamado divino por se embaraçarem com os negócios dessa vida (2 Timóteo 2.4); por medo de sofrer em missões, sendo que a renúncia não é um privilégio somente para os missionários, isto porque o Senhor nos deu critérios para seguirmos a Ele: aqueles que se recusam a negar-se a si mesmo, não tomar a sua cruz não segui-lo não poderá ser seu discípulo (Marcos 8.34).

O chamado de Deus é coletivo, o Senhor deu a ordenança para todos os cristãos fazerem discípulos, e para falar de Jesus não é necessário ter um chamado específico, é apenas testificar quem Ele é, compartilhando a mensagem com ousadia. As “Boas Novas” em nós precisa ser estilo de vida.

Nós como assembleianos nos tornamos a maior denominação no Brasil, pois os fundamentos da nossa fé foram pautados nesse princípio de levar Jesus a  todas as pessoas. E essa chama de avivamento faz com que os convertidos levassem consigo a responsabilidade de divulgar a Palavra de Deus aos demais; onde quer que chegavam logo estabeleciam um ponto de pregação que se transformava em Igreja, e ali Jesus operava transformando vidas, libertando-as, curando-as e batizando-as no Espírito Santo.

O que tem acontecido conosco? Porque essa realidade não é mais comum em nossos dias? O que tem impedido os corações atentarem à voz do Senhor? Por que o desejo de Deus não tem sido mais nossa prioridade como Igreja? Qual tem sido nossa prioridade? Será que nossas prioridades não tem se tornado o centro, deixando as de Deus em segundo plano?

O esfriamento do amor ao próximo esfriou-se e por isso as estatísticas denunciam que enfrentamos tempos de crise. Precisamos buscar mais ao Senhor, e assim conseguiremos dar ouvidos à sua voz para que novamente a chama venha arder em nossos  corações, pois ainda ecoa o clamor que diz: “A quem enviarei? E quem há de ir por nós?” (Isaías 6.8).

A nossa obediência ao Senhor mudará o quadro de omissão que temos vivido, e as nações ainda não alcançadas conhecerão a Cristo, mediante o envio de missionários aos incontáveis lugares necessitados dentro e fora de nossa nação. Se priorizássemos viver o que o apóstolo Paulo deixou registrado em sua carta aos romanos, tudo seria diferente: “Esfroçando-me, deste modo, por pregar o Evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio” (Romanos 15.20).

É preciso nesses últimos momentos da Igreja na Terra nos despertarmos para levar esta Palavra salvadora de Jesus Cristo. Reflita sobre isso e coloque-se nas mãos do Senhor e Ele te fará um ganhador de almas nestes momentos finais!

Fontes Bibliográficas:

http://underfaith.com/pt/estatisticas-desesperadoras-das-missoes-mundiais/
http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/uma-pessoa-no-mundo-comete-suicidio-cada-40-segundos-diz-relatorio-inedito-da-oms-13826787#ixzz3gRNzxhZi
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/principais-catastrofes-naturais-no-mundo-em-2013

Por,Saulo Gregório.

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