A origem e os males do Carnaval

A origem e os males do CarnavalAlguns historiadores associam o começo das festas carnavalescas aos cultos feitos pelos antigos para agradecer pelas boas colheitas agrárias, isso há mais de 3 mil anos antes de Cristo. Já outros dizem que seu início teria acontecido mais tarde, no Egito, em homenagem à deusa Ísis e ao Touro Apis, com danças, festas e pessoas mascaradas. Também atribuem seu início aos gregos, que festejavam a celebração da volta da primavera e os cultos ao deus Dionísio entre os anos 605 e 527 a.C. Outros falam da Roma Antiga com suas orgias sexuais, saturnais e lupercais em honra aos deuses Baco, Saturno e Pã. Uma coisa, porém, é comum a todos: o carnaval tem sua história ligada a fenômenos astronômicos ou da natureza.

O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Assim como a origem da festa, a palavra “carnaval” também apresenta diversas versões e não há unanimidade entre os estudiosos. A quem defenda que o termo carnaval deriva de “carne vale” (Adeus, carne!) ou de “carne lavamen” (supressão da carne). Essa interpretação da origem etimológica da palavra remete-nos ao início do período da Quaresma, que era, em sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual, mas também uma época de privação de certos alimentos, dentre eles a carne. Outra interpretação, essa mais comum, é que seu significado é “festa – ou festival – da carne”.

No Brasil imperial, o carnaval era chamado de “entrudo” por influência dos portugueses que trouxeram, em 1723, brincadeiras e festejos carnavalescos. Muitos atribuem o início do carnaval no Brasil à festa feita pelo povo pra comemorar a chegada da Família Real. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias.

Portanto, essa festa não possui nenhum sentido sacro em sua origem, muito ao contrário. Inúmeras passagens bíblicas poderiam ser citadas para condenar as práticas carnavalescas. Porém, há um texto que penso ser a mais fiel representação do que acontece nas festas em nosso Brasil. O apóstolo diz em Gálatas 5.19-21: “As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, a inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus (NTLH).

Pessoalmente, desconheço uma descrição bíblica mais fiel ao que acontece nos dias de festas carnavalescas. Há alguns anos, uma das bandas da Bahia lançou uma música que incentivava a traição entre casais. A letra fala de ter uma espécie de “passe livre” por uma noite para fazer o que quiser.

Propositalmente, utilizei a versão da Nova Tradução na Linguagem de Hoje para que fique claro que as palavras de Paulo não são referentes a um passado distante. Afinal, pecado é pecado em qualquer época. É inadmissível um cristão participar de tais práticas. Os que fazem isso não recebem o Reino de Deus em seus corações e nem alcançarão o Reino na sua plenitude. As obras da carne nos afastam de Deus.

Somos advertidos a cuidar de nossos olhos, pois, para onde olharmos, a mídia, seja impressa, televisiva ou online, está repleta de imagens indecorosas. Um verdadeiro atentado à imoralidade. É um período de inversão total de valores. Homens se vestem de mulher e mulheres se vestem de homem.

Além disso, basta apenas ver as notícias ao final da festa da carne para constatar que ocorreu o maior número de acidentes automobilísticos com vitimas fatais; maior número de contaminação por vírus HIV em decorrência da promiscuidade e uso compartilhado de seringas para consumo de drogas injetáveis, assim como as demais doenças sexualmente transmitidas; aumento considerável do número de crimes, como homicídios, furtos, roubos, estupros, abusos de todas as espécies, pedofilia; famílias destruídas devido às brigas decorrentes de adultério e traição; embriaguez com uso exagerado de álcool; vandalismo e atos de desordem deixando a cidade suja, exalando odor de urina; aumento de casos de gravidez não planejada; suicídios; overdose; aumento do número de atendimentos em postos de saúde e emergências dos hospitais.

Para muitas cidades, o carnaval é sinônimo de aumento de arrecadação, um momento de ganhar dinheiro. Mas, a pergunta, para ficar na questão ética, é se o justo produzir riquezas às custas de tantas desgraças. Podem dizer “Vivemos em um país livre, as pessoas são livres para optarem ficar em casa descansando, sair de férias ou ir ‘pular carnaval’”. Os que fazem a opção de se afastarem da obra da carne, que querem preservar a família, as amizades, os bons relacionamentos, são tidos como antissociais. Contudo, ficamos com as palavras de Pedro: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). Obedecendo, habitaremos eternamente com o Senhor, “e ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão” (Apocalipse 22.3).

Por, Eduardo Leandro Alves.

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