A mulher e o equilíbrio familiar

A mulher e o equilíbrio familiarA família é uma instituição divina, pois foi criada pelo Senhor Deus, no Jardim do Éden (Gênesis 1.27, 28; 2.24). É na família que pais e filhos encontram paz, amor, harmonia, segurança, dignidade. Devi Titus, em seu livro A Experiência do Lar, nos afirma que o lar é a base para a sociedade e o desenvolvimento humanos. E continua dizendo que “o lar não é uma atividade, como também não é uma estrutura física onde a família habita. Ele foi projetado para ser o lugar dos relacionamentos pessoais entre os membros da família.” Não obstante, tem sido alvo de frequentes ataques por parte do inimigo, principalmente nos últimos anos.

Quando lemos sobre a mulher virtuosa descrita em Provérbios 31.10-31, observamos algumas características que ressaltam a importância da mulher na construção de uma família equilibrada:

1 – Confiança e bondade. “O coração de seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (vv 11, 12). A mulher prudente é fiel e não compete com o esposo. No lar onde há fidelidade e respeito mútuo, reina a harmonia, o amor e a paz. Os filhos vêem nos pais um exemplo a ser seguido. Quando o Senhor Deus criou o primeiro casal, disse que ambos seriam uma só carne (Gênesis 2.24). Paulo deixou registrado em Efésios 5.29 que “nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como o Senhor à Igreja”. A mulher que teme ao Senhor só faz o bem ao seu esposo e filhos. Estão longe dela a ira, a amargura, a maledicência e a contenda. A fidelidade é uma característica importante da mulher prudente e temente a Deus.

2 – Fortaleza. “Cinge os lombos de força e fortalece os braços” (v 17). Embora mais frágil fisicamente que o homem, a mulher cristã é forte, pois a sua força vem do Senhor (Salmo 46.1). Nos momentos difíceis a mulher prudente demonstra equilíbrio e principalmente dependência de Deus, para que a sua casa não seja destruída. Ela confia no Senhor à maneira do salmista: “Porque quem é Deus, senão o Senhor? E quem é rochedo, senão nosso Deus?”; “Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze” (Salmo 18.31; 34).

3 – Empreendedorismo e equilíbrio financeiro. “Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas de seu trabalho”; “Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite” (vv 16; 18). A mulher prudente ajuda no orçamento familiar com o seu trabalho e administra o dinheiro com sabedoria. Quantos lares estão em perigo devido aos problemas financeiros, muitas vezes causados pela mulher, que gasta mais do que têm. Mas a mulher cristã empreende, controla os gastos, sabe administrar bem as finanças da família. É uma adjutora de seu marido.

4 – Filantropia e solidariedade. “Ajuda os pobres e os necessitados” (v 18). A mulher cristã é altruísta e não egoísta. Quantas pessoas estão passando necessidades e podemos ajudar e não o fazemos? Jesus nos deu exemplo de compaixão. “Ao ver as multidões, Jesus sentiu pelas pessoas, pois que estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não tem pastor” (Mateus 9.36). A mulher virtuosa ajudava aos pobres e necessitados com o trabalho de suas mãos. Podemos fazer o mesmo com doações. “Mais bem aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20.35).

5- Submissão e simpatia. “Seu marido é respeitado na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra”; “Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro” (vv 23; 25). A mulher cristã é submissa ao seu esposo por causa do amor devotado pelo homem. Um lar onde o marido ama a esposa como Cristo amou a Igreja, é admirado e respeitado pela sociedade. A submissão da mulher vem em resposta a esse amor. A mulher temente a Deus é uma mulher feliz, sorridente, que tem bom relacionamento com os vizinhos e a sociedade, pois seu lar é um refúgio de amor e paz.

6 – Feminilidade e sabedoria. Aprecio o conteúdo da Bíblia NTLH que traduz o versículo 26 da seguinte forma: “fala com sabedoria e delicadeza”. A mulher prudente é feminina, mas não feminista. Fala com doçura e sabedoria, demonstrando amor por sua família e vizinhos. Quantas mulheres tratam os filhos e o cônjuge com rispidez, falando palavras desagradáveis aos mesmos, até mesmo palavrões e xingamentos. Mas o lar cristão deve ser um ambiente mais harmônico possível.

7 – Respeito. “Os seus filhos a respeitam e falam bem dela, e seu marido a elogia. Ele diz: Muitas mulheres são boas esposas, mas você é a melhor de todas” (vv 28 e 29). Todos gostam de ser elogiados, de ouvir palavras boas a seu respeito. Quando o elogio vem dos mais íntimos, daqueles que conhecem a intimidade da pessoa, esse elogio é verdadeiro. A mulher temente a Deus tem o respeito e a admiração de seus filhos e de seu esposo. A mulher tola, ao contrário, envergonha sua família. “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos” (Provérbios 12.4).

8 – Temor a Deus. “Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (v 30). O temor a Deus conduz a pessoa a ter um bom relacionamento familiar. No lar onde há o temor a Deus, existe uma atmosfera espiritual de amor, perdão, alegria. “Falando entre vós com salmos, e hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus” (Efésios 5.19-21). Famílias fortes geram igrejas fortes.

Por, Maria Regina BonfimMoreira.

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