A lua pode causar moléstias à noite?

“É sabido que o sol pode causar males à pele e molestar o homem. Mas o que entender quando a Bíblia diz que a ‘lua não te molestará de noite’ (Salmos 121.6)?”

A lua pode causar moléstias à noiteCerta vez, um amigo, perguntou-me exatamente isso: se a Lua pode molestar alguém. Achei a questão pertinente, e pus-me a pesquisar o assunto. De início, adianto que não podemos ignorar os efeitos que o satélite dos namorados exerce sobre a Terra. Sem ela, o planeta seria inviável, pois a sua força gravitacional dá-nos estabilidade. Em relação a nós, ela funciona como um pêndulo, facultando-nos perfeito equilíbrio. Na antiguidade, porém, acreditava-se que a Lua causava loucura. Por isso, os deficientes mentais eram chamados impropriamente de lunáticos.

Afinal, a Lua pode molestar alguém?

Nos Salmos, o autor sagrado declara: “De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua” (Salmos 121.6). À primeira vista, têm-se a impressão de que o cantor de Israel acreditava nalguma força mística da Lua. Teria sido ele influenciado pelos astrólogos de Babilônia? Ou por algum persa que andava a buscar astros errantes? Ou, ainda, por um sábio egípcio que, um dia, fez pousada em Jerusalém?

Se lermos com atenção esse cântico de romagem, constataremos que era outra a intenção do salmista. Inspirado pelo Espírito Santo, ele tranquiliza os peregrinos que, saídos das mais distantes regiões da Terra Santa, dirigiam-se todos os anos a Jerusalém para adorar na Casa de Deus. Andejando dia e noite, expunham-se aos mais diversos perigos. Assaltantes e feras eram encontradiços naqueles termos. Por isso, acalma-os o salmista. Ninguém iria molestá-los. De dia, visíveis à luz do Sol, estariam seguros. E, de noite, sob a Lua, não correriam qualquer risco.

Ora, se o Sol e a Lua, os grandes governantes do tempo, nada podem contra nós, o que nos poderão fazer os homens e as bestas feras? Então, rumemos, confiantemente, à Casa do Senhor. Entoando os Salmos, os filhos de Israel vinham à Cidade do Grande Rei. E, na mesma paz, retornavam aos seus lares. Dessa forma, firmados nas promessas do Senhor, refaziam a jornada de ano em ano.

O autor sagrado, como bom teólogo que era, jamais se deixaria levar por crendices e besteiras. Ele sabia que, além das influências físicas sobre a Terra, a Lua nenhum poder tinha sobre as almas humanas. Ao contrário da astrologia babilônica, a astronomia judaica era bem desenvolvida; jamais foi contraditada pela verdadeira ciência.

A mensagem do salmista é simples e direta. Onde quer que estejamos, seremos protegidos pelo Senhor. Quer de dia, quer de noite, seremos eternamente amparados pelo guarda de Israel. O Salmo 121 encerra-se com uma promessa que deveria ser apropriada por todos os que servem a Deus: “O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (Salmos 121.7,8).

Concluindo, no referido texto bíblico, não encontramos nenhum significado oculto. A mensagem do salmista é clara: Deus nos guarda em todo o tempo. Nada temos a temer, pois a nossa vida acha-se escondida em Cristo.

Por, Claudionor de Andrade.

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